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quarta-feira, maio 27, 2015

Um breve desabafo político

 
       

             Tivemos no passado um grande escândalo chamado mensalão onde José Genuíno e José Dirceu  entre outros petistas foram acusados de desvios de dinheiro público. Foram realizados uma devassa em suas vidas financeiras e patrimônio. Nada foi encontrado, como não havia provas materiais, Joaquim Barbosa na época ministro relator do processo encontrou um termo jurídico que os enquadrou - teoria do Domínio do Fato.  
         Pois bem, de lá para cá, somos chamados de ladrões e petralhas mesmo as multas contra os petistas sendo pagas. Vieram outros escândalos, aliás, já existiam - Banestado, mensalão tucano que refere-se ao PSDB mas mesmo sendo anterior curiosamente não foi julgado e corre o risco de ser prescrito. Também escândalos internacionais e nacionais dos quais os petistas não foram envolvidos. O escândalo da lava-jato tem 27 indiciados, só dois são petistas. Toda a bancada federal do RS ligada ao PP( Partido Progressista) estão sendo investigados, Escândalo do HSBC, Operação Zelotes. Pois bem, a presidente Dilma é uma mulher cuja a honestidade esta acima de qualquer suspeita, jamais teve processos por roubo, fraude, corrupção e isso fez por merecer o reconhecimento de dois grandes homens desse país, Brizola e Luis Inácio Lula da Silva. Mesmo assim em março desse ano milhares de pessoas da direita brasileira foram as ruas com as camisetas da CBF a chamando de nomes como vaca, vagabunda, porque não morreu de câncer, petralha......e por ai afora.
            Hoje vejo com satisfação que tudo tem a volta - Veio á público o maior escândalo de futebol mundial, só em suborno foram mais de 400 reais de suborno, José Maria Marim, presidente da CBF esta envolvidos. Ou seja, milhares de asnos foram as ruas com as camisetas da CBF pedindo fim da corrupção no governo federal, volta da ditadura militar, "Impitman". Graças aos céus, as investigações estão sendo feitas pelo FBI onde assuntos de dinheiro e desvios aos fisco são levados muito a sério.

quarta-feira, abril 29, 2015

A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E O EMPODERAMENTO DA JUVENTUDE BRASILEIRA.




Christiane Russomano Freire

          Não restam dúvidas que a campanha em favor da redução da maioridade penal no Brasil, que reeditou a PEC 171 após vinte cinco anos e que, tragicamente, conta com o apoio aproximado de 87% da população, se inscreve como bandeira paradigmática daquilo que, no campo penal e penitenciário, denominamos de populismo punitivo. A aprovação de tal medida poderá significar uma vitória histórica e inédita das políticas de criminalização e exclusão da juventude brasileira, instrumentalizada no incremento do encarceramento em massa, que no tocante aos seus efeitos sociais perversos, se assemelha somente à aprovação da Lei dos Crimes Hediondos nos idos dos anos 90, marco que inaugurou a adesão do Brasil ao punitivismo penal.
          A instabilidade do momento político nacional, que fragiliza as instituições democráticas, assim como fomenta e fortalece no Congresso Nacional um conservadorismo que ficou latente por mais ou menos quatro mandatos presidenciais, surge como terreno fértil capaz de germinar importantes retrocessos nas esferas dos direitos coletivos e individuais. Soma-se a isto a legitimidade conferida por amplos setores da sociedade civil que, suscetíveis às campanhas de pânico incessantemente veiculadas pelos principais meios de comunicação, se transformam nos principais propagadores das respostas penais de natureza simbólicas. Ou seja, aquelas dirigidas a aplacar os medos coletivos, transmitindo a falsa sensação de segurança.
          Por outro lado, não é necessário compreender profundamente os mecanismos da política econômica para estabelecer conexões entre as propostas de terceirização/precarização do trabalho que tomaram corpo nos últimos meses, recebendo amplo apoio da maioria dos partidos políticos com representação parlamentar, com a defesa da redução da maioridade penal. As novas readequações exigidas pelo contexto econômico mundial - não mais atenuado pela estabilidade e crescimento da econômica nacional, que durante as duas últimas décadas permitiu a implantação de políticas de inclusão e distribuição de renda e direitos sem causar danos substanciais às expectativas vorazes das elites nacionais - tornam a redução da idade penal,com o incontroverso incremento do aprisionamento juvenil, a outra dimensão da precarização do trabalho, da segregação territorial e da sujeição ou eliminação dos sujeitos redundantes. 
          Todavia, para além desses aspectos substanciais acima mencionados, existe outro elemento que, embora não tenha sido problematizado pela maioria das análises do fenômeno, ao menos àquelas a que tive acesso, me parece fundamental para a compreensão do que efetivamente está em jogo. 

          Trata-se do significado das Jornadas de Junho de 2013. Diferente do que muitos acreditavam, propagavam, ou na verdade desejavam, a juventude brasileira, assim como a de vários outros países não somente não estão apáticas, alienadas e apolíticas, mas ao contrário, montam um espetáculo até então nunca visto de atitude, consciência cidadã e criatividade. 
Surgem trazendo novos tipos de organização social: coletivos organizados em redes que professam autonomia e diferem muito dos tradicionais e institucionalizados movimentos de juventude. A pluralidade das bandeiras é o ingrediente diferencial e também o mais interessante, uma vez que permite a auto-organização e a autonomia perante os poderes constituídos, mas, sobretudo o diálogo e o respeito pelo que é substancial para o Outro. 


          Nesse mosaico conectado não apenas virtualmente, mas na ação direta das ruas nas grandes cidades brasileiras encontramos desde o Movimento Pelo Passe Livre - MPL, a Marcha da Maconha, a Marcha das Vadias, a Massa Crítica, o Movimento Reaja ou Será Morto, as Mães de Maio, o Território Livre, a Frente Independente Popular, o Ocupe Estelita, o Levante Popular da Juventude, o Juntos, dentre tantos outros. As pautas envolvem questões referentes à mobilidade urbana, a ecologia, os direitos LGBT, a descriminalização das drogas, a luta contra a violência policial e as mortes da juventude das periferias, o direito e o acesso as manifestações culturais como as pichações e o Hip Hop. 
          Nessas vivências, a juventude brasileira se desconectou dos partidos políticos tradicionais e sindicatos, reafirmou sua desconfiança com a institucionalidade e a horizontalidade, postura que os fez rechaçar, não raras vezes, até mesmo a participação dos partidos de esquerda nas manifestações que protagonizaram. E, ainda, criou uma nova linguagem, mais criativa e menos dogmática, utilizando-se das novas tecnologias para fomentar redes conectadas e descentralizadas, tendo como pautas majoritárias questões locais, assim como algumas de crivo nacional, tais como a desmilitarização das polícias e a não criminalização dos movimentos sociais. No entanto, não possuem um programa mais amplo, com propostas para a sociedade como um todo, ou mesmo com pretensões as disputas na esfera estatal.
          No entanto, o que temos é o empoderamento de uma juventude que cresceu durante as duas últimas décadas e que foi beneficiária das várias conquistas democráticas e sociais, tanto é assim que na ampla maioria das vezes possuem nível de escolaridade superior aos seus pais, bem como tem acesso a determinados bens de consumo. Sendo assim, são capazes de demonstrar claramente que não estão dispostos a fazer qualquer tipo de concessão no que se refere aos direitos, as liberdades e a parcela de democracia conquistada. 
          Ainda é cedo para saber a trajetória futura de tais movimentos, podemos fazer diferentes conjeturas: se em algum momento irão optar pela institucionalização e participação no jogo político eleitoral, se irão assumir as mesmas formas dos seus semelhantes na Espanha ou na Grécia, se irão dar origem a outro ou outros organismos de representação política, ou mesmo se irão manter sua autonomia como movimentos sociais, mas o que realmente importa é que nunca estiveram tão vivos, tão atentos, tão dispostos da lutar e com tanta capacidade de mobilização. E é exatamente contra essa potencialidade que assistimos tomar corpo uma poderosa reação autoritária que, embora adormecido por breve período, sempre esteve ali na espreita, uma vez que infelizmente se constitui como ingrediente substancial da tradição sócio-cultural. 
Com certeza é nesse contexto que se inscreve a proposta de redução da idade penal, o continum punitivo da precarização do trabalho.

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Que cansaço.........

                 Gente - hoje é um dia em que estou cansada, cansada de tantas inverdades, de tanta manipulação. Entretanto, meu cansaço chega a ser uma bobagem se comparado aos próximos argumentos e ações da imprensa nada comprometida com a verdade. 
              Pois bem - vou contar uma rápida história - Alguém já ouviu falar de J. K. Rowling? Para quem não conhece, ela é uma escritora britânica e autora de Harry Potter( podem até não gostar) mas é um dos livros mais lidos no mundo todo. Essa escritora, antes de se tornar conhecida e imensamente rica, passou o pão que o diabo amassou. Como o Reino Unido é um país de primeiro mundo que tem a consciência de cuidar de seus cidadãos, ela recebeu durante um tempo, o que chamamos aqui de BOLSA FAMÍLIA. Foi com esta ajuda do governo que ela se tornou a escritora de hoje.         Lula certa vez disse mais ou menos isso  durante uma entrevista - temos que ensinar a pescar porém a pessoa só aprende a pescar se estiver forte e alimentada. Toda a alta classe média que se fez explorando o trabalhador, eu até compreendo seu posicionamento. O que eu não compreendo é que pessoas que ascenderam à classe média graças aos benefícios sociais, assumam posicionamentos raivosos, odiosos, rancorosos.
                Temos sérios problemas, combatemos 500 anos de corrupção. Não é fácil mexer em uma cultura onde a maioria quer tirar vantagem umas sobre as outras. Estamos na luta. Para isso, com a consciência tranquila - nunca tantos estudantes tiveram a oportunidade de cursar uma faculdade, tanto no Brasil e como no exterior. Investimos em educação, cultura, moradia, saúde. Não é um paraíso. Muito, muito temos que fazer. É por este e outros motivos que fico perplexa quando um grupo de extrema direita chama o povo para o impeachment da Presidente Dilma. Uma luta sem tréguas. Os meios de comunicação tem poder mas a militância não ficará parada, haverá confronto e mesmo os que como eu estão cansados, encontraremos força para continuar lutando por um Brasil melhor e jamais o entregaremos nas mãos americanas que tudo destroem.

segunda-feira, março 17, 2014

À volta do regime militar???JAMAIS

     
      O ano de 1983 foi marcante na minha vida, entrava na faculdade de ciência com habilitação em física, na PUCRS. Sonhava em ser física nuclear e acreditava que a física responderia a todos meus anseios. Estava enganada e acabaria entrando no movimento estudantil e na militância onde continuo até hoje e me formando anos depois em jornalismo. 
           Fiz parte de uma célula, uma tendência petista chamado O Trabalho. O PT dava seus primeiros passos. Olívio Dutra e outros trabalhadores disputavam espaço nos partidos tradicionais, com idéias de melhoria de vida para todos, principalmente para os trabalhadores explorados. Foi o ano de criação da CUT, Central Única dos Trabalhadores. Foi o ano também que organizamos uma greve na PUCRS e eu peguei minha primeira comissão de inquérito para expulsão da universidade.
          De lá pra cá, muita coisa mudou, o lema que defendíamos – Trabalhador vota em trabalhador, ficou ultrapassado. Aliviamos nossos discursos para que todas as classes fossem englobadas dentro de uma visão mais ampla de partido. Hoje estamos no poder, chegar até o topo nos custou um alto preço e percalços ao longo do caminho. Lutamos contra um regime opressor, o regime militar e ainda lutamos contra os filhotes da ditadura que em nome da família, tradição e propriedade, tentam desesperadamente manter o controle de um Brasil imenso e impregnado de mudanças.
          Quando entrei no movimento, conheci muitas pessoas que tinham uma visão da luta de classe, de ideologia, que eu não fazia a menor idéia. Soube que milhares de pessoas tinham perdido a vida torturados pelos militares. Havia um rapaz da engenharia que certa vez começou a ler um livro onde se descrevia a tortura no Brasil. Que mundo era aquele, onde eu estava, que não percebia nada disso. Foi um choque e até hoje não me recuperei.

           As mudanças que o Brasil passou são visíveis e mesmo atrasados em relação a outros países da America Latina, onde os regimes militares se expandiram como uma praga, nós buscamos a verdade mesmo que timidamente, no meu ponto de vista. Hoje temos relatos terríveis de tudo o que passamos, através dos comitês da Verdade e da Justiça. Foram anos de história suja e sanguinária Essa praga ainda continua a disseminar a ignorância entre a população. Esta sendo chamada uma marcha destes filhotes flagelados da ditadura no próximo dia 22 de março. Uma afronta a toda transformação que passa a sociedade brasileira. Ditadura nunca mais, punição para os torturadores, cadeia para os criminosos que mataram crianças, jovens e adultos. Temos que repudiar, denunciar em todos os veículos de comunicação, principalmente a internet. Sabemos que a ditadura não atuou solitária. Tiveram ajuda da Rede Globo e de outros veículos de comunicação, cujo enriquecimento de Roberto Marinho foi proporcional ao reinado da ditadura. Veículos grandiosos que ainda hoje continuam tentando influenciar a população para seu modo de visão do mundo. Onde o rico se safa e o pobre se ferra. Temos que dar um basta. Hoje infelizmente, a tortura ainda existe na policia que corre atrás do jovem negro e pobre da favela. Denuncie essa marcha, mostre do jeito que for, o horror que isso representa ao país. Não podemos mais aceitar apologia ao crime de forma explicita e vergonhosa. TORTURA NUNCA MAIS. MILITARES NO PODER – JAMAIS.

domingo, junho 23, 2013

De Federação Anarquista Gaúcha - FAG O enredo de uma farsa! A tentativa de criminalização da Federação Anarquista Gaúcha

             

                    Na tarde de quinta feira (20/06/2013), antecedendo o protesto que já se previa multitudinário na capital gaúcha, ocorreu a invasão mediante arrombamento do Ateneu Libertário A Batalha da Várzea, executado por agentes policiais sem identificação. Devido a isto, no comunicado da madrugada de sexta-feira, dia 21 de junho, informamos que a invasão havia sido realizada pela Polícia Federal, afinal de contas assim se apresentaram os agentes da repressão.
Através da coletiva concedida pela cúpula da Segurança Pública do governo do RS, na tarde da sexta-feira, dia 21 de junho tivemos a informação que tal operação foi realizada de fato por agentes da Polícia Civil, omitindo-se o fato de que a operação se deu de forma ilegal, sem o correspondente mandato judicial, conforme o apurado pela assessoria jurídica que nos apóia nesse momento, de forma solidária.
                 Esta coletiva de imprensa portanto não poderia anunciar outra coisa se não uma farsa,na busca de um bode expiatório para responsabilizar pelas manifestações de violência ocorridas nos protestos de forma generalizante, acusando que todos os atos de depredações e “vandalismos” fossem de responsabilidade dos anarquistas presentes nos protestos e especificamente dessa organização política, como já dito anarquista.
O fantasma atemorizante criado nas redações da RBS: a presença de bandeiras anarquistas, grupos e indivíduos punks e o já folclórico devaneio do âncora da RBS Lasier Martins “mascarados anarquistas” deram a tônica da conspiração em curso. Apresentaram-se “provas”, segundo a polícia nessa operação ilegal, de materiais para confecções de coqueteis molotovs e um mapa com a identificação de órgãos de segurança do Estado, com o quê buscam afirmar que planejávamos desatar ataques.
             Além de tais objetos plantados, a coletiva para a mídia corporativa retira a sua máscara e demonstra a farsa em curso, o real objetivo da operação. Segundo o próprio chefe da Polícia Civil, o delegado Ranolfo Vieira Jr. “é importante dizer que nesse local também foi apreendido vasta literatura, eu diria assim, a respeito de movimentos anarquistas.” Considerando que os geniais homens da “inteligência” invadiram uma biblioteca libertária, é natural que achem livros senhores Ranolfo e Tarso Genro. Não sabíamos que uma literatura anarquista, tanto atual como histórica, constitui prova de crime. Desde quando livros estão proibidos em nosso estado? Sim, isto é verdade, levaram muitos livros e o fichário dos usuários da biblioteca do Ateneo, dos quais exigimos a restituição em nossas prateleiras.
Dentre os “perigosos” livros apreendidos, consta a obra Os Anarquistas no Rio Grande do Sul, de João Batista Marçal. O livro foi editado com apoio da Secretaria de Cultura de Porto Alegre no ano de 1995, justo no período em que Tarso Genro era prefeito! Quem faz a introdução é Luiz Pilla Vares e a apresentação é de Olívio Dutra. Ou seja, se publicar livros anarquistas é crime ou ato suspeito, o atual governador já ajudou nesta ação “perigosa”.
Voltou a Censura no Brasil? Ou só no Rio Grande do Sul? O Ateneo Libertário A Batalha da Várzea localizado na Travessa dos Venezianos é um espaço público, de fato uma biblioteca, como já dito, na qual se organizam várias atividades políticas e culturais, em muitas delas inclusive com a participação da vizinhança local. Usamos também instrumentos musicais, teatro, tintas, pincéis, sprays para expressar através das artes nossas críticas e nossos anseios, enfim nossa ideologia. Quando nos apropriamos de palavras, as usamos para expressar idéias, estas armas perigosíssimas!. Quando tornaram-se criminosas as idéias dissonantes do status quo?
                 Além dos “perigosos” livros, a repressão política do RS afirma ter encontrado material inflamável. Sabemos que qualquer objeto além de um botijão de gás foi plantado com o objetivo de incriminar e isolar, a partir da repressão e da guerra psicológica, nossa corrente libertária e combativa, do atual cenário político. Começou com os factóides plantados pela RBS, onde aparecíamos como elementos “sociopatas” que planejam desatar inúmeras operações de guerrilha na cidade. Ora, precisamos de gás para aquecer a água pro mate.
Quanto ao mapa citado pelos chefes do aparato repressivo do estado, sob responsabilidade do governador, afirmamos aqui com veemência que não sabemos do que se trata, considerando ser essa operação ilegal, não há dificuldades em supor que seja algo “implantado” numa tentativa clara de nos criminalizar.
Reconhecemos sim e muito bem outro mapa, o da cidade de Porto Alegre, sua periferia e centro, porquê é aqui que vivemos e lutamos junto aos diversos setores das classes oprimidas, organizados ou não, socialistas ou não, enfim, o povo organizado contra a dominação e por melhorias nos serviços públicos e contra as retiradas de direitos conquistados pela luta popular em curso, com suas vitórias e derrotas há mais de um século. Aqui estamos há 18 anos, de forma pública, com bandeira, endereço e publicações tanto impressas como virtuais.
             Participamos dos movimentos populares, estudantil, sindical, comunitário, nas rádios comunitárias, no bloco de lutas pelo transporte público, enfim, nas lutas sociais que somos chamados a pelear ou solidarizarmos. Já somos conhecidos sim, pelas policias, pelos movimentos sociais também pelos partidos políticos, inclusive por vários setores do PT e demais que compõem a base do atual governo de turno no RS porque de fato existimos e nunca nos furtamos a pelear.
Logo após a divulgação da operação da Polícia Civil o governador Tarso Genro se apressou a nos atacar da forma mais vil e covarde possível. Ansioso por nos golpear, Tarso nos associou ao fascismo, conclamando as organizações da esquerda a reverem suas políticas de aliança de forma a nos isolar. “— Todos os partidos e pessoas, inclusive os de ultra-esquerda, tem de ajudar a combater isso. Ninguém sobrevive a isso. Todos sucumbem. O caminho é aquele que nós já conhecemos e causou a Segunda Guerra Mundial” Assim se pronunciou o histórico dirigente do PT e governador do Estado Tarso Genro. Aliás, assim se pronunciou o ex-dirigente do Partido Revolucionário Comunista (PRC), irmão de um dos maiores teóricos marxistas do Brasil (Adelmo Genro Filho) e ele mesmo um ex-militante com dezenas de conflitos contra a repressão. Mas isso foi no século passado, não é governador?
Diante da absurda acusação de que somos fascistas, sugerimos aos assessores do palácio e aos agentes dos serviços de inteligência uma rápida pesquisa sobre as inconformidades ideológicas e históricas do que afirma o governador, pois historicamente combatemos o fascismo, existem correntes libertárias que dedicam-se exclusivamente a isto, sobretudo na Europa. Aos senhores jornalistas, lhes sugerimos ainda uma pesquisa sobre a resistência ao fascismo na Espanha e França no contexto da ascenção de Hittler e Mussolini sobre a Europa assim como sobre o episodio de 07 outubro de 1934, na Praça da Sé, em São Paulo, quando a épica coluna operária, formada sobretudo por anarquistas deu combate aos integralistas de Plínio Salgado da AIB (Ação Integralista Brasileira), no fato conhecido como “ a revoada das galinhas verdes”. Fomos e seremos sempre os primeiros nas fileiras de combate a qualquer forma de totalitarismo, sejam eles stalinistas, fascistas ou de qualquer outra natureza. Ser anarquista não é crime.
Já que o senhor Tarso se demonstra tão preocupado com o avanço do fascismo, lhe indagamos: Organizar uma biblioteca pública com foco em literatura anarquista e obras diversas é um crime? Se nossos livros estão sendo apresentados como provas de crime segundo as declarações da cúpula de segurança pública, o que pretendem o senhor Tarso e demais autoridades do estado com isso? Vão fazer como os fascistas e queimar nossos livros em praça pública? Proibir a impressão e venda de títulos relacionados ao anarquismo? Realizar incursões em residências a busca destes títulos, dado o caráter “inflamável” de tal literatura?
Reconsidere suas palavras senhor Tarso, pois são estas operações policiais, sob sua responsabilidade, que afinal se mostram vinculadas a uma prática de perseguição de idéias libertárias, portanto terminam por apoiar práticas que cheiram fascismo. Lembramos ainda que há sim grupos nazistas em Porto Alegre, os quais estavam armados com facas no último protesto do dia 20 de Junho, circulando livremente sem a correspondente repressão que nos dedicam, procurando os anarquistas da FAG. O que lhes parece que queriam, seguramente não era pra debater a conjuntura não é? Quanto a isto o que farão os responsáveis pela segurança pública. Livros não são crime!
                     Sabemos que a meta do governo estadual é política. O objetivo de toda essa guerra psicológica é semear pânico, isolar-nos do cenário e assim pavimentar o caminho para a sanha repressiva em direção de nossa organização e seus militantes.
Por fim, reafirmamos que não iremos nos dobrar a mais essa investida. Desde o início do ano estamos sendo alvejados pela repressão, ainda que até então ela não tenha nos atingido com tamanha intensidade. No início de abril, logo após um massivo ato contra o criminoso aumento das passagens de ônibus, que reuniu mais de 10 mil pessoas nas ruas de Porto Alegre, tivemos nosso site retirado do ar. Na verdade, o domíniowww.vermelhoenegro.org simplesmente sumiu, assim como seus domínios espelhos. Esta censura que segue vigente, fazendo com que encontremos espaços alternativos para divulgar nossas opiniões.
Situação semelhante também ocorreu em novembro de 2009, quando nossa antiga sede foi invadida pela mesma Polícia Civil, a mando do então governo Yeda Crusius (PSDB) em função de um cartaz onde responsabilizávamos politicamente a governadora e o oficial da Brigada Militar no comando do campo de operações pelo assassinato do colono Elton Brum da Silva, em 21/08/2009. O militante sem terra foi morto a sangue frio e a queima roupa por um tiro de calibre 12, enquanto protegia as crianças em uma desocupação de terra na campanha de São Gabriel. Naquela ocasião, por fazermos a denuncia e darmos solidariedade também tivemos nosso site censurado e ainda hoje 06 companheiros/as de nossa organização seguem respondendo processo judicial, no qual seguimos reafirmando que Yeda e o comando da BM foram os responsáveis diretos pelo assassinato de Elthon Brum!
Assim como não nos dobramos a repressão vil do governo Yeda, tampouco iremos nos dobrar a repressão do governo Tarso, que busca isolar a esquerda combativa de forma a atacá-la com maior contundência sob os aplausos e gargalhadas dos setores mais reacionários de nosso Estado e país. Tarso, ex-comunista, ex-dirigente revolucionário, mudou de lado e hoje é uma caricatura torta do militante que pretendia ser nos anos ’70 do século passado. Hoje se porta de maneira servil diante da RBS. Para “defender” o papel simbólico da empresa líder na comunicação social, orienta a Brigada Militar a atacar os manifestantes quando passam do outro lado do Arroio Dilúvio, em uma avenida de seis pistas! Não foram os anarquistas que lideraram a linha de frente da marcha da ultima quinta feira em direção a ZH. Choveu bombas de gás e balas de borrachas sobre as cabeças com caras pintadas de verde e amarelo e flores nas mãos. A imagens dos protestos da última semana em Porto Alegre têm a marca das bombas da BM lançadas contra o povo ordeiramente em marcha na direção da Zero Hora.
               Enfim, esse é o caminho pelo qual trilham, invariavelmente, as políticas de pacto social. A história já nos demonstrou de forma clara, basta olharmos a social democracia alemã e sua caça aos conselhos operários sob influência dos então spartarkistas, delegados revolucionários e também de muitos anarquistas. Caçada essa que levou a ostensiva perseguição de valorosos militantes da classe trabalhadora alemã, como Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Gustav Landauer, este último militante de nossa corrente anarquista. Todos eles presos e assassinados a coronhadas pelas forças de repressão da social democracia. Todos estes militantes serviram de bode expiatório para as políticas de conciliação de classe, que, somadas com a inércia decisória, levaram ao caos e ao nazi-fascismo. Governador, conforme foi dito, se nós estivéssemos à beira da 2ª Guerra Mundial, seríamos milicianos espanhóis, resistentes franceses ou partigianos italianos. Já o senhor, de que lado estaria? De que lado está agora?
A FAG, com 18 anos de história e vida pública e permanente atuação em diversas das lutas sociais em nosso estado e país, é parte de um legado histórico de uma corrente que há quase dois séculos levou às últimas conseqüências o combate a reação, as classes dominantes e seu Estado lacaio. Sim temos relações internacionais e estas surgiram em 1864, na 1ª Associação Internacional dos Trabalhadores, AIT. Todas as correntes do socialismo têm relações com agrupações afins em diversos países. Todas as vertentes do socialismo são internacionalistas, ou o ex-dirigente do PRC também considera isso um crime? Se hoje no país os trabalhadores têm assegurados alguns direitos, estes são fruto de 40 anos de luta sindical antes de 1932. Esta luta era mobilizada por sindicatos livres, desvinculados de partidos políticos, e os organizadores eram militantes anarquistas. O anarquismo é parte da luta popular no Brasil e no Rio Grande do Sul e continuará sendo. Nossa organização ajuda a organizar a luta pelo direito à mobilidade urbana, pelo passe livre e redução dos preços das passagens. Somos parte integrante do Bloco de Luta pelo Transporte Público desde sua fundação, assim como militamos e participamos em diversas frentes de lutas sociais, como Movimento Sem Terra, Rádios Comunitárias, Sindicatos, Movimentos Estudantis, de Luta pela Moradia, Comunitário, somos linha de frente na luta pela diversidade e desde o começo nos Comitês Populares da Copa.
                   A nossa história, “excelentíssimas autoridades” é escrita com o sangue e suor das barricadas dos oprimidos e assim sempre será. Vossa sanha repressiva nunca será capaz de nos calar. Não tememos as hienas e nem a fábrica de mentiras da RBS! A verdade fala mais alto entre os militantes do povo. Somos militantes de esquerda não parlamentar, militantes populares e não terroristas. Terrorista é quem joga bombas contra dezenas de milhares de pessoas caminhando desarmadas. Tarso Genro, RBS e oligarquia gaúcha, sua campanha difamatória tem pernas curtas e a mentira não passará.
Não tá morto quem peleia!
Federação Anarquista Gaúcha, 22 de junho de 2013

quinta-feira, junho 06, 2013

Precisamos sim de médicos no Brasil, médicos que aceitem atender a população seja onde for.

 
      
          Tenho acompanhado a polêmica de trazer ou não médicos do exterior para trabalhar no Brasil. Alguns bem resolvidos moradores de grandes centros como zona sul do RJ dizem - não precisamos, no Brasil já temos médicos demais. Realmente, estamos dentro das normas oficiais mas assim como temos uma imensa desigualdade econômica também temos uma imensa desigualdade de regiões onde os médicos deveriam estar. O interior dos estados brasileiros e regiões de extrema precariedade são os lugares onde menos existem médicos e mais população carente habita. Poderiam dizer, - há, mais o salário é baixo. Tudo bem, a rede bandeirante  e outras emissoras de televisão realizaram reportagens onde prefeituras se disponham a pagar 20 até 32 mil mensais para terem médicos entre seus funcionários, poderíamos dizer tudo menos que estes salários são baixos. Mesmo assim, nossos médicos brasileiros querem é ficar em grandes centros. 
         A solução que o governo encontrou foi trazer médicos cubanos cujo trabalho é reconhecido no mundo todo. Não há uma só catástrofe natural, ambiental, nuclear que não tenha a ajuda humanitária dos médicos cubanos. Profissionais treinados para trabalhar com população carente, em zonas de difícil acesso como por exemplo na tragédia ocorrida no Taiti
. Nessa indignação das classes médicas, tanto do sindicato médico como do conselho de medicina, algo tem me causado grande estranheza, o Dr Paulo de Argollo Mendes, presidente do sindicato médico, teve seus dois filhos formados em Cuba, em Camaguay, na faculdade de medicina. Um pai sempre deseja o melhor para seus filhos, no caso do Dr Paulo Argollo, mandou que seus filhos se formassem em Cuba, deveria ter o bom senso de analisar melhor a questão da medicina no país. Hoje lendo a Zero-hora, encontrei uma crônica que elucida muito esta questão polêmica mas com grandes perdas para a população mais carente, do jornalista 

Paulo Sant'Ana: "Medicina é com médicos"

. A reproduzo aqui.

O presidente do Sindicato dos Médicos, doutor Paulo de Argollo Mendes, manda-me dizer, na defesa intransigente de que não sejam importados milhares de médicosestrangeiros para suprir as 50 mil vagas existentes no Brasil, que, neste caso, se faltam 10 mil brigadianos no Estado, teríamos que importar os 10 mil policiais militares.
Que sofismazinho vulgar usou o doutor Argollo.
Sabe ele por que não se importam os 10 mil brigadianos? Pois vou explicar-lhe.
***
Não se importam os 10 mil policiais, doutor Argollo, porque basta fazer um concurso aqui para 10 mil PMs e logo eles surgem para ganhar menos de R$ 2 mil por mês. Por isso não se importam os 10 mil policiais militares, doutor Argollo!
Já com os médicos (eu não entendo como é que o doutor Argollo não entende uma verdade tão trivial), é diferente. Se se abrir um concurso para médicos que vão trabalhar no Acre e no Tocantins, podem oferecer até mesmo salários de R$ 20 mil ou R$ 30 mil enão aparecerão médicos que queiram ir para os confins do país.
Essa é a diferença.
***
Por isso é que o Ministério da Saúde ameaça importar médicos, doutor Argollo. É tão simples, não sei como o senhor não entende essa fácil charada.
E, como não aparecem médicos para trabalhar em milhares de municípios brasileiros, o governo ameaça trazer médicos estrangeiros que se oferecem para trabalhar em lugares em que os médicos brasileiros jamais pisarão.
***
Entende agora, doutor Argollo, qual é a diferença entre os médicos e a hipótese infeliz que o senhor lançou de importar os 10 mil policiais militares?
A diferença é que não precisa importar os policiais porque aqui a gente preenche por concurso, por qualquer salário, as vagas dos brigadianos, enquanto há médicos brasileiros que não trabalham no Acre, em Tocantins e em Rondônia nem por salários astronômicos.
***
Mas o doutor Argollo tem de fazer a cena de defender os médicos brasileiros, é do seu papel, para isso é eleito.
Só não me venha fingir a cena com argumentos frágeis e hipóteses descabidas.
Tanto que até acho que seria bom para os médicos brasileiros que fossem importados milhares de médicos para trabalhar na Cochinchina brasileira. É certo que, ao cotejar a capacidade dos médicos importados com a capacidade dos médicos nacionais, o governo e a sociedade verão então que os nossos médicos são mais capazes do que os estrangeiros, tanto que demonstram eficiência notável onde se fixaram.
Mas o doutor Argollo parece temer esse cotejo. “E vá lá que o público brasileiro se apaixone pelos médicos estrangeiros”, deve pensar o doutor Argollo. É um exercício puramente paranoico, os nossos médicos são melhores que os estrangeiros.
Mas os nossos médicos não aceitam os salários oferecidos pelos prefeitos. E os estrangeiros estão prontos para trabalhar em qualquer lodaçal. Quatro mil prefeitos, 4 mil, doutor Argollo, imploraram ao governo para que traga médicos estrangeiros, eles não podem mais governar suas cidades sem médicos. Isso não o comove, doutor Argollo?
E, como dizem o Sindicato dos Médicos e o Cremers em seu próprio slogan, “não se faz medicina sem médicos”.
E como é que querem que o governo faça medicina sem importar os médicos para os lugares onde não existem médicos?
Isso é uma verdade que dói, mas é arrasadora.

quarta-feira, maio 22, 2013

O MENINO POBRE QUE ENGANOU O BRASIL


           Eu encontrei este texto nas páginas do facebook e achei muito pertinente. Eu, embora não conheça e não saiba quem é o autor, compartilho com sua visão sobre o ministro Joaquim Barbosa. Segue abaixo a matéria - 


        E agora JB, as cortinas do placo estão se fechando, os aplausos estão acabando...

Veja bem, o PIG está perdendo a pouca paciência com o Ministro Joaquim Barbosa, são várias críticas, desde o seu desiquilíbrio emocional, até a falta de respeitos por seus pares, agora o PIG pega pesado sobre os gastos do STF, das férias das esposas dos Nobres Ministros. O STF não tem que “prestar” contas de seus gastos, diferentes dos outros poderes Ele não é escolhido pelo voto popular, o próprio STF cria suas “regras” de moralidades, em fim algumas regras podem ser legais, mais são imorais. No dia que o PIG perder a cabeça com o próprio STF, nós iremos conhecer a famosa “caixa preta” do STF. O Ministro Joaquim Barbosa, não interesse para o PIG, hora pelo simples fato de não está “cumprindo” o combinado no que diz respeito ao julgamento do “mensalão do PT”. 

A Velha Mídia já está desestabilizando o herói que Ela próprio criou, já está mandando o “mensagens” para próprio STF se esse um dia Ele ousar em querer julgar o mensalão do PSDB o PIG acaba com Ele. A Mídia ou PIG tem “compromisso” com pouquíssimos Ministros poucos seriam poupados, e o Ministro Joaquim Barbosa não está mais correspondendo com suas perspectivas. A mídia fez de Joaquim Barbosa um herói e Ela mesma vai “providenciar” aos poucos para que o povo Brasileiro descubra quem é o Homem por de traz da capa preta.

Não vai demorar a velha mídia vai começar a chafurdar a vida do grande herói. A mídia tenta esconder um Ministro Joaquim Barbosa vamos dizer assim “meio” desiquilibrado, autoritário, a mídia só mostra a parte boa do Ministro, só que não está mais dando para esconder. 

A farsa do “mensalão do PT” aos poucos está sendo desmascaradas, daqui algum tempo ficará insustentável “sustenta-la”, questão de tempo. 

Agora as críticas vem de todos os lados, assim diz o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Paraná, Juliano Breda:

-"O MINISTRO JOAQUIM BARBOSA É UMA PESSOA COM QUAL NENHUM DIÁLOGO INTELIGENTE PODE SER TRAVADO". Isso vem do autoritarismo de JB, que acredita que está acima do bem e do mal e que não vai ter que prestar contas futuras, aguardem Ministro os mesmo que hoje lhe aplaudem serão os mesmo que amanhã iram quere a sua cabeça.

- "NÓS TODOS SABÍAMOS QUE O MINISTRO JOAQUIM BARBOSA NÃO SABIA NADA DE DIREITO. HOJE NÓS DESCOBRIMOS QUE ELE NÃO SABE NADA DE ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA NO PAÍS". Com relação a isso ai ficou claro quem assistiu, os últimos dias do julgamento do “mensalão do PT” pode observar um Joaquim Barbosa em dificuldades de “interpretar” as leis, que na hora de aplicar suas penas se atrapalhava todo e sempre era socorrido por Ministros, ou pelo Ministro poeta Ayres de Britto e suas falas quase “inelegíveis” ou pelo Ministro Luiz Fux, aquele que fez juras e promessa a José Dirceu no diz respeito ao julgamento do mensalão, que se o ajudasse a ser indicado para uma vaga para o STF, matava no “peito” o julgamento.
Juliano Breda afirmou ainda que a grande mídia no país vem poupando Joaquim Barbosa, pois terminado o julgamento do mensalão será absolutamente destruído pela imprensa brasileira, e com muita razão.

Não se surpreendam quando a Revista Veja colocar em sua capa o “MENINO POBRE QUE ENGANOU O BRASIL.”, com o PIG é assim, Ele cria, Ele destrói. O PIG criou o Senador O CAÇADOR DE MARAJÁS (Fernando Collor), o PALADINO DA MORAL É DA ÉTICA (Ex Senador Demóstenes Torres), e agora a sua mais nova Criação o HÉROI NACIONAL DA JSUTIÇA (Ministro Joaquim Barbosa). Aos poucos todos os Heróis da velha mídia foram desmascarados. 

A MASCARA, A MENTIRA, O ENGODO JOAQUIM BARBOSA, O HÉROI DA MÍDIA PARTIDO, ESTÁ SE DESMANCHANDO NO AR. A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR, SERÁ QUE AINDA VAI SER ESSE ANO OU SÓ DEPOIS DE 2014? Quem estiver vivo verá.


quinta-feira, novembro 29, 2012

Torcida por Luis Fernando Verissimo

         
          Em 1983 estava eu militando no movimento estudantil da PUCRS, encantada com minha adolescência e as milhares de coisas novas que descobria diariamente e claro, tendo minha primeira comissão de inquérito com vistas a uma possível expulsão. Na época eu estudava Ciências com habilitação em Física. Foi nesse ano que conheci Juremir Machado da Silva, na época um Jovem que para alguns era brilhante, para outros (um pentelho) e outros ainda o consideravam anarquista, não no sentido de postura política mas de anarquia mesmo. Naqueles tempos ele e outros como o  (hoje Doutor) Jornalista Álvaro Laranjeira eram chamados de "Os anarquistas". Eles faziam coisas como debochar dos nossos esforços de dar seriedade ao movimento, uma verdadeira lástima. Também se inscreviam todos os anos para concorrer ao DCE da PUC. Além do deboche e as humilhações públicas sobre os grandes pensadores (claro, eles eram da história, liam tudo), organizavam nomes de chapas eleitorais completamente diferente do que estávamos acostumados. Teve uma vez que dizem as línguas dedo-duro que eles organizaram chapas ao DCE porque ganhavam verbas e aproveitaram uma dessas compensações para participarem do festival de Águas Claras, mas confesso que essa acusação nunca ficou provada. Bem, voltando ao nome das chapas, "Divagarei pelos seus olhos a procura de seus votos", "Todos no trem gemem" e um nome muito especial porque houve um racha entre os anarquistas em certa ocasião que agora não me lembro, então ficou assim - "Nesta chapa o Juremir não esta". 
          Passada nossa fase de faculdade, Juremir Machado da Silva continuou polêmico, dividindo opiniões mesmo para aqueles que leem sua coluna diária no Correio do Povo. Uma grande polêmica , ainda quando trabalhava na RBS, foi com a família Veríssimo, Juremir conseguiu brigar com o flho e teria conseguido uma séria discussão com Érico Veríssimo se este já não estivesse morto. E eis que hoje me deparei com esta crônica. Estou um pouco assustada, será o sinal dos fins dos tempos? Seja o que for, é uma crônica brilhante de alguém que odiado ou não consegue mostrar através das palavras sua opinião, e sua veracidade. Juremir Machado da Silva pode ser tudo, menos uma fraude, ele é o que é e não tem o menor pudor em se mostrar verdadeiro. Segue texto abaixo.

"Tenho torcido muito pela recuperação total de Luís Fernando Verissimo. Quero que todo ser humano tenha saúde e longa vida. Há 17 anos, voltando da França, critiquei Verissimo. Ataquei o seu estilo, que raramente me convence, o pouco engajamento do seu pai na luta contra todos os abusos da ditadura, não apenas contra a censura, e o esquerdismo do cronista, que, no contexto da queda do muro de Berlim e do inventário do estragos do stalinismo, parecia-me esdrúxulo e anacrônico. Não me arrependo de coisa alguma.
Por linhas tortas, minha vida só melhorou depois desse episódio. Devo dizer, no entanto, que, reflexão feita, num ponto ele tinha razão: a sua crítica à direita. O posicionamento político de Verissimo é digno de aplauso.
Não interessa se tardio ou nos bons tempos.
Na época da polêmica, por causa da qual perdi um emprego, eu, como o anarquista que continuo sendo, quis criticar o stalinismo e o direitismo ao mesmo tempo. Não era possível. O Brasil, mal saído da ditadura, não estava maduro para isso. Verissimo pragmaticamente mirava no alvo certo: o reacionarismo responsável pelos séculos de desigualdade, de miséria e de parasitismo das elites no Brasil. Continuo convencido, porém, de que Erico poderia, com seu prestígio, ter sido mais veemente na denúncia aos horrores do hediondo regime militar brasileiro, o que, de resto, muitos intelectuais e jornalistas cobraram dele. Cada homem, no entanto, como diria Ortega y Gasset, é ele e suas circunstâncias. Luís Fernando foi inflexível na defesa da memória do pai. Eu faria o mesmo em relação ao meu.
Outro ponto para ele.
Condeno apenas os métodos.
A direita odeia Verissimo. Odeia ainda mais na medida em que jamais pôde atingi-lo. Se pediu a sua cabeça aos patrões, como costuma fazer quando incomodada, obviamente não conseguiu, embora, vez outra, o patrão hesitasse. Parte da direita passou a gostar de mim por imaginar que, tendo me tornado desafeto dele, eu passava a integrar automaticamente as fileiras do reacionarismo. As simpatias posteriores à minha degola eram pura tentativa de cooptação. O meu ângulo de ataque, porém, havia sido outro. Por mais que meus inimigos duvidem, continuo não sendo de esquerda nem de direita. Sou libertário e teimoso. Só me guio pela minha consciência. Franco-atirador, não me importo de ser minha primeira vítima. A idade me ensinou, porém, que o anarquismo é poesia e que a realidade exige posturas mais práticas.
A esquerda brasileira é cheia de defeitos. A direita consegue ser bem pior. Verissimo, pelo jeito, compreendeu isso muito antes de mim. Sou mais lento. Essa polêmica marcou a minha vida do ponto de vista dos outros. Virei nota de rodapé na biografia de Verissimo. O resto é bola de neve: um golpe levou a outro e assim sucessivamente. Encontramo-nos três vezes depois da briga: dentro de um elevador em Belém do Pará, numa pontezinha de pedestres na avenida Ipiranga, em Porto Alegre, como se estivéssemos num clima de duelo, e em poltronas vizinhas num show. Não nos cumprimentamos.
Desejo cumprimentá-lo agora pela perspicácia política."
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=3560#comment-21341

sexta-feira, novembro 23, 2012

A paixão da extrema direita brasileira por Joaquim Barbosa

         

        Mais um texto claro e preciso do Jornalista Juremir Machado da Silva, publicado no jornal Correio do Povo, hoje dia 23 de novembro de 2012. Um artigo que vem bem a calhar porque ontem ocorreu a "Coroação", do ministro Joaquim Barbosa (o menino pobre que mudou o Brasil, antes necessitava-se de provas para uma condenação, hoje, não mais),
          "A direita e a extrema direita brasileiras estão apaixonadas por Joaquim  Barbosa.
Passaram a valorizar até o que sempre condenaram em outros: a questão racial.
Já o transformaram em candidato à presidência da República em 2014.
Por antipetismo visceral, imaginam ter encontrado, enfim, um candidato capaz de derrotar Dilma, Lula, o PT,  a esquerda, o bolsa-família, o ProUni e até as cotas, que Barbosa apoia.
         Outro dia,  a Folha de S. Paulo publicou uma entrevista de Claus Roxin, um dos pais da teoria do domínio do fato, a doutrina esdrúxula usada por Barbosa para condenar sem prova material.
No meio de algumas coisas esquisitas, que se mostraram deturpadas pelo jornal, Roxin, que obviamente não se manifestou sobre o caso concreto do mensalão, disse uma coisa que não retirou como princípio doutrinário: a sua teoria não dispensa a prova material, não aceita apenas indícios.
         Roxin, constrangido com a repercussão das suas declarações, pois deixou o STF numa saia justa, resolveu corrigir o jornal e, dilplomaticamente, sair da confusão. Alegou o que todos alegam quando falam demais e entram numa fria: que suas declarações foram tiradas do contexto e deturpadas. Pode ser. Deve ser. O essencial, porém, não se alterou, mesmo que afirmado em abstrato, como funcionam as teorias: sem provas, não. Só na evidência, não.
Alguns representantes da extrema direita vibraram achando que Roxin  passou a legitimar o uso da sua teoria pelo STF. Não o fez. Da mesma maneira que, num contexto específico, sem a ver com o mensalão, afirmou o que vale também para o mensalão: não se deve julgar pelo clamor popular. A correção de Roxin, embora estratégica, repete o principal saindo do concreto.
A extrema direita fica eriçada.
Estava se sentido arrasada.
Imagina ter recebido oxigênio.
Não tem o menor interesse por corrupção.
Só quer manifestar seu horror a reformas sociais.
É pura ideologia.
Uma boa análise de discurso mostra que Roxin, em sua nota de correção, repete o que disse de essencial apenas remente as suas afirmações ao abstrato e não ao concreto.
Segue texto com as ressalvas de Roxin."


Roxin faz esclarecimento ao público sobre mensalão

          É de conhecimento geral que o professor Claus Roxin esteve no Rio de Janeiro para receber um título de doutor honoris causa da Universidade Gama Filho e para participar do Seminário Internacional de Direito Penal e Criminologia ocorrido na Escola da Magistratura entre os dias 30 de outubro e 1o de novembro, em convite formulado por intermédio do professor Juarez Tavares. Por ocasião dessa visita, alguns meios de comunicação pediram a concessão de entrevistas, o que foi feito de bom grado. Em nome do professor Roxin e a pedido dele, na condição de seus alunos, gostaríamos de repassar ao público brasileiro os esclarecimentos feitos pelo professor em relação a alguns fatos divulgados nos últimos dias:
O professor manifesta, em primeiro lugar, o seu desgosto ao observar que a entrevista dada ao jornal Folha de São Paulo, concedida em 29 de outubro de 2012 e publicada em 11 de novembro de 2012,[1] ocasionou grande repercussão, mas em sentido errôneo. As palavras do professor, que se referiam apenas a aspectos gerais da teoria por ele formulada, foram, segundo ele, transformadas, por conta exclusiva do referido veículo, em uma manifestação concreta sobre a aplicação da teoria ao caso conhecido como “mensalão”. O professor declara, ademais, sua mais absoluta surpresa ao ler, no dia 18 de novembro de 2012, notícia do mesmo jornal, em que consta que ele teria manifestado “interesse em assessorar defesa de Dirceu”.[2] O professor afirma tratar-se de uma inverdade.
          A redação final dada pela Folha de S.Paulo à referida entrevista publicada em 11 de novembro de 2012 é imprecisa, segundo o professor, as respostas não seriam mais do que repetições das opiniões gerais que ele já defende desde 1963, data em que publicou a monografia sobre “Autoria e domínio do fato” (Täterschaft und Tatherrschaft). A imprecisão deve-se ao título ambíguo conferido à matéria, que faz supor que houvesse uma manifestação sobre o caso ora em curso no Supremo Tribunal Federal brasileiro: “Participação no comando do mensalão tem de ser provada, diz jurista”. O professor não disse a seguinte frase a ele atribuída: “Roxin diz que essa decisão precisa ser provada, não basta que haja indícios de que ela possa ter ocorrido”, que é inclusive juridicamente duvidosa. A entrevista foi concluída com uma declaração posta fora de contexto, a respeito da necessária independência do juiz em face da opinião pública. Essa pergunta foi a ele dirigida não pela Folha de S.Paulo, e sim pelo magistrado aposentado Luiz Gustavo Grandinetti, na presença do professor Juarez Tavares, de Luís Greco e de Alaor Leite, estes dois últimos seus alunos. A Folha já havia terminado suas perguntas quando Grandinetti, em razão de uma palestra em uma escola para juízes (a EMERJ) que Roxin proferiria, indagou se havia alguma mensagem para futuros juízes, que, muitas vezes, sofrem sob a pressão da opinião pública. O professor respondeu a obviedade de que o dever do juiz é com a lei e o direito, não com a opinião pública.
          A Folha, contudo, ao retirar essa declaração de seu contexto, criou, segundo o professor, a aparência de que ele estaria colocando em dúvida a própria isenção e integridade do Supremo Tribunal Federal brasileiro no julgamento do referido caso. A notícia do dia 18 de novembro vai além, afirmando: “O jurista alemão disse à Folha que os magistrados que julgam o mensalão ‘não tem (sic) que ficar ao lado da opinião pública, mesmo que haja o clamor da opinião pública por condenações severas’”. O professor recorda que nenhuma dessas ambiguidades existe na entrevista publicada pela Tribuna do Advogado do mês de novembro, entrevista essa concedida, inclusive, na mesma ocasião, à mesma mesa redonda, que a entrevista concedida à Folha.[3]
      O professor declara tampouco ter interesse em participar na defesa de qualquer dos réus. Segundo ele, não só não houve, até o presente momento, nenhum contato de nenhum dos réus ou de qualquer pessoa a eles próxima; ainda que houvesse, o professor comunica que se recusaria a emitir parecer sobre o caso. Em primeiro lugar, o professor desconhece o caso quase por completo. Em segundo lugar, afirma que, pelo pouco que ouviu, o caso não desperta o seu interesse científico. O professor recorda que interesses políticos ou financeiros lhe são alheios, e que não foi sobre tais alicerces que ele construiu sua vida, sua obra e sua reputação. Por fim, o professor declara que não se manifestou sobre o resultado da decisão e que não tem a intenção de fazê-lo. Além disso, não está em condições de afirmar se os fundamentos da decisão são ou não corretos, sendo esta uma tarefa que incumbe, primariamente, à ciência do Direito Penal brasileira.
Estes são os esclarecimentos que o professor Claus Roxin gostaria de fazer ao público brasileiro, na esperança de que, com a presente nota, possa pôr um fim a essas desagradáveis especulações.
Munique, Alemanha, 18/11/2012.











segunda-feira, julho 09, 2012

Diplomata brasileira desafia Itamaraty e apoia o golpe

     
          Segue abaixo um novo documento complementar ao referendo produzida pelo grupo - Marcha virtual contra o golpe no Paraguay. Nosso protesto é sobre a forma que alguns elementos da diplomacia brasileira tem se manifestado publicamente a favor do governo golpista de Federico Franco. Esse documento não invalida o Manifesto e a Petição Pública. Tem o objetivo de continuar esforços às denúncias de Rui Martins e outros e apoiar as medidas cabíveis para os fatos relatados. O grupo "Marcha Virtual contra o golpe no Paraguay", vem oferecer denúncia e protesto pelos fatos abaixo relatados.


           "Repudiamos o Golpe no Paraguay, disfarçado de maioria parlamentar, capitaneado pelos EUA. Esse país tem, historicamente, interesse em destruir os avanços dos governos progressistas na América Latina e fragilizar o Mercosul, sobretudo depois que perderam a Alca. 
Refutamos a declaração e intervenção da CONSELHEIRA CONSULAR e ADVOGADA DOS BRASIGUAYOS Marilene Sguarizi 
(Conselheira Titular da América do Sul) que defende os interesses das oligarquias, representados por segmentos de latifundiários do agronegócio. A Conselheira que nega ser golpista, tem reproduzido o discurso falacioso de que se vive, atualmente, em paz no Paraguay. Para retratar essa harmonia, destaca que " 350 MIL BRASILEIROS são unânimes no apoio ao governo [ GOLPISTA] de Franco!" 
          Considerando que, por dever do cargo, deveria representar a posição dos seus superiores, do contrário sujeita-se a correição e impossibilidade de exercício das atribuições a que foi delegada, restou evidenciado que em seus pronunciamentos tem, inclusive, extrapolado sua competência, em flagrante conflito de interesses por ser advogada dos Brasiguayos.
Conforme Rui Martins: " 
Esquecendo-se ou ignorando as limitações de seu cargo, que na verdade é minimalista, a advogada membro do CRBE assumiu a defesa dos fazendeiros já em fevereiro num encontro em Brasília. Como ninguém lhe deu um pito, desta vez, ela utilizou o canal do CRBE para enviar mensagens dos ruralistas na fase do golpe, para o presidente do CRBE, numa ação de pombo-correio." ( http://www.diretodaredacao.com/noticia/intromissao-indevida-do-crbe#.T_pbwVg6kmo.facebook)

          Portanto, sustentamos que essa Conselheira não está credenciada a representar nosso país nas relações com o governo Paraguayo. 
Por confiarmos e ratificarmos nosso apoio ao governo da Presidente Dilma, clamamos: 
DILMA, FIRME POSIÇÃO! 
ADOTE AS MEDIDAS CABÍVEIS CONTRA QUEM ESTÁ DESTOANTE NO ITAMARATI DA POSIÇÃO FIRMADA PELO GOVERNO BRASILEIRO E PELA UNIDAD LATINOAMERICA! 

A MARCHA VIRTUAL CONTRA O GOLPE NO PARAGUAY, composta de mais de 5.000 integrantes, referenda esse Manifesto de Repudio, com base no respeito à soberania do Continente Latinoamericano. 

Termos em que
Pede e aguarda deferimento.

09 de julho de 2012. 
Marcha Virtual Contra o Golpe no Paraguay.

quinta-feira, julho 05, 2012

Manifesto contra O GOLPE “BRASILEIRO” NO PARAGUAI e o risco que submetem o POVO


Ao longo Ao longo dos anos e se já vão mais de um século o povo paraguaio tem sido vítima de ditaduras militares, civis, regimes que não representam nem os interesses do país e nem os de seu povo.

A derrota de Solano Lopez, numa guerra financiada pelo imperialismo britânico e que envolveu Argentina, Brasil e Uruguai, serviu a propósitos dominadores, inconfessáveis e revestiu-se de um caráter bárbaro, do qual jamais os paraguaios conseguiram se recuperar, até porque, os sucessivos governos após essa malfada guerra onde o Brasil foi instrumento de uma potência imperial, transformaram aquele país numa espécie de apêndice, protetorado brasileiro.

O governo do general Alfredo Stroessner consumou uma relação de dependência, que na pratica equivale a ocupação de parte do território paraguaio por latifundiários brasileiros. A ditadura militar brasileira, num acordo que fere as tradições de nosso País e nossa gente, obteve do governo de Stroessner terras férteis para milhares de latifundiários brasileiros, já no que se prenunciava e hoje é realidade – a nossa agricultura sob o controle de empresas multinacionais do chamado agronegócio.
Perto de 400 mil latifundiários brasileiros detêm hoje o controle das melhores e mais produtivas terras do Paraguai. Controlam a elite política e econômica paraguaia, formam a força política e econômica de maior porte no vizinho país.

Os governos até a eleição de Fernando Lugo, nos estranhos acordos que resultaram na bi-nacional de Itaipu, nas exportações paraguaias pelo porto de Paranaguá – Paraná – e estranhamente transformaram aquele país num dos maiores produtores e exportadores de soja do mundo, a despeito de suas dimensões territoriais, num jogo sujo de contrabando a partir de quadrilhas de latifundiários brasileiros e os chamados brasiguaios, tem tido a cumplicidade dos governos brasileiros.

Não foi diferente no golpe de estado branco contra o presidente Fernando Lugo. E lamentável a atuação da diplomacia brasileira no episódio, sem que a presidente da República tivesse de fato tomado atitudes concretas e efetivas para a preservação da democracia paraguaia.

Um país como o Brasil não pode voltar as costas ao que acontece na América do Sul e nem consentir, se tem pretensões a se manter soberano e íntegro em seu território, em ser partícipe de um processo golpista, ainda mais sob um governo que se escora em um partido comprometido com a classe trabalhadora, pelo menos em sua história e em seu programa.
O que assistimos no desenrolar dos acontecimentos que culminaram no afastamento do presidente Fernando Lugo foi um Brasil dividido em dois. De um lado um governo tíbio, fraco, incapaz de reverter uma situação grave e que afeta diretamente nossa democracia ainda tênue e de outro, o poder político e econômico de elites brasileiras e brasiguaias a desfecharem um processo político que pelo menos imaginávamos fora da realidade atual da América do Sul.

Se a presidente Dilma Roussef condenou, num primeiro instante, o golpe, num segundo momento aquietou-se e aceitou uma realidade construída por um poder paralelo, remanescente dos mais sombrios períodos de nossa história e consentiu que o golpe contra Fernando Lugo se consumasse, na ausência de atitudes fortes, enérgicas, através de sanções que, certamente, se tomadas, estrangulariam o poder dos golpistas.

Cedeu aos latifundiários, cedeu às multinacionais do agronegócio, adotou a posição hipócrita de acreditar que eleições presidenciais em abril poderão fazer com que a democracia retorne ao Paraguai e a reação brasileira ao golpe não passou de um buscapé sem rumo, sem norte, tornando o Brasil cúmplice da ação.

A presença do senador Álvaro Dias, do Paraná, irmão do Ex Senador Estado, Osmar Dias, (vice-Presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas, no Banco do Brasil. Quando era senador foi um dos cabeças da bancada ruralista.)e os interesses paraguaios – latifundiários – junto àquele Estado e ao porto de Paranaguá, desmoralizam a diplomacia brasileira, mostram a fraqueza do governo Dilma diante de situações graves como essa e agora, a carta pública da conselheira Marilene Sguarizi, defendendo-se de acusações de participação explícita do Conselho de Imigrantes Brasileiros no Paraguai, comprovam esse poder paralelo.
Como reiteradas vezes tem dito o jornalista e imigrante Rui Martins, de presença ativa e no exercício de cargo relevante dos imigrantes brasileiros em todo o mundo, foi um golpe brasileiro, a partir de latifundiários, com a cumplicidade da diplomacia, sendo pífia e lastimável a atuação do chanceler Antônio Patriota, aliás, fraca em todos os sentidos e direções, figura menor que o cargo que ocupa (a RIO + 20 foi outro exemplo deplorável de um chanceler inexpressivo).

Fica nítida, em todo o processo, a incapacidade do governo brasileiro de tratar problemas dessa ordem, com repercussão negativa em todo o País e em toda a América do Sul, debilitando nossa posição no continente político, aceitando, inclusive, o jogo da grande potência mundial, os Estados Unidos, em nome de interesses inaceitáveis no plano externo e produto das concessões internas do governo a grupos comprometidos com multinacionais, potência estrangeira, fruto das alianças espúrias firmadas ao longo dos últimos anos.

Protestamos contra o golpe, protestamos contra a debilidade do governo Dilma Roussef, chega a ser cômica, não fosse vergonhosa, a carta da conselheira Marilene Sguarizi, em toda a nossa história jamais diplomatas brasileiros, como os que atuaram no curso do golpe paraguaio, nunca envergonharam tanto o Brasil, mostrando fraquezas e cumplicidade com um golpe de estado, num país como o nosso, que reconstrói a democracia a duras penas depois de anos de ditadura militar.

Nesse sentido cobramos do governo posições firmes, atitudes enérgicas, que vão além das alianças com Paulo Maluf e dos apoios de Kátia Abreu, que simbolizam a debilidade da presidente da República num processo político maior que as questões cotidianas de governo. Por sanções enérgicas contra o governo golpista do Paraguai.


- Pela suspensão das exportações paraguaias pelo porto de Paranaguá.

- Pelo fim da ocupação do Paraguai por latifundiários brasileiros.

- Pela integração latino-americana.

Subscrevemos
 - 
assinando os integrantes da MARCHA VIRTUAL CONTRA O GOLPE NO PARAGUAY -5.108 membros no dia 05 de Julho de 2012 as 18:30 hs Brasilia, 

      • Representados pelas assinaturas imediatas De:
         Drª Neusah Cerveira (economista, jornalista e pesquisadora) E: mail - 

        ninacerveirahh@hotmail.com - Cel: (84) 99817376 - CI: 1900-697 - SSP - RN. 

        Antonio Carlos da Silva Molina - RG 3138733-7 - jornalista 

        Natalia Forcat-Cartunista e ilustradora RNE: Y248864-0 São Paulo- SP

        ‎Cármen Sampaio Amendola RG 5.076.551-6 SSP/SP Professora

        Fernanda Maria Tardin Waichert Pinheiro Blogueira social /humanista RG 786709 SSPES- ES 

        Laerte Braga, jornalista, RG 645 636/SSP/MG
         Ana Teresa Marinho de Alencar Arraes - Assistente Social. Advogada. 2887959 SSP-PE

        Dimas Antonio Granado de Padua-Jornalista-RG:10445379-5-São Paulo-SP.
        Heloisa Helena Gomes Teixeira da Paz - RG 05917688-3 IFP/RJ

        Aline Castro Psicóloga, brasileira , criadora e coordenadora da RED POR TI AMÉRICA , RG: 04671046-3 IFP/RJ 

        Fátima Pacheco, jornalista diplomada MATR 6636, DRT 8293-RS. Coordenadora da Red por ti América Eje Sur, poeta, cronista e membro do coletivo Corresponsales del pueblo.