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segunda-feira, setembro 06, 2010

Governo do PSDB no RS quer processar a polícia federal.

Eu pensava que já tinha visto todos os absurdos possíveis nesta administração da senhora Yeda Crusius, mas não. A cada dia surge um fato mais bizarro ainda. Há poucos dias atrás foi divulgado uma operação da polícia federal e Ministério público que desbancou uma quadrilha de um alto funcionário do Banrisul (Banco do Estado do RS).O departamento de marketing do banco, através dessa quadrilha, lesou o Banrisul em quase 10 milhões de reais. A governadora Yeda, quando soube do que se passava, escreveu no seu twitter com ares de pouco caso - ah, já vi este filme, isso é roteiro velho. Após isso, criticou a polícia federal por não ter avisado a direção do banco sobre a operação. Não satisfeita, também criticou o fato de a polícia civil do estado não ter sido avisada. Em fim, como uma má gestora, ela somente criticou ao invés de agradecer por essa falcatrua ter sido descoberta a tempo e pelo menos uma pequena parte do desvio do dinheiro público ter sido recuperado. Agora, para minha surpresa, esta estampado no  Jornal correio do povo de hoje que o Banrisul quer processar a união porque a polícia federal divulgou ação e não agiu por debaixo dos panos, como tem sido costume na última gestão aqui do estado. Onde nós estamos? Estamos no RS, uma terra governado por pessoas cuja mente funciona no sentido contrário ao bom senso. Mas não é isso, o Banrisul é uma instituição pública e tem advogados pagos pelo contribuinte mas o advogado contratado é Fábio Medina Osório, o mesmo que defende a governadora Yeda Crusius (PSDB) das acusações no caso do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) gaúcho, em tramitação na Justiça Federal desde 2009, É obvio que o objetivo desta ação é indenizatória. Segundo informações publicadas no CP - "A Operação Mercari revelou, na última quinta-feira, o desvio de R$ 10 milhões do Banrisul por meio de superfaturamento de ações de marketing. A polícia investiga a possibilidade de parte do dinheiro ter sido utilizado no financiamento de campanhas eleitorais, segundo afirmou o delegado Ildo Gasparetto. Além disso, a direção do Banrisul iniciou hoje uma auditoria interna na Superintendência de Marketing e nomeou um funcionário de carreira como superintendente interino, Ildo Musskopf, que administrará o setor acompanhado diretamente pelo presidente do banco, Mateus Bandeira." Bom, talvez possamos entender agora o porquê da ira da governadora e direção do banco, não pelo dinheiro desviado mas sim pela possibilidade de se descobrir que este dinheiro envolve verbas para campanha política. Me pergunto, quem poderia lucrar com isso?

domingo, novembro 01, 2009

.Policia invade sede de Federação Anarquista para censurar material que critica Yeda


Polícia invade sede de Federação Anarquista para censurar material que critíca Yeda

Governadora move ação de injúria, calúnia e difamação contra Federação Anarquista Gaúcha; material apreendido resposabiliza Yeda por assassinato de integrante do MST

31/10/2009
Bianca Costa,
Agência Chasque

Agentes da Política Civil invadiram nesta quinta-feira, (29) com um mandado de busca e apreensão, a sede da Federação Anarquista Gaúcha, que fica no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. Conforme Cândida Spengler, integrante do movimento, os policiais estavam a procura de materiais de propaganda. Ela diz que o mandado de busca e apreensão é o resultado de ação de injúria, calúnia e difamação que a governadora Yeda Crusius move contra a FAG. O objetivo da ação da polícia era recolher cartazes que continuam dizeres contra a governadora, responsabilizando-a pelo assassinato do integrante do Movimento Sem Terra Elton Brum, em agosto, na cidade de São Gabriel. Entretanto, Cândida diz que outros materiais foram retirados da sede, como computadores e pertences pessoais. Ela conta como foi a ação da polícia.“Primeiro a Polícia Civil chegou lá e o local estava fechado, eles tentaram arrombar o portão. Alguns vizinhos nos comunicaram e nos avisaram o que estava acontecendo. As pessoas que estavam disponíveis naquele horário se dirigiram ao local. A operação em si tinha no mandado de busca e apreensão a ordem de buscar os materiais de impresso de propaganda, no caso referido o cartaz “assassinos”. Foram levados também boletins do informativo de opinião, chamado “Opinião Anarquista”. Outros cartazes do Fora Yeda. Mas foram levados outros coisas. Levaram um CPU, levaram uma pilha de cds do backap do computador, levaram documentos internos, materiais de divulgação, atas de reuniões. A nossa biblioteca foi vasculhada, objetos pessoais”, relata. A reportagem tentou, por diversas vezes, entrar em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, mas não obteve resposta.

terça-feira, julho 21, 2009

O Rio Grande do Sul sitiado pela corrupção do governo Yeda Crusius


O Estado do Rio Grande do Sul vive o pior momento político dos últimos tempos. Em pesquisa recente realizada pelo instituto Data Folha a avaliação do governo chegou ao número vergonhoso de 4.2. Toda essa situação motivou manifestações de vários setores, entre eles o CPERS. Um dos fatores que detonaram a avaliação da Senhora Yeda, governadora do RS foi às muitas denúncias de corrupção como a compra de uma casa com o caixa dois da campanha. A crise no estado é evidente apesar de tentativas de abafamento pelos grandes meios de comunicação. No dia 16 de julho, essa senhora foi acordada com protestos em frente a sua residência (aquela que, segundo denúncias, foi comprada com a verba de caixa dois). Em entrevista à Rádio Gaúcha, Yeda se mostrou indignada com a escolha do local do protesto pois mora com os netos na residência. As crianças de oito e 11 anos preparavam-se para provas na escola.
"Vocês não são professores. São torturadores de crianças", escreveu a Governadora em um cartaz, segundo disse em entrevista ao Gaúcha Atualidade. Foi à manifestação mais dura de Yeda em reação a servidores. A manifestação foi motivada pelo descaso do governo estadual com a educação. Rejane de Oliveira, presidente do CPERS, explicou que o ato foi para mostrar o contraste entre a casa de Yeda e escolas de lata. Rejane foi detida pelos brigadianos junto com outras três pessoas. O comandante geral da Brigada Militar, coronel Jose Carlos Trindade, garante que a manifestação extrapolou o limite do tolerável.
Após o incidente, o líder do PSDB divulgou uma nota culpando o Ministro Tarso Genro e sua filha, a deputada Luciana Genro como responsável pelas manifestações. Abaixo segue a resposta da Deputada ao Senhor José Aníbal, publicada na edição de Zero – Hora do dia 17 de julho de 2009.

Resposta da deputada Luciana Genro PSOL/RS
“Primeiro, é preciso dizer que o deputado José Aníbal é um desqualificado e não conhece nada da política gaúcha para dizer esse tipo de absurdo”. A primeira vez que ele disse isso, ele entrou contra mim no Conselho de Ética (da Câmara) e a representação foi rechaçada pelo corregedor, deputado ACM Neto (DEM/BA), e também rechaçada pela mesa diretora. Portanto, arquivada. Se tem alguém desautorizado atualmente na Câmara é o líder José Aníbal que não conseguiu emplacar nem na Corregedoria uma representação. Se realmente existe essa suposta conspiração entre eu e o Tarso contra a governadora Yeda, teria que incluir também o Lair Ferst, o vice-governador Feijó que é o DEM, o secretário de transparência que saiu do governo dizendo que não dá para implantar transparência, a viúva do Marcelo Cavalcante, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. É totalmente absurdo esse tipo de alegação. Tudo que eu tenho feito até hoje contra a governadora Yeda Crusius não tem nenhuma relação com interesses eleitorais. Tem relação com a minha função de fiscalização de deputada federal, que, aliás, a Assembléia Legislativa do Estado deveria estar cumprindo também. ’

E a situação continua sem uma solução.

Após as últimas manifestações terem perturbado o sono da governadora, dos seus netos, da sua filha, do cachorro, gato e periquito, a Brigada Militar resolveu intervir, tirou seus homens que trabalhavam no combate ao crime, para guardar a casa da governadora. A rua, onde mora essa senhora, antes pública passou a ser privada. Cada pessoa que chegue a rua tem que dar explicações. Não só isso, em eventos público, aproximadamente 200 homens do brigada são destacados para impedir qualquer manifestação. Nada que incomode a governadora.
Enquanto isso continua a escola de lata, o descaso com a educação, a corrupção, desvios de verbas não explicados, o silencio quanto ao caso do Detran, quanto a denuncias do empresário Lair fest. E mais todas as investigações da policia federal, ministério publico etc.
A governadora é a verdadeira torturadora de crianças, adultos, velhos e toda uma população do Rio Grande do Sul, mas ela não faz isso sozinha, os senhores deputados estaduais participam, faltam duas assinaturas para que uma CPI seja instalada, assinaturas dos Deputados do PDT, pois alguns deputados do PMDB também são acusados de denúncias. No entanto esses deputados se recusam a assinar, tem receio de represálias por parte do governo. Nessa hora me lembro de Leonel Brizola, ele deve estar se revirando no túmulo.