terça-feira, setembro 30, 2008

A Arte através da poesia árabe de Muhsin Al-Ramli


A Beleza tem muitas formas. Ela é encontrada em qualquer lugar e se manifesta por imagens, sons, palavras, versos. A poesia é um dos traços do mundo árabe, prova disso pode ser constatado através da arte Muhsin Al-Ramli. Nascido no Iraque em 1967. Ele mora na Espanha desde 1995. Tem Doutorado em filosofia, filologia espanhol pela Universidade Autônoma de Madrid 2003, o tema de sua tese: Os traços da cultura islâmica em Don Quixote. É Tradutor espanhol de vários clássicos para o árabe. Das suas obras publicadas: Presente do próximo século (notícias) 1995. Em busca de um Coração Vivo (Teatro) 1997. Deixa distante do Tigre (notícias) 1998. Espalhando migalhas (Romance) 1999 Prêmio Arkansas (EUA) 2002 até a versão em Inglês: (Espalhando Migalhas). As felizes noites do bombardeio (de Narração) 2003. Somos todos viúvos das Respostas (Poesia) 2005. Dedos de dátiles -Título Original (Novela) 2008. Co-editor da revista cultural ALWAH. Atualmente é professor da Universidade Saint Louis, Madri.
Apesar das atribulações vividas pelo povo Iraquiano, Muhsin Al-Ramli encontrou na poesia a sua forma de protesto. Com versos que demonstram a sensibilidade da alma humana, ele transita pelo mundo ocidental levando a cultura árabe, através dos idiomas Espanhol e Inglês. Irei traduzindo futuramente, alguns dos seus poemas para o português. A beleza esta em todo lugar, principalmente nas palavras de Muhsin Al-Ramli.

A tristeza


É uma árvore espinhosa

que cresce no coração.

Cresce,

...cresce

e cresce,

até que ela cai

sua única fruta;

um cadáver apodrecendo

... isso é você.


NO a LIBERAR IRAK de MÍ


Esta tinta derramada en vuestra prensa

es la sangre de mi país.

Esta luz diluviada de vuestras pantallas

es el brillo de los ojos en los niños de Basora.

Éste que está sollozando en la oscuridad de su exilio

soy yo;

huérfano después de que hayáis matado a mis padres: Tigris y Eufrates;

Viudo después de que hubierais crucificado la pareja de mi alma: Irak

Oh... por ti, tierra mía: crucificada de entre las regiones.


Ay... de vosotros, señores de la guerra

Escuchadme:

No a la fiesta de los ejércitos en el tejado de mi casa.

No al verdugo que habéis plantado o al que vais a plantear.

No a vuestra libertad caída sobre las cabezas de mi gente en bombas

No a liberar Irak de mí o a mí de él.

Yo soy Irak.


Mis hierbas son las letras y sé lo que quiero.

Dejadme a mí mismo, a mi rabel y a vuestra ausencia.

Volved a vuestras películas detrás del océano.

Dejad para mí lo que queda

de los minaretes, de los mausoleos de mis ancestros,

de las tumbas de mi familia, ...

Y bebed de las copas del petróleo hasta que os saciéis.


Robad la miel del azufre y la arena del desierto.

Llevad con vosotros vuestros clientes.

Llevaos al dictador con cada parte de vosotros que ha comprado con mi sangre.

Llevad lo que queráis y marchad,

dejadme sólo

con lo derribado de los sueños de mi hermana,

con el incendio de las palmeras en las orillas de Mesopotamia,

con los huesos de mi padre

y el té de la merienda.


Dejadme sólo

con las canciones tristes del sur,

con la danza degollada del norte

y con el pavo real de los Yasidíes.

Dejadme sólo

curando las heridas de mi tierra Irak

Sólo...

igual que María...

sólo con mi solitario...

Mi país: el crucificado de entre las regiones.

Sabré cómo animar su resurrección.


Sabrá cómo renacer de su ceniza.

¿Acaso habéis olvidado que él es el creador del Fénix?


Ay, un infierno, para vosotros señores de la guerra

Escuchadme:

No asustéis a las nubes de Bagdad con vuestros aviones.

No sembréis soldados en nuestro jardín.

No quitéis la chilaba a mi madre.

No. Grito no a liberar Irak de mí o a mí de él.

Yo soy Irak.

Las aldeas han florecido de mi abrigo, y sé lo que quiero.

Dejadme a mí mismo, a mi familia y a vuestro olvido
.

domingo, setembro 28, 2008

Caixa Econômica Federal - compromisso social




A semana que passou foi anormal dentro de meus padrões pessoais. Resolvi colocar em prática algumas determinações. A abertura de uma poupança foi um dos objetivos. Poupar seria a palavra chave. Sou profissional liberal, não tenho um salário fixo, então decidi que a Caixa Econômica federal seria o banco perfeito para que eu começasse a cumprir a minha decisão. Fui até o banco, esperei pacientemente ser atendida. Estava bem tranqüila porque esse banco é um dos poucos que não exige uma quantia estipulada para abertura de contas. Mas qual não foi a minha surpresa quando a funcionária me informou que naquele estabelecimento eram necessários R$ 100,00. Eu argumentei com ela que estava bem claro no site da caixa que não havia uma quantia fixa para abertura de poupança. Ela, em contra partida me informou que naquela agencia havia a necessidade de ter no mínimo R$ 100,00 para abrir uma poupança. Levantei da cadeira um tanto decepcionada, pois após muito tempo para pensar e decidido tomar uma atitude, não conseguiria levar adiante minha decisão por não ter naquele momento a quantia solicitada pelo banco.
Num primeiro instante, pensei em ir embora, mas mudei de idéia, a caixa é um banco popular e decidi falar com o gerente. Disse a ele o que constava no site da caixa e gostaria de saber por que aquela agencia estava agindo de forma diferenciada das demais. Em toda a semana, essa foi à melhor idéia que eu tive, pois o gerente de relacionamento me levou até o gerente geral, onde fui tratada com a máxima cortesia obtive todas as explicações. Uma delas era que não havia necessidade dos R$ 100,00 para abertura de conta poupança, mas sim, eles costumavam sempre entrevistar os futuros clientes pelo número cada vez mais crescente de “laranjas”, em função dos crimes virtuais que surgiam diariamente. Fui informada sobre isso e muito mais coisas do funcionamento do banco. Saí completamente satisfeita do estabelecimento.
Eu poderia ter ido embora simplesmente acatando uma determinação que considerava injusta. A maioria das pessoas faz isso. Porém a maioria das pessoas esquece que os serviços públicos foram criados para atender pessoas como eu e você. A caixa, mais do que loterias, incentivos ao esporte, financiamentos, foi idealizada para atender a imensa população brasileira. Seja na Caixa Econômica Federal, seja no SUS ou qualquer outro serviço dedicado ao povo brasileiro, temos que conversar reclamar, cobrar atitudes quando achamos necessários. Pagamos muitos impostos. Merecemos ter um serviço de qualidade. Ao conversar com a gerência, percebi que conversando nos entendemos. Eu, você, temos que ser respeitados e orientados quando necessário, e a gerência dos órgãos estatais somente poderão oferecer ao cidadão serviços de qualidade desde que eles saibam por que estamos reclamando.

terça-feira, setembro 23, 2008

ESCUTE A VOZ


Escute a voz que vem de dentro.
Felicidade não vem dos outros vem de você.
Só você tem o dom de transformar sua vida, se está esperando outras pessoas mudarem, fazer ou trabalharem para sua felicidade,vai esperar eternamente; porque felicidade é obra somente sua.
Tudo que é valioso vem de dentro.
A pérola está dentro da concha.
O ouro está guardado dentro da terra ou dentro da água.
O valor do livro está dentro das páginas.
O tesouro está protegido dentro do cofre.
Por que o reino do céu está fora? Fora de nós?
O reino do céu está dentro de nós. Buscamos ser feliz por fora: queremos aquela carreira profissional, queremos aquele homem (ou mulher); desejamos possuir um belo físico, almejamos o carro do ano ( mais moderno que dos amigos); queremos a roupa mais vistosa e , se possível, com marca famosa; fazemos de tudo para sermos o mais popular entre os amigos...BUSCAMOS A FELICIDADE POR FORA DE NÓS.
Por isso somos tão infelizes. Ninguém pode fazer o outro feliz, só ele mesmo. Não faça promessas impossíveis: "benzinho, farei você muito feliz". É muita responsabilidade. Podemos compartilhar felicidade com outra pessoa e não trabalhar dentro dela porque isso é obra individual. Nem Deus mexe com o interior do homem.
Cada criatura é um universo único.
Não queira ser igual ao outro.
Não queira copiar o outro, o que ele veste, o que ele faz ou o que ele fala.
Seja você mesmo. Não copie.
Não se prenda com as opiniões dos outros.
Se você acha que é assim diga :"eu acho assim".
Não se preocupe com as opiniões de fora , se preocupe com a sua opinião (dentro de você).
Claro que se fizer algo errado ou que ofende ou machuque, procure se corrigir.
Há leis que temos que respeitar, leis humanas e divina. Seja sincero, se não quer ou não gosta de algo, diga: "não gosto".
E se ouviu algo que não gostou , não se sinta infeliz.
Não ligue. Não ligar é não se deixar ofender, magoar.
Não é o outro que fez você se magoar, é você que se deixou magoar ou ofender.
Você é que escolhe o que vai sentir e não a outra pessoa.
Os outros não mexem em nosso sentimento, só nós.
Eles estão fora, nós estamos dentro.
Não se envergonhe daquilo que sentiu.
Sentir é humano, só as pedras não sentem raiva, orgulho, vaidade, amor e alegria.
Procure conhecer o grau dos seus sentimentos e assim, seja senhor deles e não escravo.
Não reprima aquele sentimento que o faz se envergonhar, eduque-o.
Reprimir um sentimento é reprimir todos.
E repressão traz doenças na alma.
Assuma seus erros e se perdoe.
Os erros são nossos professores particulares , sem eles não evoluímos.
Lembremos que os inimigos estão dentro de nós e não fora.
Quanto aos erros do passado ou do presente, não nos amarremos neles.
Devemos assumir nossos erros e não colocar nas costas alheias. Carma não é castigo, é lição não aprendida. Até os Grandes Mestres da humanidade erraram em seus passados e a diferença é que não pararam de caminhar.

O erro leva-nos ao acerto e o acerto nos leva a evolução.
Outra coisa importante é sobre o apego. Não nos apeguemos as coisas, às pessoas ou situações. Um dia as coisas serão transferidas para outros "donos", as pessoas partirão e as situações se modificarão.
Nada está parado no universo. Os que param, estacionam.

Mudança é progresso.
As pessoas nascem sozinhas, morrem sozinhas e sozinhas viajam pela eternidade.
Não fique na dependência do outro, deixe o outro livre para crescer também.
Cada viajante carrega a sua própria mala e esta mala se chama experiência.
A experiência é individual.
Não fique preso as coisas de fora.
Ouçamos a voz que chama e ela está no nosso universo interno.
Essa voz está nos convocando para entrar dentro de nós e nos pergunta : quem somos? (temos que saber a resposta).
Ligue-se consigo antes de se ligar às outras pessoas, a solidão que está reinando em toda humanidade nos dias atuais veio, justamente, para facilitar esse conhecimento.
Quando estamos em lua-de-mel com nossos amores, amigos efamilia não temos tempo para entrar no nosso reino do céu.

O tempo urge e a urgência do auto-conhecimento do homem é para fazê-lo NASCER.

O nascimento é de dentro para fora."CONHECE-TE A TI MESMO"

Quem és?

De onde vens?
Para onde vais?
Miryã Kali / MLucia( As palavras ,do texto acima, foram baseadas na palestra do médiumFrancisco do Espírito Santo Neto, com a orientação do espíritode Hammed ). Com algumas modificações e acréscimos ).Livros de Hammed : "Renovando Atitudes", "As dores da Alma ","Os prazeres da Alma", "A Imensidão dos Sentidos"

quinta-feira, setembro 04, 2008

Frase Para a Vida




"Dai-me Senhor, a perseverança das ondas do mar, que fazem de cada recuo um ponto de partida para um novo avanço."

terça-feira, agosto 26, 2008

Aprenda a escrever na areia

de Malba Tahan -
Dois amigos, Mussa e Nagib, viajavam pelas longas estradas que recortam as montanhas da Pérsia. Eram nobres e ricos e faziam-se acompanhar por servos, ajudantes e caravaneiros.
Chegaram, certa manhã, às margens de um grande rio barrento e impetuoso. Era preciso transpor a corrente ameaçadora. Ao saltar, porém, de uma pedra, Mussa foi infeliz e caiu no torvelinho espumejante das águas em revolta. Teria ali perecido, arrastado para o abismo, não fosse Nagib. Este, sem a menor hesitação, atirou-se à correnteza e livrou da morte o seu companheiro de jornada. Que fez Mussa?
Ordenou que o mais hábil de seus servos gravasse na face lisa de uma grande pedra, que ali se erguia, esta legenda admirável:
Neste lugar, com risco da própria vida, Nagib salvou, heroicamente, seu amigo Mussa.
Feito isso, prosseguiram, com suas caravanas.Cinco meses depois, em viagem de regresso, encontraram-se os dois amigos naquele mesmo local perigoso e trágico. E, como estivessem fatigados, resolveram repousar à sombra acolhedora do lajedo que ostentava a honrosa inscrição. Sentados, pois, na areia clara, puseram-se a conversar. Eis que, por motivo banal, surge, de repente, grave desavença entre os dois companheiros.
Discordaram. Discutiram. Nagib, exaltado, num ímpeto de cólera, esbofeteou brutalmente o amigo.
Que fez Mussa?Que farias tu, em seu lugar?
Mussa não revidou a ofensa. Ergueu-se e, tomando tranqüilo o seu bastão, escreveu na areia, ao pé do negro rochedo:
Neste lugar, por motivo fútil,Nagib injuriou, gravemente, seu amigo Mussa.
Surpreendido com o estranho procedimento, um dos ajudantes de Mussa observou respeitoso:
-Senhor! Da primeira vez, para exaltar a abnegação de Nagib, mandastes gravar, para sempre, na pedra o feito heróico. E agora, que ele acaba de ofender-vos tão gravemente, vós vos limitais a escrever na areia incerta o ato de covardia! A primeira legenda, ó meu mestre, ficará para sempre.
Todos os que transitarem por este sítio dela terão notícia. Esta outra, porém, riscada no tapete de areia, antes do cair da tarde terá desaparecido como um traço de espuma entre as ondas buliçosas do mar.
-A razão é simples - respondeu Mussa. O benefício que recebi de Nagib permanecerá, para sempre em meu coração. Mas a injúria... essa negra injúria... escrevo-a na areia, como um voto, para que, se depressa daqui se apagar e desaparecer, mais depressa ainda desapareça e se apague de minha lembrança
!

segunda-feira, maio 12, 2008

Retratos urbanos


RETRATOS URBANOS REÚNE CRÔNICAS DE 46 NOVOS AUTORES

Eu participo desse trabalho através de uma das minhas crônicas. Leiam abaixo o release.

Décima sexta antologia da Andross Editora, a terceira só este ano, chega às livrarias no final do mês.

A crônica surgiu no início da era cristã, não como um gênero literário, mas sim como uma forma de ordenar os acontecimentos, sem aprofundá-los ou tentar interpretá-los.

Com o passar dos séculos, autores foram acrescentando, a esta visão impessoal dos fatos, elementos que, hoje, se tornaram uma espécie de marca registrada da crônica literária: o humor irônico, a linguagem ágil, a perspectiva em primeira pessoa, a visão pessoal das cenas do cotidiano.

Retratos Urbanos (Andross Editora, 160 páginas, R$ 25,00) reúne 47 crônicas escritas por 46 autores em início de carreira e organizadas por Edson Rossatto, editor da Andross.

As histórias relatam fatos que supostamente aconteceram com os autores e, num processo de identificação típico deste gênero, encontram eco nas memórias dos leitores, que já se depararam com situações pelo menos semelhantes: a indignação que antecede um exame de toque retal, as divagações do motorista parado no trânsito congestionado, a saudade do tempo dos bondes elétricos.

Retratos Urbanos é mais uma antologia da Andross Editora com textos inéditos de novos autores, que encontram neste formato uma oportunidade de publicar suas histórias. Foram analisadas 250 obras de autores de vários estados brasileiros, durante quase um ano, até se chegar aos 47 selecionados.

Esta é a 16ª antologia que a Andross lança em seus mais de três anos de mercado, a terceira somente neste ano. Por este sistema, a editora já publicou mais de 600 autores, de 14 a 68 anos, do ensino médio ao doutorado, amadores e profissionais. Alguns dos que estrearam nas antologias da Andross hoje já têm obras publicadas individualmente por outras editoras.

TRECHO:
Aqui estou, em um pub inglês de Ipanema, tomando uma maldita cerveja de treze reais e espreitando a ruiva que – eu julgava – estaria dando mole para mim. A frase acima contém uma série de incongruências que convém serem analisadas separadamente. Um pub irlandês em Ipanema, no quarteirão da praia. Em vez de as pessoas irem à praia, a um quiosque ou que o valha, vão a um recinto abafado, onde a fumaça de cigarro estaciona preguiçosamente sob o teto baixo, as cadeiras desconfortáveis estão sempre tumultuando a passagem e uma estante de livros tem edições antigas de Joyce, como se alguém no mundo afora, meia dúzia de freaks lesse Joyce. Outra incongruência era a cerveja de treze reais. Cerveja! Treze reais! Não vou perder tempo desenvolvendo.
“Coadjuvante”, de Pedro Vieira

Sobre a Andross Editora
Com mais três anos de mercado e 25 títulos publicados, a Andross Editora nasceu no campus da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, para abrir espaço aos alunos que não tinham condições de publicar seus primeiros textos. Iniciou as atividades com obras acadêmicas, cresceu e se manteve graças a um modelo de negócio diferenciado: a publicação de antologias. Até hoje, a editora já lançou 16 livros deste tipo, e está com inscrições abertas para mais 4 até o final do ano.

LANÇAMENTO

RETRATOS URBANOS - CRÔNICAS
Vários autores – Organização: Edson Rossatto

DATA: 17 de maio
LOCAL: Casa das Rosas – Avenida Paulista, 37 – São Paulo – SP
HORÁRIO: das 16h às 19h
Informações: www.andross.com.br


Mais informações para a imprensa:
ANDROSS EDITORA
Edson Rossatto
Contato pelo telefone: (11) 2943-7687
edson@andross.com.br
Maio 2008

sábado, abril 26, 2008

Mensagem do Dia - Fé


" A fé é uma atitude de confiança, um sentimento poderoso que põe as forças do céu à disposição do homem. É preciso compreender que este poder não vem de fora, vem de dentro e não está ligado ao intelecto. A fé vem na frente e as especulações do intelecto vêm atrás. A fé nos faz descobrir a força interior, como superar dificuldades. Tem o poder real de curar física, mental e espiritualmente, mas, para se viver através dela é preciso ter um coração simples"
Desconheço a autoria.

sábado, abril 19, 2008

Kit de Sobrevivência

Autor desconhecido.
Boa noite, tudo bem com você?

O final de semana prolongado chegou. E agora? Vamos pensar no que fazer e preparar-se para a semana que vem? E então, tudo preparado? Mas para se preparar para este dia ainda o que falta? Encarar o fim de semana prolongado, e a semana nova que vem pela frente... você precisa de algum material de sobrevivência. Então se tranqüilize! Eu vou lhe apresentar um kit de sobrevivência para o dia-a-dia que tem praticamente tudo que você vai precisar para passar por esses dias.
Sabe , às vezes o fardo da vida pode parecer um pouco pesado, mas sempre vamos encontrar um jeito de carregá-lo até o final. Sempre teremos ao nosso lado alguém que poderá estender a mão e ajudar a subir uma ladeira. Quando tudo parecer perdido. Lembre-se de olhar para traz e ver que pode ter alguém numa situação um pouco mais difícil do que você. Então use o seu kit de sobrevivência e vamos encarar juntos, esta jornada, que não vai terminar logo após a curva da estrada. E nem vamos sair por aí, como desesperados, andando sem rumo. Pois para tudo há um jeito. Acredite. E você consegue... Ah... Não se esqueça! Faça bom uso do seu Kit de Sobrevivência para o dia-a-dia.
(Um texto de autoria desconhecida)
Compõem o KIT:
Vara de Pescar:Para lembrarmo-nos de pescar as boas qualidades dos outros;
Elástico:Para lembrarmo-nos de sermos flexíveis: as coisas nem sempre acontecem do jeito que queremos, mas no final dão certo;
Band-Aid: Para lembrarmo-nos de curar sentimentos magoados, nossos ou de outros;
Lápis:Para lembrarmo-nos de escrevermos as bênçãos e favores que recebemos todo dia;
Chicletes:Para lembrarmo-nos de que se nos esticarmos, podemos realizar qualquer coisa;
Apagador:Para lembrarmo-nos que todos erraram e tudo bem;
Cofre:Para lembrarmo-nos de que valemos uma fortuna para nossas famílias e amigos;
Saquinho de Chá:Para lembrarmo-nos de relaxarmos diariamente e repassarmos nossa lista de bênçãos;
Batom:(para as meninas)Para lembrarmo-nos de que todos precisam de um beijo e um abraço diariamente;
Pense nisso.

segunda-feira, março 10, 2008

Cirurgia de Lipoaspiração?

Herbert Vianna
" Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração? Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.
' Cuide bem do seu amor, seja ele quem for ' (Herbet Vianna)"
Recebi esse texto como sendo de autoria de Herbet Vianna. Adorei, é uma posição inteligente e que faria muito bem se as pessoas pudessem ler e repensar um pouco o que essa cultura da estética faz com o ser humano em potencial.

sexta-feira, março 07, 2008

Eu sei mas não devia

"Eu sei, mas não devia

Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma.Mas não devia.A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.A gente se acostuma para poupar a vida.Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma."

Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.

terça-feira, março 04, 2008

Palcos da Vida

Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre
se lembrasse de que ser feliz não
é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes,
trabalho sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no
perdão, esperanças nas batalhas, segurança no palco do medo,
amor nos desencontros.
Ser feliz é deixar de ser vítima
dos problemas e se tornar um
autor da própria história.
É agradecer a Deus a cada
manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos
próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um
"não".
Jamais desista das pessoas que
amam você.
Jamais desista de ser feliz,
pois a vida é um espetáculo imperdível.
"Pedras no Caminho?

- Guardo todas, um dia vou
construir um castelo...

Fernando Pessoa

domingo, março 02, 2008

Luz e Harmonia

Luz e harmonia!

(Hoje eu recebi essa mensagem por e-mail e gostaria muito de compartilhar com todas as pessoas que acessam esse blog) - "Colocamos para vocês duas contribuições da amiga Vera Lúcia.

A primeira é uma prece cuja autoria desconhecemos,
mas faremos menção do autor, caso venhamos a saber.

A segunda é um aspecto importantíssimo da Lei
de Atração.

Confiram!

Prece

Senhor, derrama as Tuas bênçãos sobre nós, mas derrama como chuva, que não escolhe nem lugar, nem pessoa, nem faz distinção entre pobres e ricos, nem rua, nem casa ou hospital, asilo ou penitenciária; a chuva se espalha por todos os cantos, frestas e vãos,
e lava com ares de renovação.Que assim sejam as Tuas bênçãos, que se espalhem neste dia, pelos povos, por todos os corações, sem condições e nem merecimento, que excluiria muita gente, apenas por misericórdia, para todos que neste dia invocarem o Teu nome, em oração, simples ou composta, em pé ou de joelhos.Pelos que choram ou por aqueles que nem têm mais lágrimas para chorar; sustenta a vida Senhor, acolhe os que partem, abençoa os que chegam, encoraja os que desistiram, ama os que só querem vingança, alimenta os famintos da alma, dá de beber na Tua fonte aos sedentos de justiça, saúde aos doentes, paz de espírito aos aflitos, alegria aos que se recolheram na tristeza, Luz, Tua luz aos que estão em becos escuros, força para os que querem sair dos vícios, e perdão para todos nós que tanto erramos, que tanto devemos, mas por Teu infinito amor derrama as Tuas bênçãos Senhor.

Agradeço ao Senhor dos senhores por mais um dia de vida.
Obrigada, Senhor, por minha vida!

<<< >>>

Funcionamento da Lei de Atração


Jerry: Digamos que uma pessoa procura emprego durante muito tempo; quando finalmente consegue uma colocação, imediatamente surgem outras quatro ou cinco ofertas. Por que isso acontece?

Abraham: A demora em conseguir o emprego se deu porque, ao invés de se concentrar no trabalho que desejava, a pessoa se concentrou na falta do trabalho, afastando-o. Como o trabalho apareceu, ela se concentrou no que desejava e assim começou a receber mais do que tinha pedido. As pessoas se torturam sem necessidade e não se permitem oferecer pensamentos livres de contradições.

Por isso, quando estamos doente não devemos fixar a mente na doença e sim na saúde. Se nos preocuparmos muito com a doença ela se fixará. Se pensarmos somente na saúde, ela se estabelecerá.

Do livro "A Lei Universal da Atração", de Esther e Jerry Hicks."

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Um Defeito Na Mulher


Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas-extras de seu sexto dia detrabalho.Um anjo apareceu e lhe disse:- Por que gastas tanto tempo com esta? E o Senhor respondeu:- Você viu minha 'Folha de Especificações' para ela?- Deve ser completamente flexível, porém não ser de plástico, ter mais de 200 partes móveis, todas arredondadas e macias e ser capaz de funcionar com uma dieta rígida, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho raspado até um coração ferido... 'O anjo se maravilhou com os requisitos.- E este é somente o modelo Standard? É muito trabalho para um só dia...Espere até amanhã para terminá-la, Senhor.- Não o farei, protestou o Senhor.- Estou muito perto de terminar esta criação, que é a favorita de Meu próprio coração. Ela já se cura sozinha, quando está doente e pode trabalhar 18 horas por dia. O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.- Porém a fizeste tão suave, Senhor!- 'É suave', disse Deus, - porém a fiz também forte. Não tens idéia do que pode agüentar ou conseguir.- Será capaz de pensar? Perguntou o anjo.Deus respondeu:- Não somente será capaz de pensar, mas também de raciocinar e negociar, mesmo que pareça ser desligada ela prestará atenção em tudo o que for importante. Então, notando algo, o anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher...- Senhor, parece que este modelo tem um vazamento... Eu Te disse que estavas colocando muitas coisas nela!- Isso não é nenhum vazamento... 'É uma lágrima ' , corrigiu-o o Senhor.- Para que serve a lágrima? - perguntou o anjo. E Deus disse:- As lágrimas são sua maneira de expressar seu amor, sua alegria, sua sorte, suas penas, seu desengano, sua solidão, seu sofrimento e seu orgulho. Isto impressionou muito ao anjo.- És um gênio, Senhor. Pensaste em tudo! A mulher é verdadeiramente maravilhosa!- Sim, ela é! Respondeu Deus.- A mulher tem forças que maravilham os homens. Agüentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais, porém, têm amor e sorte. Sorriem, quando querem gritar. Cantam, quando querem chorar. Choram, quando estão felizes e riem, quando estão nervosas. Lutam pelo que acreditam. Enfrentam a injustiça. Não aceitam 'não' como resposta, quando elas acreditam que haja uma solução melhor. Privam-se, para que sua família possa ter algo. Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir. Amam incondicionalmente. Choram quando seus filhos não triunfam e se alegram quando suas amizades conseguem prêmios. São felizes, quando ouvem falar de um nascimento ou casamento. Seu coração se despedaça, quando morre uma amiga. Sofrem com a perda de um ser querido, mas são ainda mais fortes quando pensam que já não há mais forças. Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido. Porém, prosseguiu o Senhor, há um defeito que não consegui corrigir: 'É que às vezes elas se esquecem o quanto valem.'
Desconheço a autoria.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

A Morte nossa de cada dia.

Certa vez alguém me disse – a morte não é o fim de tudo. Essa frase nunca saiu da minha cabeça e na medida em que os anos passam, ela ganho novos contornos de entendimento. Todos os dias morremos um pouco, mas também renascemos. Morremos quando pensamos em nossas vidas vazias, quando nos pegamos projetando um amanhã sem muito futuro. Morremos quando esquecemos nossos sonhos de infância, quando esquecemos a maravilhosa capacidade de regeneração que todos os organismos vivos possuem. Morremos um pouco quando permitimos que uma relação onde se acreditasse- um conto de fadas se transforme em um sentimento atroz. Morremos todos os dias por vários motivos. Porém a questão crucial não é a morte por obra do destino, mas sim o suicídio constante que cometemos no dia-a-dia. Tive uma amiga muito querida cuja morte deu-se a um Câncer de fígado. Os médicos constataram que a doença havia se espalhado rapidamente e não havia mais nada a fazer. Quando penso na história que essa pessoa tão especial teve na minha vida, percebo que o que lhe aconteceu foi um suicídio. Não teve armas, não teve drogas, mas teve tristeza, desilusão, amargura, sintomas que unidos a levaram a potencializar esse Câncer. Foi triste e é mais triste perceber que não estamos muito longe disso. Li um texto cujo título é Suicídio Saudável. O título pode parecer estranho, mas esse autor colocou alguns elementos que me fizeram pensar. Ele propõe uma troca – ao invés de matarmos nossos sonhos, nossas esperanças, nossos amores, nossos desejos talvez fosse mais interessante matarmos todas as coisas que impedem que tenhamos sonhos, realizações, esperanças, alegria, amor e paz. Realmente seria tão mais lógico e sensato matarmos todos os dias esse desamor que nos impede de ser feliz. Algumas pessoas se atolam em dívidas por inúmeras razões e depois pensam na morte como alternativa. Nesses casos deveríamos matar os sentimentos, a impulsividade que nos levam a ficarmos cheios de dívidas e não querermos mais viver. Outras sofrem muito com o final de um relacionamento e também pensa na morte como solução. Nesses dois casos e mais inúmeros outros, a alternativa escolhida é correta – a morte, mas o enfoque deve ser mudado. É natural e necessária a morte de tudo o que não nos serve mais. A impulsividade, a “baixa auto-estima”, o medo, a dor, o sofrimento. Seria maravilhoso se tivéssemos a capacidade de regeneração necessária para uma vida plena e melhor. O suicídio, a morte pode realmente ser uma solução. Alguns podem pensar que não existe amanhã porque sofremos na infância, todas as coisas foram difíceis e pelo menos 100 mil outras razões. Convém lembrar que todas as pessoas possuem histórias de vida muito semelhantes. Não existe um caso sequer de indivíduos que tenha nascido sem o estigma da dor. Todos nós, em menor ou maior grau sofremos sejam por dívidas, por relacionamentos, por medo, por doença. Todos sem exceção. A diferença pode ser apenas na forma como as pessoas lidam com a morte diária. Alguns fazem a opção de matar o melhor de si mesmo e assim transforma-se em indivíduos amargos. Outros decidem lutar e derrotar o pior de si mesmo e esses se tornam vencedores de um mundo constantemente em mutação. A morte não é o fim de tudo, mas pode significar um novo começo quando decidimos nos livrar de tudo que atrapalha nosso crescimento e impede que enxerguemos a aurora de um novo amanhecer.

domingo, fevereiro 10, 2008

A Mulher que perdeu seu amor




Hoje eu terminei um relacionamento de dois anos. Perdi um amor mas achei a mim mesma. Foi um relacionamento tão maravilhoso que me deu forças para saber o que realmente desejo numa relação. Mesmo sabendo que eu cresci, que eu me tornei um ser melhor, sinto muita dor. Mas as mulheres são muito fortes e acredito que somente quem amou realmente pode se ver como ser sensível e corajoso que é. Há muito tempo atrás lí esse texto de autoria de Artur da Távola, e ele(surpreendentemente um homem), conseguiu expressar tudo que uma mulher gostaria de ouvir quando ela perde seu amor. Compartilho com todas as minhas irmãs mulheres que ao longo dos anos, apesar do medo, da dor, da tristeza, conseguem seguir em frente e a cada dia ficam melhores.





A mulher que perdeu o seu amor é alguém de quem amputaram o ar e ela não morreu. Carrega a marca da amputação no ritmo da respiração e num certo modificar do olho. Fica pesado, mais manso e lento, nega-se a olhar o mundo, a rir, a ver cores. A mulher que perdeu o seu amor é alguém cujo riso virou soluço e a recordação faz-se suspiro.
A mulher que perdeu o seu amor é alguém com óculos de ver eclipse na alma. Fica com olhar de rinoceronte em olho de cambaxirra.
Estranho e lindo esse ar sofrente de que ficam todas as mulheres que perderam seu amor. É marca que as acompanha como ruga ou expressão, pelo resto da vida. Marca irreversível, chaga, cicatriz, verruga espiritual. Podem amar de novo, melhor até. Mas jamais deixará de doer uma pontinha daquele sentimento feito impossível e daquela esperança fermentada.
A mulher que perdeu o seu amor sofre mais do que a que (ainda) não pôde viver o seu amor. Esta vive a dor do que não tem. Aquela, vive a dor de já não ter. Quem não tem e quem ainda não tem sofre menos do que quem já não tem.O terrível é que a perda do amor é o preço inevitável e doloroso do pedágio pago para a estrada do conhecer-se. A mulher que perdeu seu amor é alguém que melhora depois, pois se descobre, abre a cabeça, os músculos, os poros. Começa a entender a vida, a ficar mais livre, a punir-se menos e a saber que vale algo.
Passado o luto moral, a fase da fossa, a fossa da fase, o fechado pra balanço, o balanço vem. A ferro e fogo, à amargura e desvario, mas vem. E traz uma visão melhor de si mesma e de tudo o que é e representa. Instala-se um saudável egoísmo e muito mais altruísmo, paradoxalmente.
A mulher que perdeu o seu amor é um paralítico que sai pra luta e nela se cura. Se o amor era a deliciosa cegueira, a perda dele ensina a ver no escuro. A ler nos solavancos do ônibus da vida, a aprender a lição das greves interiores, entender que é preciso melhorar mesmo sabendo que nunca mais será igual.
Mistura de vítima e ressureta , a mulher que perdeu seu amor é alguém muito lindo, porque é um ser com a delicadeza de sentir feita carne no açougue existencial, no qual pendura as suas verdades e ofertas: ali aquela angústia; no outro gancho, a lembrança daquela tarde; na vitrine aquele sorriso e a lembrança do momento em que se descobriu amando; no frigorífico aquela delicadeza interior não-entendida ou aquela falta de medo de sofrer; no gancho maior aquela capacidade de se entregar inteira.A mulher que perdeu o seu amor é linda não por sofrer, mas porque sofre por ter sabido ser feliz...
A mulher que perdeu o seu amor é uma mergulhadora preocupada com a beleza e a entrega do salto sem a preocupação de saber se há água embaixo. A capacidade de amar o salto e o vôo fá-la merecedora de ternura e admiração. Enamorada, ela fica pássaro. Abandonada, ela vira gente melhor. Terrível disjuntiva!
Ah, se fosse possível dizer para cada mulher que perdeu o seu amor que mesmo sofrendo assim, valeu a pena! Que a dor vai passar e com cicatrizes ela será melhor e mais bonita amanhã, amará melhor o seu amor, aquém redescobrirá sem hipnose e a quem valorizará ainda mais porque capaz de o sentir e viver sem cobrar, exigir ou sofrer.
Ah, se fosse possível nada lhe dizer e apenas oferecer o ombro para que no ninho dele se sinta protegida e segura, porque a mulher que perdeu seu amor é a criança em busca dos pais, da casa. É a menina fugindo do bicho-papão que existe e assusta, mas que some e se dissolve se há proteção sincera. Por uma estranha disposição do carinho humano, a mulher que perdeu o seu amor é sempre chamada por diminutivo ou pelo apelido carinhosos por quem a consola. Ela fica criança na ante-sala do amadurecer.
A mulher que perdeu o seu amor é , por fim, alguém que descobre seu erro e delírio para crescer no acerto doloroso de se saber incompleta e imperfeita, por isso mais mulher.
Ela era melhor e saiu perdendo. Piorou. Mas ficou pior para sair ganhando, logo, melhorou graças à piora, nessa eterna dialética do ser no sentido da integração. A mulher que perdeu o seu amor é o enigma encarnado.
A mulher que perdeu o seu amor traz, ademais, essa grande lição de vida: é capaz de contemplar o nunca mais, de frente e , ainda e uma vez, dizer-se, sonhando: pode ser.
E sempre pode. Tudo começa outra vez.
Para ficar com a própria verdade talvez seja necessário perder um amor que não corresponda a verdade profunda do ser.
Texto de Ártur da Távola"


domingo, dezembro 23, 2007

Paixão




De todos os sentimentos humanos, esse é o que mais mexe com os nossos sentidos. Dentre as paixões, a paixão romântica é a mais emocionante e também o que mais nos dá oportunidade de crescer. Ela é uma faca de dois gumes. Podemos rapidamente ir do céu ao inferno. A paixão nos proporciona uma alegria sem igual e uma dor na mesma medida. Quando os efeitos passam é como se nunca tivesse acontecido, porém sempre terá aquele gostinho do que poderia ter sido. Não é o soldado comum que ganha à guerra, mas sim aquele que está apaixonado pelas idéias. Somente um apaixonado consegue derrubar todas as barreiras e ir à luta. A paixão faz isso, ela nubla a nossa racionalidade e acabamos fazendo coisas impensáveis em outras situações. Mas a paixão, na maioria das vezes é transitória, efêmera. Ouvi um diálogo em um filme em que o protagonista dizia que todo o dia se apaixonava pela mesma mulher. Essa seria a paixão ideal. Porém, as coisas nem sempre acontecem assim. Costumamos fazer com que o ser pelo qual nos apaixonamos seja o centro do universo. Nós somos a terra e o ser amado é o sol. Vivemos ao redor dele. Tudo é para fazê-lo feliz. Não temos mais vontades ou desejos, somos servos da paixão. Enfrentamos guerras, disputas, alegrias, desafios, sempre com a determinação de fazer o melhor para nosso bem amado. E nós, como ficamos? Por algum tempo somos pessoas imensamente felizes, mas com o passar do tempo percebemos que nem somos mais pessoas, somos seres que usaram as suas energias em prol de outra pessoa e assim nos sentimos vazios. Na paixão, mais do que em qualquer situação, temos que saber ouvir nosso coração. Do que se abdica por paixão, mas tarde haverá cobranças internas e profundas. A pessoa pela qual estamos apaixonadas é importante em nossa vida. Ela nós faz feliz, mas não é o centro do mundo. Não pode ser o sol em nossa vida porque essa pessoa também é um ser humano. Nós tendemos a dar um status de Deus ao ser apaixonado, mas ele não é Deus. Em qualquer situação ou circunstância, nós devemos ser o Deus de nosso universo, mais ninguém. Falo isso não de uma maneira prepotente ou egoísta, mas de uma forma respeitosa com nós mesmos. Quando tornamos outra pessoa responsável pela nossa vida, a angústia, o medo, a solidão poderão ser as conseqüências dessa escolha. Na maioria das vezes o ser amado fica sobrecarregado com o excesso e acaba fugindo. Em outras vezes existe desse primeiro passo apaixonado um reflexo saudável. Quantas vezes ficamos ao lado do telefone ou na frente do computador aguardando um telefonema, uma mensagem, que não chegam no tempo certo em que os esperávamos. Enquanto a espera perdura, tem um sol lá fora que realmente aquece e nutre a vida. Por mais difícil que possa parecer, fique apaixonado, é muito triste alguém que nunca ficou. Escreva poesias, veja filmes apaixonados, escute músicas que falem de amor, chore se for necessário, mas, acima de tudo lembre-se, ninguém é de ninguém. Somos seres individuais, com histórias de vidas diferentes, com idéias e modos distintos. Não sofra pelo inevitável, pois, o maravilhoso de uma paixão é poder transformá-la em amor.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Ano Novo Vida Nova



Todo final de ano, costumamos, de uma forma ou de outra analisar como foi a nossa vida. Esse ano de 2007 não é diferente. Sinto uma natureza ecológica mais atuante. Sinto as pessoas mais conscientes de seus valores, medos e receios. Eu pensava em um texto cujas palavras pudessem verbalizar todas as coisas que desejo para cada um dos milhares de humanos que habitam esse planeta. Meu desejo foi realizado – recebi esse texto e transmito a vocês. Eu desconheço o autor, no entanto, faço das suas palavras as minhas e espero do fundo do meu coração que o Natal seja maravilhoso e o início de 2008 seja melhor ainda. Que neste ano, todas as energias fortes e positivas da natureza se manifestem a cada um de nós.

“Apaixone-se definitivamente pelo SEU SONHO. O sonho de ninguém deve ser mais apaixonante que o seu.Apaixone-se pelo SEU TALENTO, mesmo que seu crítico insista para você escolher realizar outras coisas, mais "convenientes".Apaixone-se mais pela SUA VIAGEM do que pela chegada a seu destino, pois só a viajem é garantida.Apaixone-se pelo SEU CORPO, mesmo que ele esteja fora de forma, pois de "qualquer forma" ele é a única casa que você realmente possui.Apaixone-se pelas SUAS MEMÓRIAS mais deliciosas, ninguém pode tirá-las de dentro de você e elas são excelentes fontes de inspiração em momentos de dor.Apaixone-se PELAS BESTEIRAS SAUDÁVEIS que passam por sua mente entre um e outro momento de estresse, elas ajudam a sobreviver.Apaixone-se PELO SOL, ele é fiel, gratuito, absolutamente disponível e dá prazer.Apaixone-se primeiro POR ALGUÉM. Não espere alguém se apaixonar antes por você, só por garantia e segurança.Apaixone-se PELA DANÇA DA VIDA, que está sempre em movimento dentro da gente, mas que, por defesas nós teimamos em algemar.Apaixone-se mais PELO SIGNIFICADO DAS COISAS que você conquistar do que pelo seu valor material.Apaixone-se por SUAS IDÉIAS, mesmo que tenham dito que elas não serviam pra nada.Apaixone-se por SEUS PONTOS FORTES, mesmo que os pontos fracos insistam em ficar em alto relevo no seu cérebro.Apaixone-se PELA IDÉIA DE SER VERDADEIRAMENTE FELIZ. Felicidade encontra-se de sobra nas prateleiras de seus recursos interiores.Apaixone-se definitivamente POR VOCÊ!APAIXONE-SE RÁPIDO! O PODER DE DECISÃO SÓ PERTENCEA VOCÊ!”

sábado, dezembro 08, 2007

Solidão


Estava lendo a definição de solidão na Wikipédia – segundo essa imensa biblioteca virtual “A solidão é o estado de quem se acha ou se sente desacompanhado ou só. Ela é formada pela reclusão do indivíduo que não se adequa a sociedade e é expurgado”. Essa denominação é ampla e muitas, muitas vezes não se aplica ao sentimento que temos. Podemos ter uma imensa família nos sentirmos sós. Podemos ter um emprego de sonhos e nos sentirmos sós. Podemos ter um companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter e mesmo assim nos sentirmos sós. Nessa época de festas e de virada de ano, em alguns casos a solidão entre as pessoas fica tão terrível que muitas são levadas ao suicídio. Comentei com um amigo que o mês de dezembro, de acordo com estatísticas é o mês da depressão. Sabemos o que essas datas significam – algo esta terminando. Um novo futuro começa. Isso assusta, causa medo, principalmente quando percebemos que todos os artifícios utilizados para preencher nosso vazio interior foram inúteis. No momento de finalização percebemos que todos os subterfúgios que utilizamos durante o ano caem por terra ao final.
Porque isso acontece? Afinal tenho família, tenho amigos, tenho um amor, tenho um lugar pra viver e porque me sinto só? Família, amigos, relacionamentos afetivos, trabalhos são alguns dos recheios usados para preencher um vazio, para preencher um buraco imenso que nunca fica realmente cheio. Quando vemos que o emprego dos sonhos nem sempre vale a pena, quando sentimos que muitas vezes gostaríamos de ficar longe da nossa família e que o relacionamento não corresponde, o fantasma que julgavámos totalmente enterrado volta a nos atormentar. Temos carências, profundas e amargas. Carências que se não forem corretamente tratadas viram feridas enormes. O problema não é a família, nem amigos, nem trabalho e muito menos amor. O problema sou “eu” enquanto indivíduo. Não percebo que estou conectado a tudo nesse universo. Não posso jogar a responsabilidade de me sentir bem na família, nos amigos, no trabalho, no amor. Eu sou profundamente responsavel por mim mesma. Eu possuo uma tremenda responsabilidade de me fazer feliz. Não posso delegar essa tarefa a mais ninguém. Nasci só mas profundamente interligado a tudo o que vive e respira e também a tudo que é inanimado. Eu faço parte da natureza, não estou desconectado. Posso não me identificar com a forma que a sociedade me avalia mas faço parte de algo muito maior do que ela. Eu faço parte da natureza. A família não se limita a laços sanguineos, ela se estende a amigos, vizinhos. Em alguns casos encontramos mais apoio junto aos nossos amigos do que a nossa família. O trabalho pode ser maravilhoso se realmente nos sentimos produtivos, criativos e receptivos com as idéias que temos da vida. O amor – esse é algo muito delicado. Algumas pessoas pensam que ao encontrarem o amor dos seus sonhos a sua solidão estará acabada. Um engano que pode ser muito doloroso e cruel. O amor é compartilhar, ele é capaz de curar carências desde que consigamos aprender e crescer com ele. Quem quer curar carências não deve perder tempo buscando amor , mas sim procurar um terapêuta. Não é uma dominação de poder, nem um toma lá e da cá. É uma profunda relação de respeito. Eu penso que para curarmos a nossa solidão, não adianta irmos a um teatro lotado e nem buscar companhias. Temos que estaramos sós. Por mais paradoxal que isso possa parecer é justamente na solidão que devemos curá-la. Sentarmos quietos, e começar a tirar pra fora da nossa vida tudo o que tentamos preencher no vazio da nossa existência. Quando fizermos esse balanço, descobriremos o porque nos sentimos sós. E dessa forma poderemos exercer a função pela qual somos capazaes de cumprir – viemos a esse planeta com o único objetivo de sermos felizes. Não sós, não mal amados, não infelizes, não com situações carmicas. Quando assumimos o controle de nossas vidas somos capazes de sermos felizes. E para isso não necessitamos jogar nossas carência e nem tentar fazer jogos de afetos em carreiras para preencher o vazio de uma alma infinitamente feliz. Quando descobrimos tudo o que de bom temos, a solidão se dissolve, se transmuta. A natureza tem uma capacidade de se auto organizar e de se auto curar. Nós somos parte dessa natureza e adquirimos esse mesmo dom. Algumas vezes é necessário que nos dobremos como os bambús e em outros podemos ser fortes e orgulhosos como um carvalho. O que não podemos é ir contra a natureza – a solidão significa exatamente isso.

terça-feira, outubro 02, 2007

Crer no Amanhã


Crer no Amanhã.

Algumas vezes torna-se muito difícil acreditar em um futuro melhor do que vivemos no presente. Estava justamente pensando sobre o amanhã quando recebi esse texto. O autor é Frei Aldo Colombo, e quero compartilhar com todas as pessoas que visitam meu blog. Crer no Amanhã é possível e muito necessário. Em alguns momentos é justamente essa crença que pode nos manter vivos e nos trazer de volta aos braços de quem amamos.

Ao final de mais uma jornada, o velho monge, numa pequena gruta ao sopé da montanha, acendeu sua fogueira para espantar os animais e aquecer seu corpo na noite fria que se aproximava. Comeu um pedaço de pão velho e uma fruta colhida no bosque.Na verdade ele estava sonolento, cansado - pior do que isso – começava a duvidar de sua peregrinação mística em busca de um sentido para a vida. Ficou olhando para a fogueira e pensando na longa caminhada do dia seguinte. As brumas do sono chegaram logo e ele sonhou com uma montanha imensa, rochosa e banhada de sol. Lá em cima existia um ninho e nele, uma majestosa águia preparava-se para levantar vôo. Mergulhou no céu, deu duas voltas e partiu, deixando dois ovos no ninho aquecido. Um sussurro de voz partiu de dentro de um dos ovos: está esfriando! Assim a gente não vai chocar nunca, respondeu o companheiro. E o diálogo continuou: como será a vida além da casca? Se é mesmo que existe vida depois... Ninguém voltou para contar como é. Eu gostaria de ter alguma prova de que somos mais do que isso, mais do que dois ovos brancos e sem graça. Tenha fé, respondeu o companheiro, somos feitos à imagem e semelhança da mãe; um dia sairemos daqui e voaremos pelos espaços azuis e infinitos. E o diálogo não continuou porque a águia voltara ao ninho e um suave calor os envolveu.Depois passaram-se longos dias e noites. Por vezes, a mãe desaparecia e as dúvidas voltavam. Eles gostariam saber o que existia mesmo do outro lado da casca, caso existisse o outro lado. É possível que sejamos ovos chocos, sem futuro, argumentava o mais pessimista. E num dia qualquer, perceberam um barulho estranho. O que será mesmo? Isto me assusta! A casca se havia rompido e uma luz muito forte envolveu as duas pequenas aves. Ali estava a mãe, mais adiante as montanhas, o céu azul, paisagens jamais imaginadas... O velho monge acordou, o sol esquentava sua face e mil pés acima dele estava uma imponente águia real. Esfregou os olhos, sorriu e pegou de seu cajado e continuou a caminhada. Assim é a vida. Andamos na penumbra e, às vezes, nossas certezas desaparecem. A caminhada fica sem sentido e o futuro passa a ser imaginado como ilusão. Nunca ninguém voltou para explicar como é. Nossos horizontes são curtos e nossas expectativas do tamanho do pequeno mundo que nos envolve. A miopia é o nosso modo de ver o amanhã. E isto, se o amanhã existir! O apóstolo Paulo também se interrogava sobre o futuro e um dia lhe foi revelado como seria o depois e resumiu esta experiência dizendo: "os olhos jamais viram, os ouvidos jamais escutaram, o coração jamais imaginou o que Deus prepara para aqueles que o amam!" ( 1 Cor 2,9 ) São as surpresas de Deus. Vale a pena continuar caminhando.

Autor: Frei Aldo Colombo

segunda-feira, setembro 03, 2007

Ponto de Mutação



“Ao término de um período de decadência sobrevém o ponto de mutação.
A luz poderosa que fora banida ressurge.
Há movimento, mas este não é gerado pela força.... O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O velho é descartado, e o novo é introduzido. “Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí nenhum dano.”
I Ching – Oráculo Chinês.

Tive o privilégio de assistir o filme Ponto de mutação, baseado no livro de Fritjof Capra. É um filme que nos faz pensar. Talvez seja um desses presentes que recebemos do universo e embalados tecnologia.
Após a exibição do filme comecei a questionar o quanto a natureza é perfeita, e em quanto nós, seres humanos dependemos dela e também como a tratamos mal. O mundo esta em transformação, tanto religiosa, política, social e principalmente no meio ambiente. Podemos suportar apesar das dificuldades, as mudanças da esfera social e política, no entanto, no que menos nos importamos, com o meio ambiente, esta mudança poderá acarretar uma catástrofe sem precedentes. Vivemos em tempos difíceis, há palavras que devem ser substituídas, o ter pelo ser é uma delas.. O alerta contundente não tem vindo dos místicos, mas de homens da ciência e de conhecimento como o professor James Lovelock, (cientista independente, ambientalista, autor e pesquisador, Doutor Honoris causa de várias universidades no mundo inteiro.) Fritjof Capra (ph. D., físico, trabalha com a Teoria dos Sistemas) e também escritores como Conor Corderoy, (advogado, professor e escritor) através de seu livro Dark Rain. As mudanças são significativas e profundas, talvez irreversíveis. O Professor James Lovelock tem escrito com o objetivo de alertar ao mundo sobre as debilidades que o planeta esta vivendo. No ano passado lançou uma obra cujo título é a Vingança de Gaia, onde retrata a terra como um organismo vivo em busca de socorro e as possíveis soluções para salvá-la. Capra por sua vez vem divulgando ao mundo a revolução que acontece nas ciências, principalmente na física. Dentro desse contexto há novos conceitos de espaço, tempo e de matéria, desenvolvidos pela Física subatômica. Ele ressalta também a necessidade de abrir espaço para uma visão mais holística da medicina e da saúde. O Hoje exige que façamos uma associação entre as filosofias e a ciência. É urgente que possamos abrir a nossa mente e permitir que essas idéias se englobem juntamente com todo conhecimento adquirido no passado. Idéias rígidas e arcaicas não são mais admissíveis. O novo se apresenta a nossa porta. Temos apenas uma escolha, aceitá-lo, para que o planeta continue existindo. Fico pensando na natureza, acredito que ela de uma forma ou de outra irá se regenerar porém não sei se o homem conseguirá obter o mesmo resultado. O livro Ponto de Mutação, bem como o filme, lança uma luz e uma abordagem diferenciada. Fritjof Capra como um físico conceituado havia lançado anteriormente um grande questionamento, ele, em um livro anterior O Tao da Física provocou o conhecimento convencional ao demonstrar os surpreendentes paralelos existentes entre as mais antigas tradições místicas e as descobertas da física do século XX. Basta a nós apenas abrirmos nossos olhos e nossas mentes antes que seja tarde demais, percebermos que vivemos numa crise enfatizada pela mudança de paradigmas. O que ontem era certo e seguro hoje deixam de ser. Aqui no Brasil costumamos usar um dito popular – não podemos deixar o certo pelo duvidoso, talvez agora devêssemos inverter e dizer – é bem provável que o duvidoso seja muito melhor do que o certo.

domingo, agosto 19, 2007

Dark Rain - Ficção ou uma realidade muito próxima de nós?



“A Terra está morrendo.


Eles já conheceram isto no ano 72. Quando esses "hippies" e essas "extravagâncias"
Começaram a manifestarem-se sobre a poluição do ar e do mar. Os cientistas da NASA, esses que trabalharam no oceano ártico e no Antártico já falavam entre si, em baixa voz, no dióxido de carbono e o aumento de calor dentro da atmosfera e o efeito estufa.
Então, homens anônimos de terno cinza, reunidos entre fumaça de charutos em clubes exclusivos de Londres e Washington, temendo a opinião pública, começaram a se perguntar se não teriam um problema.
Entregaram um relatório para os cientistas. Eles chamaram o Relatório de Éden e foi dedicado exclusivamente aos olhos do presidente do U.S, Para o primeiro ministro britânico e o presidente do EEC. E possivelmente, se fizesse falta, aos chefes de estado dos países do EEC.
Quando o relatório foi apresentado finalmente, disseram o que ninguém, exceto os cientistas esperavam. A poluição do ar e a contaminação da água Não seria um problema para a humanidade durante muito tempo. Porém em mudança o CO2 e o metano serão um problema mesmo, muito em breve, já que estavam transformando a atmosfera do planeta em uma estufa. Logo estaria muito quente. O Pólo norte se fundiria e com ele a Groenlândia. E isso não acontecerá lentamente.

À medida que fosse derretendo o gelo oceânico, as temperaturas ambientais iriam subir cada vez mais e o processo iria desestabilizar a camada de gelo que cobre a Groenlândia, enquanto iria desmoronando para o mar em avalanches com um peso equivalente a um trilhão de toneladas. Tudo aconteceria sem aviso, de forma repentina.
Haveria tsunamis gigantescos que arrasariam as costas do Atlântico e deste modo, o clima global mudaria de forma catastrófica, da noite para o dia. Tudo isso estava no conhecimento deles desde 1979.
Realmente, eles tinham um problema. A Terra estava morrendo. “

O texto acima faz parte de um livro lançado na Inglaterra, Dark Rain, de Conor Corderoy, pela editora Macmillan New Writing,(pode ser encontrado na Amazon.com). O autor faz uma análise das condições vividas pelo planeta e projeta em um futuro não muito distante, o desastre ambiental da Terra. Ao lermos um livro como o de Corderoy, que infelizmente, ainda não tem tradução para o idioma português, podemos pensar – mais um livro de ficção. Porém a ficção não esta nada longe da realidade. As notícias sobre o aquecimento global e os efeitos sobre a estrutura da terra são alarmantes. Recebemos diariamente informações através da mídia sobre os desastres ambientais que se alastram em todos os quatro campos do mundo. Recentemente houve um terremoto no Peru com mais de 200 mortes. Na própria Inglaterra, terra natal do autor, é possível detectar os avanços e as instabilidades do tempo através das inundações. O Clima esta mudando, a natureza tem dado a resposta ao homem pela forma como é tratada. O Protocolo de Kyoto não é respeitado. Países do primeiro mundo continuam pensando no lucro ao invés da prioridade principal – o direito a vida. Aqui no Brasil, temos o pulmão do mundo – A floresta amazônica – e essa floresta esta sendo desmatada dia-a-dia. Enquanto governos não promovem ações fundamentais para salvar o planeta ainda existem alternativas. O Livro de Conor Corderoy é uma obra de ficção, mas também de forma emocionante, trás a tona uma grande conspiração mas, também é um grande lerta. Alerta sobre o que ainda é possível fazer para salvar o que nos resta. Curiosamente, uma das ações mais controversas provém dos Estados Unidos da América. O Estado da Califórnia entrou com um processo contra os principais fabricantes de automóveis norte-americanos, europeus e japoneses que pode causar uma verdadeira revolução. O promotor-chefe Bill Lockyer afirma que essas empresas produziram milhões de veículos que contribuíram significativamente para o aquecimento global, o que vem danificando os recursos, a infra-estrutura e a saúde ambiental da Califórnia. Em contrapartida ele exige que as empresas indenizem o estado por danos já causados e também por prejuízos que venham a ocorrer no futuro em virtude de mudanças climáticas causadas pelo efeito estufa. Isso é um procedente jurídico. O livro Dark Rain trás a tona problemas que teimamos em esquecer, mas a obra, ao contrário de todas as previsões, também nos aponta a lembrança de que somos responsáveis pelas futuras gerações. Um ambiente limpo, seguro, cooperativo pode e deve ser nosso legado as futuras gerações. De nada adianta o lucro vir em primeiro lugar porque futuramente o dinheiro não irá salvar o planeta, mas sim a cooperação entre todos os povos da terra.

terça-feira, julho 31, 2007

Fantasmas Sociais

Fantasmas Sociais



Estava lendo sobre a atriz americana, Halle Barry que recebeu sua entrada na calçada da fama. Junto com toda a atenção da mídia, os holofotes e o pensamento de milhões de pessoas – ela é tão linda - murmurava-se que essa mulher tão bela, tão famosa e tão bem sucedida havia tentado o suicídio. Que fato estranho, alguém ser tão maravilhoso e, no entanto não querer mais viver. Somando-se a essa exclamação mútua – você deve estar pensando a mesma coisa – fiquei sabendo que uma amiga, com uma vida perfeita, com marido perfeito, quer a separação. Ela me disse – sou infeliz.
Paralelamente a isso, me vem o nome de um filme – O Espelho tem duas faces. Também me ocorrem outras inúmeras situações em que homens, mulheres, lindos e lindas, com sucesso, com glamour quiseram terminar com suas vidas das mais diversas maneiras. Talvez o grande inimigo de todos esses homens, mulheres, eu e você sejamos nós mesmos. Damos tanto valor à aparente superfície que tentamos moldá-la ao gosto do freguês. Por freguês podemos entender toda uma sociedade que nos acolhe e nos protege desde que sigamos suas regras pré-estabelecidas. Casais devem parecer perfeitos. Artistas devem parecer bem sucedidos. Devem estar alegres sempre, bonitos sempre, saudáveis sempre. Há, no entanto algo muito mais importante e valoroso do que os papeis representados para o público, sejam estes pequenos ou privados. O nosso verdadeiro eu interior. E quando lutamos contra a nossa verdadeira essência em prol da roupagem usada na área social, existe o sofrimento e a dor. Porque temos que vender uma imagem para o mundo do que somos lindos, bonitos, elegantes e maravilhosos. Porque temos que parecer alegre quando o que queríamos era somente estarmos sós. Porque vendemos tanto a imagem do dia-a-dia, que é uma máscara social e deixamos de usar nossa verdadeira roupa. Porque temos que ser bem sucedidos, aparentando dentro de moldes já arcaicos e corrompidos. Nós perpetuamos estruturas corrompidas. Vivemos junto com companheiros que não nos estimulam que não nos amam que competem diariamente conosco. Passamos uma imagem à sociedade de um casal feliz, nossos filhos futuramente agiram exatamente como nós e os filhos de seus filhos. Criamos gerações de frustrados. Vimos diariamente astros e estrelas maravilhosas, esbeltas, lindas, poderosas, completamente sós ou incapazes de manterem um relacionamento. Vivemos vidas de aparências. Temos medos de ouvir nosso verdadeiro interior, Temos medo de matar nosso pior inimigo, a superficialidade. Precisamos das aparências porque mascaram nossas vidas vazias. Somos seres carentes. Precisamos desesperadamente de amor e nessa busca constante nos esquecemos que o amor maior é justamente o que provém de nós mesmos. Porque temos que ter casamentos infelizes, carreiras estressantes, solidão. Porque precisamos pagar um preço tão alto em busca de uma imagem ideal se ao final essa imagem some e apodrece. Porque não buscamos a nossa verdadeira capacidade criativa. Precisamos realmente de tanto dinheiro para sobreviver? Precisamos ter sempre a roupa da moda? Precisamos gerar mais uma dinastia de infelizes à custa do papel social embutido em cada um de nós. E esses fatos não se aplicam somente aos perfeitos, aos lindos e famosos. Os também imperfeitos menos lindos e nada famosos fazem parte deste rol de atribulação humanitária. Tais pessoas vêem seu modelo de sucesso no insucesso interior de superfície social. Li certa vez que alguns meninos das favelas cariocas estavam roubando, matando porque desejavam os tênis de marca, as calças de griffes e assim por diante, como se ter tais acessórios os tornassem pessoas aceitas pela superfície aparente. Não existe certo e um errado, mas penso que em nada onde for colocada a hipocrisia de uma sociedade desgastada deva ser realmente considerado. Acho lindo e me emociono quando vejo dois idosos de mãos dadas, conversando, passeando. Sinto-me feliz quando vejo pessoas famosas colocando para fora situações onde tiveram que fazer um balanço das suas vidas. Sinto-me estimulada quando sei que amigos meus tiveram seus trabalhos reconhecidos. Mas também me sinto triste em perceber o quanto ainda nos apegamos a coisas efêmeras e o quanto somos levados de maneira brutal pelo desamor a nós mesmos. A vida é grandiosa, divina, seja para você um simples mortal ou para alguns dos nossos ídolos. Podemos torná-la especial e para isso teremos a profunda necessidade de combater o medo. O medo do não dar certo, o medo de dar certo, isso somente se tornará possível se ao invés de olhar a superfície aparente de um lago, ousar mergulhar nele e descobrir a pessoa linda que existe em cada um de nós.

quarta-feira, abril 04, 2007

Tudo tem um preço


Tudo tem um Preço

Na vida tudo tem um preço. Não existe nada, absolutamente nada que seja gratuito. Pagamos desde o alimento que consumimos as roupas que usamos e as atitudes que tomamos. Penso que talvez o custo maior a ser pago por nós, são justamente as atitudes e riscos que assumimos. Em muitas situações ficamos confusos, em outras, ficamos eufóricos e como resultado entre a confusão e a euforia poderá emergir um estado de profunda alegria ou de profunda tristeza. O ideal de tais eventos é o equilíbrio, mas este é um estado que requer sabedoria para ser compreendido. Não foram poucas às vezes em que julguei que conseguiria realizar determinada tarefa, construir determinado relacionamento, no entanto minhas tentativas foram infrutíferas. Eu possuía toda a vontade e todo desejo de realizar e de fazer coisas. Eu assumi uma atitude bastante positiva. Porém, meus desejos não foram concretizados. Por quê? Talvez porque eu pensasse enquanto Deus. Eu agi como se todas as coisas dependessem de mim e não é assim que acontece. Existe uma teia de fatos e eventos que independem da nossa vontade por mais que esta seja poderosa e forte. Sempre temos um preço a pagar. Esse preço pode ser traduzido por conhecimento, frustração, cautela, euforia, discernimento, sabedoria. Mas acima de tudo temos que compreender que o preço pago por nós terá o exato valor da busca de nossa liberdade. O que futuramente poderemos comprovar ser essa de uma riqueza inestimável.

terça-feira, março 13, 2007


Porque gritar?!!!Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?- Gritamos porque perdemos a calma. - disse um deles.- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? - Questionou novamente o pensador.- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça. - retrucou outro discípulo.E o mestre volta a perguntar:- Então não é possível falar-lhe em voz baixa? Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu-o. Então ele esclareceu:- Vocês sabem por que se grita com uma pessoa? O fato é que quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem.É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas. Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta."(Mahatma Gandhi)


Retorno


Sinto no ar a mudança das estações. Sinto a presença de mais um outono chegando. Os dias ainda são quentes, porém à noite trás aquele tão característico vento, indicando a chegada de um novo tempo.
A natureza é perfeita. A sua perfeição engloba todos os reinos, todas as formas de vida, todas as pessoas e todos os jeitos de viver. Incluo-me nesse modo de perfeição. O aprendizado dessa natureza requer muito trabalho. Muitas vezes somente com o erro é que podemos vislumbrar os acertos. Hoje estou presente e consciente de um novo tempo. Em tempo ainda confuso, mas existente. Hoje eu retorno ao meu lugar. As letras. Tenho sofrido algumas lições da vida que, num primeiro momento foi muito doloroso, mas em um segundo momento me mostrou o quanto eu posso ser forte. O quanto eu posso sair de meu estado depressivo (um estado profundamente caloroso), onde o que impera não são os nossos valores, mas sim as nossas penas. Hoje rompi com meu ego ao admitir que exista vida, e muita vida fora das limitações impostas a mim mesma. Hoje é um grande dia. Acordei saldando a natureza e agradecendo por ter concluído mais uma prova. Talvez outras provas venham. Quem ama e quem sente e quem é humano passará à vida se pondo a prova e a vida passará lhe provando, que tudo é possível. Não existem limites, existem medos, não existe tristeza que não possa ser transmutada. Sim, existe muita vida além das fronteiras, da minha, da sua e de qualquer depressão. Para perceber essa inexistência de barreiras basta levantarmos a cabeça e pararmos de olhar somente o nosso umbigo. Apesar de o umbigo ser poderoso. A vida além dele é muito melhor.

sábado, fevereiro 10, 2007

Luto


Eu quase que diariamente sou testemunha de toda a violência que assola o país. As autoridades deveriam nos dar mais proteção? Sim, é claro que sim. Mas, o que eu vou dizer pode ser contestado por muitos, mas todos nós somos responsáveis pela violência. Na medida em que damos valor ao ter e não ao ser entramos em confronto cada vez mais com a partícula divina de cada um. Os pais que trabalham de mais e não tem tempo para seus filhos, a busca obcessiva pelo conforto e toda a materialidade que diariamente tentamos almejar. O material é uma carcaça vazia, acaba, apodrece, termina. Quanto mais uma sociedade estiver envolvida na busca material mais a violência tomará conta. Eu, não me lembro bem, lí uma matéria sobre a morte de um garoto porque ele não quis entregar o tênis de griffe. O assassino, também um adolescente se transformou em assassino devido a um tênis - um tênis que acabaria, apodreceria mais cedo ou mais tarde. Acredito que a única solução, é a revisão consciente da nossa escala de valores. Enquanto isso, infelizmente mais e mais crianças serão mortas pelas nossas faltas. Eu lamento e não saberia o que dizer aos pais desse menino que morreu com muita dor, arrastado no Rio de Janeiro. Eu rezo, para que no futuro o homem perceba que o que realmente se leva dessa vida é o ser e não o ter.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

O sonho dos homens em tornarem-se Cristo.



“- tudo na minha vida sempre foi difícil, lutei muito pra conseguir isso. Essas palavras não são minhas. São de uma moça que estava me contando suas frustrações. – agora o pai do meu filho, não quer pagar a pensão. E eu mais uma vez tenho que arcar com tudo sozinha.
- Você já consultou um advogado?
- não, mas eu tenho medo que ele fique na cadeia e ai não pague nunca.
- Mas você acha justo arcar com tudo sozinha sem a participação dele.
- pois é como eu te falei tudo pra mim é difícil. Eu sou espírita e eu tinha sonhos que estava pisando em pedras o tempo todo e ai me explicaram que são as coisas que eu tenho que pagar.
- e você já pensou que não precisa ser assim, que nós viemos pra aprender e não para sofrer.
- há, eu não sei.
- no caso do pai do teu filho, procura os teus direitos. No Brasil um homem pode ser preso se não pagar pensão alimentícia.
- eu já falei isso pra ele, mas ele ri na minha cara.
- criatura, para de sofrer, temos o poder de criar a nossa realidade, o que tu imagina acontece.
-há Fátima não sei não. Eu fico preocupada. “Às vezes nem durmo direito.”
Esse diálogo eu tive com uma moça que trabalha como empregada doméstica em um dos apartamentos do prédio onde moro. Após essa conversa comecei a pensar, porque temos o hábito de sofrer. Porque carregamos tanta culpa. Pra que, por quê? A vida seria tão mais simples se cada um assumisse somente a sua responsabilidade e não a responsabilidade dos outros. No caso dessa moça, seu sofrimento advém de tentar carregar sozinha uma responsabilidade compartilhada. Gosto de vários pontos da doutrina espírita, mas acredito que assim como outros ensinamentos, é uma doutrina mal interpretada. Tais doutrinas são baseadas nos ensinamentos cristãos – mas sinto que as maiorias dos cristãos ficaram tão acostumadas a ver a imagem de Cristo na cruz, que se recusam a abrir seus ouvidos e olhos internos para ouvir e ver o que esse mestre realmente quis transmitir. Certa vez uma amiga, formada em psicologia, me falava que algumas pessoas encontram prazer na dor, pois quando a depressão atinge níveis muito profundos o próprio indivíduo busca no seu interior mecanismos de fuga. Como é difícil imaginarmos e até sentirmos que podemos conseguir uma vida plena não tendo como principal recurso o próprio sofrimento. Todas as pessoas têm problemas, sonhos, frustrações, mas o que nos diferenciam uns dos outros e a forma como lidamos com esses elementos. Os ensinamentos estão a nossa disposição, mas precisamos aceitá-los. Choramos por amores fracassados, perdas de empregos, falta de recursos, doenças, mortes, choramos e nos martirizamos por várias dessas situações. O choro pode ser uma terapia, mas pode também se transformar numa maldição. Tudo tem um término. Estamos nesse planeta para buscar um aprimoramento. Os ensinamentos estão a nossa disposição, mas o maior ensinamento de todos é aquele que nos ensina a aprender. O sofrimento é um acúmulo de fardo. Se tentarmos parar de levantar um fardo maior do que possamos carregar, poderemos aprender com o sofrimento. Poderemos ver as lições das situações vividas. Não temos que carregar a responsabilidade do outro. A sabedoria esta disponível. “Não voz inquieteis, pois pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal."

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Sucesso.


Eu sou uma pessoa profundamente apaixonada pelos grandes mistérios. A possibilidade de descobrir o que ninguém sabe me fascina. Hoje eu me peguei pensando em uma frase bíblica – A Fé remove montanhas. Comecei a imaginar o que Cristo realmente quis dizer com esse ensinamento. Então fui mais longe – surgiu bem na minha frente outra palavra – sucesso. Levei um tempo para entender a vinculação das duas coisas – a fé remove montanhas e sucesso. O que é ter sucesso. Em um mundo materialista como o nosso as pessoas poderiam dizer – é ter uma casa que vale milhões, ser casado com uma super modelo que jamais envelhecerá ou ser reconhecido e acolhido pelo público e pela crítica, seja qual público e qual crítica for. Mas será que ter sucesso e apenas apresentar provas da materialidade de um mundo amplamente globalizado. E aquele zelador humilde da escola, do prédio que sempre se apresenta com um sorriso e é casada com a Dona Maria, que esta acima do peso e os dois quando vistos juntos estão sempre de mãos dadas. Será que aquele zelador tem consciência do grande fracasso que ele é. Olhando bem, esse zelador tem uma aparência que transmite trabalho, paz. Ele e a Dona Maria estão sempre sorridentes. Mas é ai – parece que ele este sempre voltado para a família. Será que esse João ninguém casado com essa Dona Maria não é um sucesso. O que ele e ela sempre quiseram foi ter uma família, um trabalho simples, mas que mantivesse o sustento, que criassem os filhos – será que esse casal não é um grande sucesso? Tentando pegar os fragmentos desses vários pensamentos surge outro detalhe. Um documentário que assisti recentemente – The Secret. Mas afinal qual o grande segredo e porque a fé remove montanhas e por que o sucesso. O documentário fala de uma lei de atração. Segundo este – você atrai o que pensa. Ai olhando pela perspectiva bíblica – a fé remove montanhas, ou seja, o que você realmente deseja, um desejo que venha das profundezas da sua alma acaba acontecendo. Juntando tudo isso vem o sucesso. O que o zelador realmente quis na vida foi ter uma esposa, criar um lar. Ele conseguiu isso, ele teve fé que isso aconteceria e conseguiu isso. Ele é um sucesso. Olhando tudo isso de uma perspectiva limitada – podemos ver guerras, desastres, mortes, caos, e mais uma vez me vem às versões bíblicas. O Homem sábio constrói sua casa na pedra. Tenho uma teoria. No passado li algumas biografias de alguns homens que deixaram grandes ensinamentos para a humanidade, todos eles passaram sofrimentos e privações. A grande maioria deles teve uma origem humilde, mas esses homens tiveram a fé necessária para prosseguir. E quando falo em fé não me refiro apenas à questão da divindade externa, mas na nossa divindade interior. A prova maior que Deus existe é termos o poder de criar nossa própria realidade. Temos o poder de fazer nosso caminho por mais difícil e árduo que ele seja. Pode parecer apenas mais um pensamento perdido nesse mar de lama. Mas não é. Nessa dimensão o sucesso surge com toda força quando somos nós mesmos. Quando lutamos e trabalhamos para realizar os nossos sonhos, talvez aqueles sonhos de infância, perdidos em uma vida meio vazia. Aquele antigo e belo sonho de apenas ser feliz. Talvez resida nisso o The secret.