domingo, agosto 19, 2007

Dark Rain - Ficção ou uma realidade muito próxima de nós?



“A Terra está morrendo.


Eles já conheceram isto no ano 72. Quando esses "hippies" e essas "extravagâncias"
Começaram a manifestarem-se sobre a poluição do ar e do mar. Os cientistas da NASA, esses que trabalharam no oceano ártico e no Antártico já falavam entre si, em baixa voz, no dióxido de carbono e o aumento de calor dentro da atmosfera e o efeito estufa.
Então, homens anônimos de terno cinza, reunidos entre fumaça de charutos em clubes exclusivos de Londres e Washington, temendo a opinião pública, começaram a se perguntar se não teriam um problema.
Entregaram um relatório para os cientistas. Eles chamaram o Relatório de Éden e foi dedicado exclusivamente aos olhos do presidente do U.S, Para o primeiro ministro britânico e o presidente do EEC. E possivelmente, se fizesse falta, aos chefes de estado dos países do EEC.
Quando o relatório foi apresentado finalmente, disseram o que ninguém, exceto os cientistas esperavam. A poluição do ar e a contaminação da água Não seria um problema para a humanidade durante muito tempo. Porém em mudança o CO2 e o metano serão um problema mesmo, muito em breve, já que estavam transformando a atmosfera do planeta em uma estufa. Logo estaria muito quente. O Pólo norte se fundiria e com ele a Groenlândia. E isso não acontecerá lentamente.

À medida que fosse derretendo o gelo oceânico, as temperaturas ambientais iriam subir cada vez mais e o processo iria desestabilizar a camada de gelo que cobre a Groenlândia, enquanto iria desmoronando para o mar em avalanches com um peso equivalente a um trilhão de toneladas. Tudo aconteceria sem aviso, de forma repentina.
Haveria tsunamis gigantescos que arrasariam as costas do Atlântico e deste modo, o clima global mudaria de forma catastrófica, da noite para o dia. Tudo isso estava no conhecimento deles desde 1979.
Realmente, eles tinham um problema. A Terra estava morrendo. “

O texto acima faz parte de um livro lançado na Inglaterra, Dark Rain, de Conor Corderoy, pela editora Macmillan New Writing,(pode ser encontrado na Amazon.com). O autor faz uma análise das condições vividas pelo planeta e projeta em um futuro não muito distante, o desastre ambiental da Terra. Ao lermos um livro como o de Corderoy, que infelizmente, ainda não tem tradução para o idioma português, podemos pensar – mais um livro de ficção. Porém a ficção não esta nada longe da realidade. As notícias sobre o aquecimento global e os efeitos sobre a estrutura da terra são alarmantes. Recebemos diariamente informações através da mídia sobre os desastres ambientais que se alastram em todos os quatro campos do mundo. Recentemente houve um terremoto no Peru com mais de 200 mortes. Na própria Inglaterra, terra natal do autor, é possível detectar os avanços e as instabilidades do tempo através das inundações. O Clima esta mudando, a natureza tem dado a resposta ao homem pela forma como é tratada. O Protocolo de Kyoto não é respeitado. Países do primeiro mundo continuam pensando no lucro ao invés da prioridade principal – o direito a vida. Aqui no Brasil, temos o pulmão do mundo – A floresta amazônica – e essa floresta esta sendo desmatada dia-a-dia. Enquanto governos não promovem ações fundamentais para salvar o planeta ainda existem alternativas. O Livro de Conor Corderoy é uma obra de ficção, mas também de forma emocionante, trás a tona uma grande conspiração mas, também é um grande lerta. Alerta sobre o que ainda é possível fazer para salvar o que nos resta. Curiosamente, uma das ações mais controversas provém dos Estados Unidos da América. O Estado da Califórnia entrou com um processo contra os principais fabricantes de automóveis norte-americanos, europeus e japoneses que pode causar uma verdadeira revolução. O promotor-chefe Bill Lockyer afirma que essas empresas produziram milhões de veículos que contribuíram significativamente para o aquecimento global, o que vem danificando os recursos, a infra-estrutura e a saúde ambiental da Califórnia. Em contrapartida ele exige que as empresas indenizem o estado por danos já causados e também por prejuízos que venham a ocorrer no futuro em virtude de mudanças climáticas causadas pelo efeito estufa. Isso é um procedente jurídico. O livro Dark Rain trás a tona problemas que teimamos em esquecer, mas a obra, ao contrário de todas as previsões, também nos aponta a lembrança de que somos responsáveis pelas futuras gerações. Um ambiente limpo, seguro, cooperativo pode e deve ser nosso legado as futuras gerações. De nada adianta o lucro vir em primeiro lugar porque futuramente o dinheiro não irá salvar o planeta, mas sim a cooperação entre todos os povos da terra.

Um comentário:

Taís Luso de Carvalho disse...

Oi, Fátima, como estás? Ótimo esse teu texto. E não acredito na conscientização dos homens pelo fato de que somos, a maioria, individualistas. Poucos são os que têm consciência e vontade em preservar algo que é de todos e para todos.

Um beijo, amiga.
Taís Luso