Abaixo segue um texto de Juremir Machado. Como sempre há a ironia indexada na verdade.
"Julian Assange estuprou a correspondência secreta dos diplomatas espiões americanos.
Botou todo mundo de bunda de fora.
Estão tentando afetar duramente a retaguarda dele por causa disso.
Duas mulheres o acusam de assédio assexual e estupro.
Ele teria pressionado sexualmente o seu corpo contra o de uma delas.
Ambos estavam nus numa cama.
Outra o acuso de estupro.
Eles também estavam pelados numa cama.
A moça havia aceitado ceder seu patrimônio ao fundador do wikileaks.
Com uma condição: que ele usasse camisinha.
Ele teria consumado o ato sem preservativo.
Sabem como é, aquele entuasiamo, sim, não, sim, não...
Foi!
Noutro caso, se bem entendi, ou no mesmo, ele teria violado a moça, com a qual estava repousando pelado, enquanto ela dormia. Sem camisinha. Como se vê, são situações terríveis e moralmente comprometedoras.
O sujeito não se controla.
Promete uma coisa e faz outra.
Viola correspondência, moças nuas na sua cama e consciências iludidas.
Não respeita contratos.
Desnuda todo mundo.
Diz que vai usar camisinha e não usa.
Os tempos mudaram.
Estar pelado com alguém na cama não significa que está tudo liberado.
Não é só se instalar e ir entrando.
Precisa pedir licença.
Dar um amasso em alguém pode terminar em processo.
Nada disso, evidentemente, tem qualquer relação com a divulgação da correspondência secreta dos fofoqueiros oficiais norteamericanos pelo australiano impetuoso. É mera e triste coincidência. Surgiu agora por acaso.
Assange está comprometendo a reputação das moças e de uma das mais nobre atividades de todos os tempos: a fofoca diplomática. A espionagem oficial e pomposa agora terá mais dificuldades para se consumar.
Diplomata americano, a partir de hoje, só com camisinha.
Postado por Juremir Machado da Silva - 09/12/2010 09:59"
Várias palavras é um resumo de pensamentos que circulam com mais intensidade em minha mente. É um processo, algumas vezes rápido, outros mais vagarosos, mas independente dessa velocidade, tais pensamentos sempre serão verbalizados. Esse é o espaço da transformação, idéias em palavras
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sábado, dezembro 11, 2010
Julian Assange e a sexualidade perigosa
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sexta-feira, agosto 13, 2010
Justiça surpreende e aplica pena leve a estupradores em SC
Me surpreendeu a matéria publicada hoje no Jornal Correio do Povo, 13.08.2010 sobre o caso de dois jovens de Santa Catarina, de classe média alta, que estupraram uma menina e como punição, tiveram penas muito leves . O estupro é o pior crime que um homem pode praticar contra uma mulher. As penas para estupradores deveriam ser imensas porque a vítima será atormentada até a morte pelas imagens do estupro. Acho que nesse caso a justiça não foi imparcial. Um dos jovens é filho de um delegado de polícia e o outro faz parte da familia RBS, a maior rede de comunicação do sul do Brasil. Abaixo reproduzo o texto na íntegra de sua publicação.
"A Justiça de Santa Catarina surpreendeu nesta quinta, ao determinar pena alternativa para os dois adolescentes acusados de estupro de uma menina de 13 anos, em Florianópolis. A decisão foi tomada em uma audiência de apresentação dos menores, ocorrida pela manhã na Vara da Infância e da Juventude, na capital catarinense, para qual não houve comunicação para a família da vítima. Conforme decisão da juíza Maria de Lurdes Simas Porto Vieira, os adolescentes terão de prestar serviços comunitários por seis meses e passarão, no mesmo período, por liberdade assistida com acompanhamento psicológico.
O fato ocorreu no mês de maio, quando a menina sofreu abuso sexual por parte de um adolescente de 16 anos, filho de um diretor de uma empresa de comunicação local, e por outro jovem, também com 16 anos, filho de um delegado de polícia. O advogado da família da vítima, Francisco Ferreira, reclamou da forma como ocorreu a decisão. “O Poder Judiciário de Santa Catarina tem uma cultura reconhecida de decidir em defesa da sociedade. Nesse caso, a sentença da juíza foi a antítese desta postura”, afirmou.
A inconformidade do advogado se deve, ter sido proferida numa audiência na qual somente os acusados e seus defensores estarem presentes. “Eu ainda buscava através de recurso o direito de ver o processo e tinha prazo até a sexta-feira”, disse. Para o advogado, a decisão veio privilegiar a RBS. “Foi tomada numa manhã, quando nunca os atos no Fórum ocorrem neste horário”, afirmou. O advogado esperava que os estupradores fossem condenados com sentença de semi-liberdade ou internação. Pela gravidade do fato, segundo ele, um ato infracional de violência de estupro é crime que merece uma pena mais dura. “A defesa desta jovem também foi violentada”, disse.
Para advogado de defesa dos adolescentes, Marcos Silveira, a decisão da Justiça foi tomada depois de um consenso entre a juíza, os representantes do Ministério Público e a defesa. “Já esperávamos este tipo de pena, que tem sido muito aplicada em vários pontos do Brasil”, justificou o advogado. Segundo Marcos Silveira, a decisão é adequada ao processo, uma vez que não há nos autos qualquer indicação de que tenha havido violência no episódio. "
Fonte: Correio do Povo
O fato ocorreu no mês de maio, quando a menina sofreu abuso sexual por parte de um adolescente de 16 anos, filho de um diretor de uma empresa de comunicação local, e por outro jovem, também com 16 anos, filho de um delegado de polícia. O advogado da família da vítima, Francisco Ferreira, reclamou da forma como ocorreu a decisão. “O Poder Judiciário de Santa Catarina tem uma cultura reconhecida de decidir em defesa da sociedade. Nesse caso, a sentença da juíza foi a antítese desta postura”, afirmou.
A inconformidade do advogado se deve, ter sido proferida numa audiência na qual somente os acusados e seus defensores estarem presentes. “Eu ainda buscava através de recurso o direito de ver o processo e tinha prazo até a sexta-feira”, disse. Para o advogado, a decisão veio privilegiar a RBS. “Foi tomada numa manhã, quando nunca os atos no Fórum ocorrem neste horário”, afirmou. O advogado esperava que os estupradores fossem condenados com sentença de semi-liberdade ou internação. Pela gravidade do fato, segundo ele, um ato infracional de violência de estupro é crime que merece uma pena mais dura. “A defesa desta jovem também foi violentada”, disse.
Para advogado de defesa dos adolescentes, Marcos Silveira, a decisão da Justiça foi tomada depois de um consenso entre a juíza, os representantes do Ministério Público e a defesa. “Já esperávamos este tipo de pena, que tem sido muito aplicada em vários pontos do Brasil”, justificou o advogado. Segundo Marcos Silveira, a decisão é adequada ao processo, uma vez que não há nos autos qualquer indicação de que tenha havido violência no episódio. "
Fonte: Correio do Povo
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terça-feira, abril 20, 2010
JUÍZA É PUNIDA POR MANTER GAROTA EM CELA MASCULINA
Conselho Nacional de Justiça aposentou compulsoriamente a magistrada
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu nesta terça a juíza Clarice Maria de Andrade, que manteve uma adolescente presa em cela masculina durante 26 dias no Pará, em 2007. O CNJ decidiu aposentar compulsoriamente a magistrada por ter se omitido em relação à prisão da menor. A jovem, presa por tentativa de furto, foi torturada e estuprada no período em que esteve na delegacia de polícia de Abaetetuba. Ela dividiu a cela com cerca de 30 homens.
Segundo o órgão, a juíza sabia da inexistência de separação entre homens e mulheres assim como das péssimas condições de higiene na delegacia. Além disso, após a divulgação sobre o caso na mídia, a magistrada teria falsificado um documento de transferência da adolescente para "tentar encobrir sua omissão".
Apesar da aposentadoria compulsória ser a pena máxima no âmbito administrativo, o CNJ encaminhou uma cópia dos autos ao Ministério Público do Pará para que seja verificada a possibilidade de proposição de uma ação civil pública. Caso isso ocorra, a magistrada poderá perder o cargo ou ter sua aposentadoria cassada.
Segundo o órgão, a juíza sabia da inexistência de separação entre homens e mulheres assim como das péssimas condições de higiene na delegacia. Além disso, após a divulgação sobre o caso na mídia, a magistrada teria falsificado um documento de transferência da adolescente para "tentar encobrir sua omissão".
Apesar da aposentadoria compulsória ser a pena máxima no âmbito administrativo, o CNJ encaminhou uma cópia dos autos ao Ministério Público do Pará para que seja verificada a possibilidade de proposição de uma ação civil pública. Caso isso ocorra, a magistrada poderá perder o cargo ou ter sua aposentadoria cassada.
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