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segunda-feira, março 14, 2011

Ciclistas em Porto Alegre Correm Risco de Morte


Domingo, 13 de março, dois ciclistas que trafegavam pelo acostamento foram atropelados por um Tempra Branco. O motorista fugiu do local sem prestar socorro. Mais tarde esse carro foi localizado na vila Respeito, também Zona Norte de Porto Alegre. Vizinhos afirmaram que o condutor do veículo mora na região. Fevereiro, 25 - durante o passeio mensal do grupo Massa crítica, um motorista investiu contra os ciclistas atropelando-os intencionalmente.  Graças as novas tecnologias e redes sociais, esse episódio foi filmado e a notícia correu o mundo. O que muita gente não sabe é que o grupo massa crítica vem sofrendo inúmeras ameaças. Não só a Massa crítica mas os ciclistas em geral. O mundo todo enviou solidariedade aos ciclistas de Porto Alegre mas a onda de pavor pode estar apenas começando. O mundo necessita viver de forma mais sustentável, os valores da nossa sociedade estão mudando. O carro, antes um artigo de status, hoje pode ser um vilão. Os ciclistas que optaram por esse novo padrão estão ajudando a salvar a natureza, diminuindo a poluição, desafogando o trânsito e colocando em movimento uma vida com mais saúde. Clique na figura para ampliar e você poderá ler os absurdos ditos por um grupo de pessoas em extinção na sociedade do futuro.

domingo, fevereiro 27, 2011

Carta aberta de repúdio ao Delegado Gilberto Almeida Montenegro e à Polícia Civil do RS


Em primeiro lugar Sr Gilberto, nós os ciclistas não cometemos erro nenhum, estávamos utilizando as vias públicas como meios de transporte, que inclusive deveriam ser incentivados para que não ocorram congestionamentos.
O erro muito menos foi um ”erro grave”, pois não se precisa pedir autorização para nenhuma entidade para pedalar em conjunto, repito vias “públicas”. E além disso a EPTC sabia sim.
Outro equivoco do Sr, ninguém impediu o direito de ir e vir de ninguém, estávamos andando nas vias como meios de transporte legítimos, bicicletas, conhece?
Não era uma manifestação e sim um deslocamento para uma festividade, com muitas pessoas utilizando o mesmo meio de transporte, o carro? Não, a bicicleta, pois se todos fossem de carro ficariamos congestionados.
Inclusive os automóveis frequentemente são os que obstruem a minha passagem de bicicleta pelas vias, normalmente ando mais rápido que um carro para ir da perimetral até a Olavo Bilac, pela José do Patrocinio.
E me responda uma coisa somente, porque nos dias de futebol várias ruas são legalmente fechadas, o fluxo de carros é impedido para que torcedores, apenas torcedores, passem? Estas manifestações são mais “legítimas” pra polícia? Elas podem impedir o direito de ir e vir?
Com 20, eu disse 20 bicicletas destruídas, além das dezenas de feridos e um carro bastante avariado, como o Sr acha que “ainda não é possível afirmar que o motorista teve intenção de matar”. As testemunhas, e são várias, e o Sr já deve ter ouvido, disseram que o carro acelerou deliberadamente e não parou mesmo com pessoas sobre o capô e bicicletas amontoadas embaixo do carro, e não foi com intenção de matar? Por favor, só posso interpretar esta declaração como tendenciosa, defendendo o criminoso. Ainda por cima está esperando ouvir o motorista pra “ele” dizer se teve intenção? Ora, isso, me desculpe não é polícia investigativa Sr delegado Gilberto Almeida Montenegro, vocês conhecem o motorista? Estão acobertando alguma coisa?
Se o proprietário não deu queixa nenhuma, não foi pra casa, não atende o telefone e abandonou o carro depois da tentativa de assassinato, arrancando as placas. Quem poderia estar dirigindo?
Espero que tenham tirado as digitais na placa ao menos. Pois com tudo isso que eu argumentei qualquer pessoa de mínima inteligência ligaria os fatos dizendo quem é o culpado. E espero que a Polícia Civil tenha essa mínima inteligência necessária.
Sr Gilberto, espero que peça desculpas publicamente por suas declarações, pois o Sr criminalizou um movimento de ciclistas em paz, lutando apenas por dignidade e respeito no trânsito. E continuaremos com muito mais bicicletas nas ruas, pois é nosso direito, é o nosso meio de transporte.
Mais amor menos motor!
Guilherme Schröder