
Várias palavras é um resumo de pensamentos que circulam com mais intensidade em minha mente. É um processo, algumas vezes rápido, outros mais vagarosos, mas independente dessa velocidade, tais pensamentos sempre serão verbalizados. Esse é o espaço da transformação, idéias em palavras
terça-feira, outubro 28, 2008
Mudanças

sexta-feira, outubro 24, 2008
Seja Paciente
seu coração, e tente amar os próprios problemas como se
fossem salas fechadas, livros escritos numa linguagem muito desconhecida.
Não procure por resposta que ainda não poderiam
lhe ser dadas, porque você não seria capaz de vivê-las.
Procure, sim, viver tudo.
Viva os problemas agora e talvez então,
gradualmente, sem perceber, algum dia você seja levado em
direção às respostas.
( desconheço a autoria)
segunda-feira, outubro 20, 2008
Falando um Pouco de Política - Porto Alegre, Eleições 2008, Reta Final

Há muitos anos em minha adolescência, fui aluna do curso pré-vestibular Universitário. Foi ali que conheci José Fogaça, que dava aulas de literatura. Na época ele havia sido colocado na Assembléia Legislativa por uma imensa votação de estudantes, principalmente secundaristas. Ainda estávamos no Regime Militar. José Fogaça era considerado um pensador. Já Maria do Rosário soube da sua fama através de uma líder comunitária de uma vila aqui na capital, muito tempo depois. Maria do Rosário teve uma votação maravilhosa na sua primeira candidatura à Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Ao perguntar para essa líder porque Maria do Rosário teve uma votação tão expressiva, ela me respondeu – Maria esta sempre trabalhando junto conosco. Sempre na luta. Por isso o povo vota nela. Bem, no decorrer dos anos tenho acompanhado a trajetória desses dois candidatos a Prefeitura de Porto Alegre. Fogaça, relator de importantes projetos no Senado e Maria do Rosário, bem mais jovem, assumindo cada vez mais seu espaço.
Também quando cursava a faculdade de jornalismo da PUCRS, tive o privilégio de trabalhar como estagiária na primeira administração do PT com o então prefeito Olívio Dutra. Olívio é um homem dinâmico, olha nos olhos das pessoas que esta falando, é gentil, articulado, um político íntegro e se falo nele nesse momento é porque Maria do Rosário me lembra muito a postura de Olívio Dutra. A gestão desse prefeito foi repleta de mudanças significativas em nossa cidade. Maria também é dinâmica, articulada, trabalhadora, olha as pessoas nos olhos é honesta. Há três anos atrás, eu a encontrei na Redenção e lhe perguntei como estava à situação no partido frente a tantas denuncias e CPIs. Ela me respondeu que havia sido um ano muito difícil. Era difícil, mas necessário defender o governo federal. Bem, hoje vendo que o país evoluiu a cada dia percebo que ela estava muito certa.
Meu voto vai para Maria do Rosário, não que José Fogaça seja um mau político. Ele é bom. Porém Maria do Rosário tem o pique que essa cidade necessita. Se ela for eleita serão quatro anos de muito trabalho, de inúmeras reuniões e certamente muitas mudanças e realizações em Porto Alegre. As mulheres têm muita força, particularmente a trajetória política de Maria do Rosário prova isso.
O que queremos em nossa cidade? Essa é a grande pergunta que fica no ar. Quanto a mim eu respondo – quero que Porto Alegre figure no mapa Mundial. Quero mais escolas, quero mais obras, quero qualidade de vida. Com Maria do Rosário, tenho a certeza que meus desejos já estão se realizando.
domingo, outubro 19, 2008
Um Momento De Satisfação Pessoal

Na minha infância ouvia muitas histórias de Bagdá. Histórias das Mil noites, de Aladim. Em meus caminhos fiz contato com um poeta iraquiano radicado em Madri. Muhsin Al-Ramli, autor de vários livros e poemas publicados pelo mundo afora. Esse poeta leu alguns dos meus poemas, (um gênero literário) que pouco me dedico, e ele gostou. Reescrevi esses poemas para o espanhol e Muhsin os traduziu para o árabe. Minha grande surpresa e também satisfação foi quando esse autor me escreveu dizendo que minhas poesias tinham sido muito bem aceitas pela comunidade árabe. Para quem não sabe, poesias são muito admiradas e muito importantes para os árabes. Gostaria de dividir com todas as pessoas que visitam meu blog, esse pequeno momento de vaidade e sensação de ter cumprido uma pequena etapa do meu trabalho. Tenho essas poesias publicadas em espanhol em meu outro site – http://fpacheco5.blogspot.com e os sites em árabe são esses - http://www.mojz.com/inff - http://www.mojz.com/inff/news.php?action=show&id=372
http://www.adabfan.com/poetry/2228.html
sábado, outubro 04, 2008
Poesia Árabe
Autor – Muhsin Al- Ramli
Tradução – Fátima Pacheco
Não Libertem o Iraque de mim
Esta tinta derramado em sua imprensa
É o sangue do meu país.
Esta inundação de luz nas telas
É o brilho nos olhos das crianças de Basorá.
Esse que esta soluçando nas trevas do seu exílio
Sou eu;
Órfão depois de terem matado os meus pais: Tigre e Eufrates;
Viúvo depois de terem crucificado a companheira de minha alma: Iraque
Ah ... por ti, minha terra: crucificada entre as regiões.
Ai ... de vocês, senhores da guerra
Me escutem:
Não para a festa dos exércitos no telhado da minha casa.
Não ao carrasco que tenham plantado ou que irão plantar.
Não a sua liberdade de bombardear sobre as cabeças da minha gente
Não Libertem o Iraque de mim e nem eu dele.
Eu sou o Iraque.
Minha ervas são as letras e sei o que quero.
Deixe-me eu, a minha Rabeca e sua ausência.
Voltem para os seus filmes por trás do oceano.
Permitam-me que o que resta
dos minaretes, os mausoléus dos meus antepassados,
os túmulos da minha família ...
E bebam copos de petróleo até que vocês fiquem saciados.
Roubando o mel de enxofre e areia do deserto.
Leve seus clientes, com vocês.
Levem ao ditador com todas as partes de vocês que tenham comprado com o meu sangue.
Levem o que quiserem e marchem,
deixa-me só
abatido com os sonhos da minha irmã,
com a queima das palmeiras, nas margens da Mesopotâmia,
com os ossos do meu pai
Com o Chá e lanche.
Deixe-me só
com as canções tristes do Sul,
com a dança decepada do norte
e com o pavão real de Yasidíes.
Deixe-me só
Curando as feridas da minha terra Iraque
Apenas ...
Como Maria ...
Só com a minha solidão ...
Oh meu país: o crucificado entre as regiões.
Know how para animar a sua ressurreição.
Vocês saberão como se renasce de suas cinzas.
Vocês se esqueceram que ele é o criador da Phoenix?
Oh, inferno, para vocês chefes militares
Escutem-me:
Não assustem as nuvem em Bagdá com suas aeronaves.
Não semeiem soldados em nosso jardim.
Não tirem o cafetã de minha mãe.
Não. Não grite para libertar o Iraque de mim ou eu dele.
Eu sou o Iraque.
As aldeias têm florescido de meu abrigo, e sei o que quero.
Deixa-me eu, a minha família e o seu esquecimento.
Eu e os outros
Eu tenho um jasmim
E o macaco, uma camisa de seda
Tenho um copo de água para mim
E para a América, barris de petróleo
Eu tenho uma mãe
e um vizinho com jasmim na sua janela
E para você, bancos, torres e invejosos
Eu tenho asma e um cigarro
E vocês cobram impostos para o meu ar.
ESTÁTUAS
As estátuas estão no meio de fontes
E nós, no meio das cidades
no meio do mundo
Bem, se as estátuas são os nossos brinquedos
Brinquedos de quem somos nós?
E o que jogariam as estátuas
na nossa ausência?
E que fariam se nós andássemos
após desligar os jatos das fontes?
Após a chuva
Após a Chuva:
Sóis nas nuvens e córregos,
amêndoa doce e avelã,
dedos melados e pão quente.
Após a Chuva:
Minha mãe, meus irmãos
E a nossa casa de barro,
nossas pombas brancas.
Após a Chuva:
Arcos coloridos de paz,
sem braços, sem um presidente.
Após a chuva,
... depois da chuva.
Aniversário
O meu país é um bolo
E os mísseis são as velas
Os celebrantes são muitos
E o meu sangue é servido em copos
A casa é minha
E a minha família assassinada
Mas será que esta é a festa de aniversário de quem,
Caso você já tenha me matado
antes do meu nascimento?
A única mulher
Sou incapaz de confiscar seu relaxamento
Seus seios giram
para o outro lado.
Você é minha cúmplice em criticar este mundo e
você é feroz,
por isso eu tenho medo de te amar.
Não vou procurar o seu amor
apesar de que o meu amor te busca
e vou perguntar até o dia da minha morte:
Quem é você?
Estou com medo do seu amor,
Não vou procurar o seu amor
apesar de que o meu amor te busca,
mesmo que você seja aquela que eu amo.
terça-feira, setembro 30, 2008
A Arte através da poesia árabe de Muhsin Al-Ramli

A Beleza tem muitas formas. Ela é encontrada em qualquer lugar e se manifesta por imagens, sons, palavras, versos. A poesia é um dos traços do mundo árabe, prova disso pode ser constatado através da arte Muhsin Al-Ramli. Nascido no Iraque em 1967. Ele mora na Espanha desde 1995. Tem Doutorado em filosofia, filologia espanhol pela Universidade Autônoma de Madrid 2003, o tema de sua tese: Os traços da cultura islâmica em Don Quixote. É Tradutor espanhol de vários clássicos para o árabe. Das suas obras publicadas: Presente do próximo século (notícias) 1995. Em busca de um Coração Vivo (Teatro) 1997. Deixa distante do Tigre (notícias) 1998. Espalhando migalhas (Romance) 1999 Prêmio Arkansas (EUA) 2002 até a versão em Inglês: (Espalhando Migalhas). As felizes noites do bombardeio (de Narração) 2003. Somos todos viúvos das Respostas (Poesia) 2005. Dedos de dátiles -Título Original (Novela) 2008. Co-editor da revista cultural ALWAH. Atualmente é professor da Universidade Saint Louis, Madri.
Apesar das atribulações vividas pelo povo Iraquiano, Muhsin Al-Ramli encontrou na poesia a sua forma de protesto. Com versos que demonstram a sensibilidade da alma humana, ele transita pelo mundo ocidental levando a cultura árabe, através dos idiomas Espanhol e Inglês. Irei traduzindo futuramente, alguns dos seus poemas para o português. A beleza esta em todo lugar, principalmente nas palavras de Muhsin Al-Ramli.
A tristeza
É uma árvore espinhosa
que cresce no coração.
Cresce,
...cresce
e cresce,
até que ela cai
sua única fruta;
um cadáver apodrecendo
... isso é você.
NO a LIBERAR IRAK de MÍ
Esta tinta derramada en vuestra prensa
es la sangre de mi país.
Esta luz diluviada de vuestras pantallas
es el brillo de los ojos en los niños de Basora.
Éste que está sollozando en la oscuridad de su exilio
soy yo;
huérfano después de que hayáis matado a mis padres: Tigris y Eufrates;
Viudo después de que hubierais crucificado la pareja de mi alma: Irak
Oh... por ti, tierra mía: crucificada de entre las regiones.
Ay... de vosotros, señores de la guerra
Escuchadme:
No a la fiesta de los ejércitos en el tejado de mi casa.
No al verdugo que habéis plantado o al que vais a plantear.
No a vuestra libertad caída sobre las cabezas de mi gente en bombas
No a liberar Irak de mí o a mí de él.
Yo soy Irak.
Mis hierbas son las letras y sé lo que quiero.
Dejadme a mí mismo, a mi rabel y a vuestra ausencia.
Volved a vuestras películas detrás del océano.
Dejad para mí lo que queda
de los minaretes, de los mausoleos de mis ancestros,
de las tumbas de mi familia, ...
Y bebed de las copas del petróleo hasta que os saciéis.
Robad la miel del azufre y la arena del desierto.
Llevad con vosotros vuestros clientes.
Llevaos al dictador con cada parte de vosotros que ha comprado con mi sangre.
Llevad lo que queráis y marchad,
dejadme sólo
con lo derribado de los sueños de mi hermana,
con el incendio de las palmeras en las orillas de Mesopotamia,
con los huesos de mi padre
y el té de la merienda.
Dejadme sólo
con las canciones tristes del sur,
con la danza degollada del norte
y con el pavo real de los Yasidíes.
Dejadme sólo
curando las heridas de mi tierra Irak
Sólo...
igual que María...
sólo con mi solitario...
Mi país: el crucificado de entre las regiones.
Sabré cómo animar su resurrección.
Sabrá cómo renacer de su ceniza.
¿Acaso habéis olvidado que él es el creador del Fénix?
Ay, un infierno, para vosotros señores de la guerra
Escuchadme:
No asustéis a las nubes de Bagdad con vuestros aviones.
No sembréis soldados en nuestro jardín.
No quitéis la chilaba a mi madre.
No. Grito no a liberar Irak de mí o a mí de él.
Yo soy Irak.
Las aldeas han florecido de mi abrigo, y sé lo que quiero.
Dejadme a mí mismo, a mi familia y a vuestro olvido.
domingo, setembro 28, 2008
Caixa Econômica Federal - compromisso social
A semana que passou foi anormal dentro de meus padrões pessoais. Resolvi colocar em prática algumas determinações. A abertura de uma poupança foi um dos objetivos. Poupar seria a palavra chave. Sou profissional liberal, não tenho um salário fixo, então decidi que a Caixa Econômica federal seria o banco perfeito para que eu começasse a cumprir a minha decisão. Fui até o banco, esperei pacientemente ser atendida. Estava bem tranqüila porque esse banco é um dos poucos que não exige uma quantia estipulada para abertura de contas. Mas qual não foi a minha surpresa quando a funcionária me informou que naquele estabelecimento eram necessários R$ 100,00. Eu argumentei com ela que estava bem claro no site da caixa que não havia uma quantia fixa para abertura de poupança. Ela, em contra partida me informou que naquela agencia havia a necessidade de ter no mínimo R$ 100,00 para abrir uma poupança. Levantei da cadeira um tanto decepcionada, pois após muito tempo para pensar e decidido tomar uma atitude, não conseguiria levar adiante minha decisão por não ter naquele momento a quantia solicitada pelo banco.
Num primeiro instante, pensei em ir embora, mas mudei de idéia, a caixa é um banco popular e decidi falar com o gerente. Disse a ele o que constava no site da caixa e gostaria de saber por que aquela agencia estava agindo de forma diferenciada das demais. Em toda a semana, essa foi à melhor idéia que eu tive, pois o gerente de relacionamento me levou até o gerente geral, onde fui tratada com a máxima cortesia obtive todas as explicações. Uma delas era que não havia necessidade dos R$ 100,00 para abertura de conta poupança, mas sim, eles costumavam sempre entrevistar os futuros clientes pelo número cada vez mais crescente de “laranjas”, em função dos crimes virtuais que surgiam diariamente. Fui informada sobre isso e muito mais coisas do funcionamento do banco. Saí completamente satisfeita do estabelecimento.
Eu poderia ter ido embora simplesmente acatando uma determinação que considerava injusta. A maioria das pessoas faz isso. Porém a maioria das pessoas esquece que os serviços públicos foram criados para atender pessoas como eu e você. A caixa, mais do que loterias, incentivos ao esporte, financiamentos, foi idealizada para atender a imensa população brasileira. Seja na Caixa Econômica Federal, seja no SUS ou qualquer outro serviço dedicado ao povo brasileiro, temos que conversar reclamar, cobrar atitudes quando achamos necessários. Pagamos muitos impostos. Merecemos ter um serviço de qualidade. Ao conversar com a gerência, percebi que conversando nos entendemos. Eu, você, temos que ser respeitados e orientados quando necessário, e a gerência dos órgãos estatais somente poderão oferecer ao cidadão serviços de qualidade desde que eles saibam por que estamos reclamando.
terça-feira, setembro 23, 2008
ESCUTE A VOZ
Felicidade não vem dos outros vem de você.
Só você tem o dom de transformar sua vida, se está esperando outras pessoas mudarem, fazer ou trabalharem para sua felicidade,vai esperar eternamente; porque felicidade é obra somente sua.
Tudo que é valioso vem de dentro.
A pérola está dentro da concha.
O ouro está guardado dentro da terra ou dentro da água.
O valor do livro está dentro das páginas.
O tesouro está protegido dentro do cofre.
Por que o reino do céu está fora? Fora de nós?
O reino do céu está dentro de nós. Buscamos ser feliz por fora: queremos aquela carreira profissional, queremos aquele homem (ou mulher); desejamos possuir um belo físico, almejamos o carro do ano ( mais moderno que dos amigos); queremos a roupa mais vistosa e , se possível, com marca famosa; fazemos de tudo para sermos o mais popular entre os amigos...BUSCAMOS A FELICIDADE POR FORA DE NÓS.
Por isso somos tão infelizes. Ninguém pode fazer o outro feliz, só ele mesmo. Não faça promessas impossíveis: "benzinho, farei você muito feliz". É muita responsabilidade. Podemos compartilhar felicidade com outra pessoa e não trabalhar dentro dela porque isso é obra individual. Nem Deus mexe com o interior do homem.
Cada criatura é um universo único.
Não queira ser igual ao outro.
Não queira copiar o outro, o que ele veste, o que ele faz ou o que ele fala.
Seja você mesmo. Não copie.
Não se prenda com as opiniões dos outros.
Se você acha que é assim diga :"eu acho assim".
Não se preocupe com as opiniões de fora , se preocupe com a sua opinião (dentro de você).
Claro que se fizer algo errado ou que ofende ou machuque, procure se corrigir.
Há leis que temos que respeitar, leis humanas e divina. Seja sincero, se não quer ou não gosta de algo, diga: "não gosto".
E se ouviu algo que não gostou , não se sinta infeliz.
Não ligue. Não ligar é não se deixar ofender, magoar.
Não é o outro que fez você se magoar, é você que se deixou magoar ou ofender.
Você é que escolhe o que vai sentir e não a outra pessoa.
Os outros não mexem em nosso sentimento, só nós.
Eles estão fora, nós estamos dentro.
Não se envergonhe daquilo que sentiu.
Sentir é humano, só as pedras não sentem raiva, orgulho, vaidade, amor e alegria.
Procure conhecer o grau dos seus sentimentos e assim, seja senhor deles e não escravo.
Não reprima aquele sentimento que o faz se envergonhar, eduque-o.
Reprimir um sentimento é reprimir todos.
E repressão traz doenças na alma.
Assuma seus erros e se perdoe.
Os erros são nossos professores particulares , sem eles não evoluímos.
Lembremos que os inimigos estão dentro de nós e não fora.
Quanto aos erros do passado ou do presente, não nos amarremos neles.
Devemos assumir nossos erros e não colocar nas costas alheias. Carma não é castigo, é lição não aprendida. Até os Grandes Mestres da humanidade erraram em seus passados e a diferença é que não pararam de caminhar.
Outra coisa importante é sobre o apego. Não nos apeguemos as coisas, às pessoas ou situações. Um dia as coisas serão transferidas para outros "donos", as pessoas partirão e as situações se modificarão.
Nada está parado no universo. Os que param, estacionam.
As pessoas nascem sozinhas, morrem sozinhas e sozinhas viajam pela eternidade.
Não fique na dependência do outro, deixe o outro livre para crescer também.
Cada viajante carrega a sua própria mala e esta mala se chama experiência.
A experiência é individual.
Não fique preso as coisas de fora.
Ouçamos a voz que chama e ela está no nosso universo interno.
Essa voz está nos convocando para entrar dentro de nós e nos pergunta : quem somos? (temos que saber a resposta).
Ligue-se consigo antes de se ligar às outras pessoas, a solidão que está reinando em toda humanidade nos dias atuais veio, justamente, para facilitar esse conhecimento.
Quando estamos em lua-de-mel com nossos amores, amigos efamilia não temos tempo para entrar no nosso reino do céu.
Para onde vais?
Miryã Kali / MLucia( As palavras ,do texto acima, foram baseadas na palestra do médiumFrancisco do Espírito Santo Neto, com a orientação do espíritode Hammed ). Com algumas modificações e acréscimos ).Livros de Hammed : "Renovando Atitudes", "As dores da Alma ","Os prazeres da Alma", "A Imensidão dos Sentidos"
quinta-feira, setembro 04, 2008
terça-feira, agosto 26, 2008
Aprenda a escrever na areia
Chegaram, certa manhã, às margens de um grande rio barrento e impetuoso. Era preciso transpor a corrente ameaçadora. Ao saltar, porém, de uma pedra, Mussa foi infeliz e caiu no torvelinho espumejante das águas em revolta. Teria ali perecido, arrastado para o abismo, não fosse Nagib. Este, sem a menor hesitação, atirou-se à correnteza e livrou da morte o seu companheiro de jornada. Que fez Mussa?
Ordenou que o mais hábil de seus servos gravasse na face lisa de uma grande pedra, que ali se erguia, esta legenda admirável:
Neste lugar, com risco da própria vida, Nagib salvou, heroicamente, seu amigo Mussa.
Feito isso, prosseguiram, com suas caravanas.Cinco meses depois, em viagem de regresso, encontraram-se os dois amigos naquele mesmo local perigoso e trágico. E, como estivessem fatigados, resolveram repousar à sombra acolhedora do lajedo que ostentava a honrosa inscrição. Sentados, pois, na areia clara, puseram-se a conversar. Eis que, por motivo banal, surge, de repente, grave desavença entre os dois companheiros.
Discordaram. Discutiram. Nagib, exaltado, num ímpeto de cólera, esbofeteou brutalmente o amigo.
Que fez Mussa?Que farias tu, em seu lugar?
Mussa não revidou a ofensa. Ergueu-se e, tomando tranqüilo o seu bastão, escreveu na areia, ao pé do negro rochedo:
Neste lugar, por motivo fútil,Nagib injuriou, gravemente, seu amigo Mussa.
Surpreendido com o estranho procedimento, um dos ajudantes de Mussa observou respeitoso:
-Senhor! Da primeira vez, para exaltar a abnegação de Nagib, mandastes gravar, para sempre, na pedra o feito heróico. E agora, que ele acaba de ofender-vos tão gravemente, vós vos limitais a escrever na areia incerta o ato de covardia! A primeira legenda, ó meu mestre, ficará para sempre.
Todos os que transitarem por este sítio dela terão notícia. Esta outra, porém, riscada no tapete de areia, antes do cair da tarde terá desaparecido como um traço de espuma entre as ondas buliçosas do mar.
-A razão é simples - respondeu Mussa. O benefício que recebi de Nagib permanecerá, para sempre em meu coração. Mas a injúria... essa negra injúria... escrevo-a na areia, como um voto, para que, se depressa daqui se apagar e desaparecer, mais depressa ainda desapareça e se apague de minha lembrança!
segunda-feira, maio 12, 2008
Retratos urbanos
Décima sexta antologia da Andross Editora, a terceira só este ano, chega às livrarias no final do mês.
A crônica surgiu no início da era cristã, não como um gênero literário, mas sim como uma forma de ordenar os acontecimentos, sem aprofundá-los ou tentar interpretá-los.
Com o passar dos séculos, autores foram acrescentando, a esta visão impessoal dos fatos, elementos que, hoje, se tornaram uma espécie de marca registrada da crônica literária: o humor irônico, a linguagem ágil, a perspectiva em primeira pessoa, a visão pessoal das cenas do cotidiano.
Retratos Urbanos (Andross Editora, 160 páginas, R$ 25,00) reúne 47 crônicas escritas por 46 autores em início de carreira e organizadas por Edson Rossatto, editor da Andross.
As histórias relatam fatos que supostamente aconteceram com os autores e, num processo de identificação típico deste gênero, encontram eco nas memórias dos leitores, que já se depararam com situações pelo menos semelhantes: a indignação que antecede um exame de toque retal, as divagações do motorista parado no trânsito congestionado, a saudade do tempo dos bondes elétricos.
Retratos Urbanos é mais uma antologia da Andross Editora com textos inéditos de novos autores, que encontram neste formato uma oportunidade de publicar suas histórias. Foram analisadas 250 obras de autores de vários estados brasileiros, durante quase um ano, até se chegar aos 47 selecionados.
Esta é a 16ª antologia que a Andross lança em seus mais de três anos de mercado, a terceira somente neste ano. Por este sistema, a editora já publicou mais de 600 autores, de 14 a 68 anos, do ensino médio ao doutorado, amadores e profissionais. Alguns dos que estrearam nas antologias da Andross hoje já têm obras publicadas individualmente por outras editoras.
TRECHO:
Aqui estou, em um pub inglês de Ipanema, tomando uma maldita cerveja de treze reais e espreitando a ruiva que – eu julgava – estaria dando mole para mim. A frase acima contém uma série de incongruências que convém serem analisadas separadamente. Um pub irlandês em Ipanema, no quarteirão da praia. Em vez de as pessoas irem à praia, a um quiosque ou que o valha, vão a um recinto abafado, onde a fumaça de cigarro estaciona preguiçosamente sob o teto baixo, as cadeiras desconfortáveis estão sempre tumultuando a passagem e uma estante de livros tem edições antigas de Joyce, como se alguém no mundo afora, meia dúzia de freaks lesse Joyce. Outra incongruência era a cerveja de treze reais. Cerveja! Treze reais! Não vou perder tempo desenvolvendo.
“Coadjuvante”, de Pedro Vieira
Sobre a Andross Editora
Com mais três anos de mercado e 25 títulos publicados, a Andross Editora nasceu no campus da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, para abrir espaço aos alunos que não tinham condições de publicar seus primeiros textos. Iniciou as atividades com obras acadêmicas, cresceu e se manteve graças a um modelo de negócio diferenciado: a publicação de antologias. Até hoje, a editora já lançou 16 livros deste tipo, e está com inscrições abertas para mais 4 até o final do ano.
LANÇAMENTO
RETRATOS URBANOS - CRÔNICAS
Vários autores – Organização: Edson Rossatto
DATA: 17 de maio
LOCAL: Casa das Rosas – Avenida Paulista, 37 – São Paulo – SP
HORÁRIO: das 16h às 19h
Informações: www.andross.com.br
Mais informações para a imprensa:
ANDROSS EDITORA
Edson Rossatto
Contato pelo telefone: (11) 2943-7687
edson@andross.com.br
Maio 2008
sábado, abril 26, 2008
Mensagem do Dia - Fé

Desconheço a autoria.
sábado, abril 19, 2008
Kit de Sobrevivência
O final de semana prolongado chegou. E agora? Vamos pensar no que fazer e preparar-se para a semana que vem? E então, tudo preparado? Mas para se preparar para este dia ainda o que falta? Encarar o fim de semana prolongado, e a semana nova que vem pela frente... você precisa de algum material de sobrevivência. Então se tranqüilize! Eu vou lhe apresentar um kit de sobrevivência para o dia-a-dia que tem praticamente tudo que você vai precisar para passar por esses dias.
Compõem o KIT:
Vara de Pescar:Para lembrarmo-nos de pescar as boas qualidades dos outros;
Elástico:Para lembrarmo-nos de sermos flexíveis: as coisas nem sempre acontecem do jeito que queremos, mas no final dão certo;
Band-Aid: Para lembrarmo-nos de curar sentimentos magoados, nossos ou de outros;
Lápis:Para lembrarmo-nos de escrevermos as bênçãos e favores que recebemos todo dia;
Chicletes:Para lembrarmo-nos de que se nos esticarmos, podemos realizar qualquer coisa;
Apagador:Para lembrarmo-nos que todos erraram e tudo bem;
Cofre:Para lembrarmo-nos de que valemos uma fortuna para nossas famílias e amigos;
Saquinho de Chá:Para lembrarmo-nos de relaxarmos diariamente e repassarmos nossa lista de bênçãos;
Batom:(para as meninas)Para lembrarmo-nos de que todos precisam de um beijo e um abraço diariamente;
Pense nisso.
segunda-feira, março 10, 2008
Cirurgia de Lipoaspiração?
' Cuide bem do seu amor, seja ele quem for ' (Herbet Vianna)"
sexta-feira, março 07, 2008
Eu sei mas não devia
Marina Colasanti
Eu sei que a gente se acostuma.Mas não devia.A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.A gente se acostuma para poupar a vida.Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma."
Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.
terça-feira, março 04, 2008
Palcos da Vida
Gostaria que você sempre
se lembrasse de que ser feliz não
é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes,
trabalho sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no
perdão, esperanças nas batalhas, segurança no palco do medo,
amor nos desencontros.
Ser feliz é deixar de ser vítima
dos problemas e se tornar um
autor da própria história.
É agradecer a Deus a cada
manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos
próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um
"não".
Jamais desista das pessoas que
amam você.
Jamais desista de ser feliz,
pois a vida é um espetáculo imperdível.
"Pedras no Caminho?
- Guardo todas, um dia vou
construir um castelo...
Fernando Pessoa
domingo, março 02, 2008
Luz e Harmonia
(Hoje eu recebi essa mensagem por e-mail e gostaria muito de compartilhar com todas as pessoas que acessam esse blog) - "Colocamos para vocês duas contribuições da amiga Vera Lúcia.
A primeira é uma prece cuja autoria desconhecemos,
mas faremos menção do autor, caso venhamos a saber.
A segunda é um aspecto importantíssimo da Lei
de Atração.
Confiram!
Prece
Senhor, derrama as Tuas bênçãos sobre nós, mas derrama como chuva, que não escolhe nem lugar, nem pessoa, nem faz distinção entre pobres e ricos, nem rua, nem casa ou hospital, asilo ou penitenciária; a chuva se espalha por todos os cantos, frestas e vãos,
e lava com ares de renovação.Que assim sejam as Tuas bênçãos, que se espalhem neste dia, pelos povos, por todos os corações, sem condições e nem merecimento, que excluiria muita gente, apenas por misericórdia, para todos que neste dia invocarem o Teu nome, em oração, simples ou composta, em pé ou de joelhos.Pelos que choram ou por aqueles que nem têm mais lágrimas para chorar; sustenta a vida Senhor, acolhe os que partem, abençoa os que chegam, encoraja os que desistiram, ama os que só querem vingança, alimenta os famintos da alma, dá de beber na Tua fonte aos sedentos de justiça, saúde aos doentes, paz de espírito aos aflitos, alegria aos que se recolheram na tristeza, Luz, Tua luz aos que estão em becos escuros, força para os que querem sair dos vícios, e perdão para todos nós que tanto erramos, que tanto devemos, mas por Teu infinito amor derrama as Tuas bênçãos Senhor.
Agradeço ao Senhor dos senhores por mais um dia de vida.
Obrigada, Senhor, por minha vida!
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Funcionamento da Lei de Atração
Jerry: Digamos que uma pessoa procura emprego durante muito tempo; quando finalmente consegue uma colocação, imediatamente surgem outras quatro ou cinco ofertas. Por que isso acontece?
Abraham: A demora em conseguir o emprego se deu porque, ao invés de se concentrar no trabalho que desejava, a pessoa se concentrou na falta do trabalho, afastando-o. Como o trabalho apareceu, ela se concentrou no que desejava e assim começou a receber mais do que tinha pedido. As pessoas se torturam sem necessidade e não se permitem oferecer pensamentos livres de contradições.
Por isso, quando estamos doente não devemos fixar a mente na doença e sim na saúde. Se nos preocuparmos muito com a doença ela se fixará. Se pensarmos somente na saúde, ela se estabelecerá.
Do livro "A Lei Universal da Atração", de Esther e Jerry Hicks."
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Um Defeito Na Mulher
Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas-extras de seu sexto dia detrabalho.Um anjo apareceu e lhe disse:- Por que gastas tanto tempo com esta? E o Senhor respondeu:- Você viu minha 'Folha de Especificações' para ela?- Deve ser completamente flexível, porém não ser de plástico, ter mais de 200 partes móveis, todas arredondadas e macias e ser capaz de funcionar com uma dieta rígida, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho raspado até um coração ferido... 'O anjo se maravilhou com os requisitos.- E este é somente o modelo Standard? É muito trabalho para um só dia...Espere até amanhã para terminá-la, Senhor.- Não o farei, protestou o Senhor.- Estou muito perto de terminar esta criação, que é a favorita de Meu próprio coração. Ela já se cura sozinha, quando está doente e pode trabalhar 18 horas por dia. O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.- Porém a fizeste tão suave, Senhor!- 'É suave', disse Deus, - porém a fiz também forte. Não tens idéia do que pode agüentar ou conseguir.- Será capaz de pensar? Perguntou o anjo.Deus respondeu:- Não somente será capaz de pensar, mas também de raciocinar e negociar, mesmo que pareça ser desligada ela prestará atenção em tudo o que for importante. Então, notando algo, o anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher...- Senhor, parece que este modelo tem um vazamento... Eu Te disse que estavas colocando muitas coisas nela!- Isso não é nenhum vazamento... 'É uma lágrima ' , corrigiu-o o Senhor.- Para que serve a lágrima? - perguntou o anjo. E Deus disse:- As lágrimas são sua maneira de expressar seu amor, sua alegria, sua sorte, suas penas, seu desengano, sua solidão, seu sofrimento e seu orgulho. Isto impressionou muito ao anjo.- És um gênio, Senhor. Pensaste em tudo! A mulher é verdadeiramente maravilhosa!- Sim, ela é! Respondeu Deus.- A mulher tem forças que maravilham os homens. Agüentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais, porém, têm amor e sorte. Sorriem, quando querem gritar. Cantam, quando querem chorar. Choram, quando estão felizes e riem, quando estão nervosas. Lutam pelo que acreditam. Enfrentam a injustiça. Não aceitam 'não' como resposta, quando elas acreditam que haja uma solução melhor. Privam-se, para que sua família possa ter algo. Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir. Amam incondicionalmente. Choram quando seus filhos não triunfam e se alegram quando suas amizades conseguem prêmios. São felizes, quando ouvem falar de um nascimento ou casamento. Seu coração se despedaça, quando morre uma amiga. Sofrem com a perda de um ser querido, mas são ainda mais fortes quando pensam que já não há mais forças. Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido. Porém, prosseguiu o Senhor, há um defeito que não consegui corrigir: 'É que às vezes elas se esquecem o quanto valem.'
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
A Morte nossa de cada dia.
domingo, fevereiro 10, 2008
A Mulher que perdeu seu amor

A mulher que perdeu o seu amor é alguém de quem amputaram o ar e ela não morreu. Carrega a marca da amputação no ritmo da respiração e num certo modificar do olho. Fica pesado, mais manso e lento, nega-se a olhar o mundo, a rir, a ver cores. A mulher que perdeu o seu amor é alguém cujo riso virou soluço e a recordação faz-se suspiro.
A mulher que perdeu o seu amor é alguém com óculos de ver eclipse na alma. Fica com olhar de rinoceronte em olho de cambaxirra.
Estranho e lindo esse ar sofrente de que ficam todas as mulheres que perderam seu amor. É marca que as acompanha como ruga ou expressão, pelo resto da vida. Marca irreversível, chaga, cicatriz, verruga espiritual. Podem amar de novo, melhor até. Mas jamais deixará de doer uma pontinha daquele sentimento feito impossível e daquela esperança fermentada.
A mulher que perdeu o seu amor sofre mais do que a que (ainda) não pôde viver o seu amor. Esta vive a dor do que não tem. Aquela, vive a dor de já não ter. Quem não tem e quem ainda não tem sofre menos do que quem já não tem.O terrível é que a perda do amor é o preço inevitável e doloroso do pedágio pago para a estrada do conhecer-se. A mulher que perdeu seu amor é alguém que melhora depois, pois se descobre, abre a cabeça, os músculos, os poros. Começa a entender a vida, a ficar mais livre, a punir-se menos e a saber que vale algo.
Passado o luto moral, a fase da fossa, a fossa da fase, o fechado pra balanço, o balanço vem. A ferro e fogo, à amargura e desvario, mas vem. E traz uma visão melhor de si mesma e de tudo o que é e representa. Instala-se um saudável egoísmo e muito mais altruísmo, paradoxalmente.
A mulher que perdeu o seu amor é um paralítico que sai pra luta e nela se cura. Se o amor era a deliciosa cegueira, a perda dele ensina a ver no escuro. A ler nos solavancos do ônibus da vida, a aprender a lição das greves interiores, entender que é preciso melhorar mesmo sabendo que nunca mais será igual.
Mistura de vítima e ressureta , a mulher que perdeu seu amor é alguém muito lindo, porque é um ser com a delicadeza de sentir feita carne no açougue existencial, no qual pendura as suas verdades e ofertas: ali aquela angústia; no outro gancho, a lembrança daquela tarde; na vitrine aquele sorriso e a lembrança do momento em que se descobriu amando; no frigorífico aquela delicadeza interior não-entendida ou aquela falta de medo de sofrer; no gancho maior aquela capacidade de se entregar inteira.A mulher que perdeu o seu amor é linda não por sofrer, mas porque sofre por ter sabido ser feliz...
A mulher que perdeu o seu amor é uma mergulhadora preocupada com a beleza e a entrega do salto sem a preocupação de saber se há água embaixo. A capacidade de amar o salto e o vôo fá-la merecedora de ternura e admiração. Enamorada, ela fica pássaro. Abandonada, ela vira gente melhor. Terrível disjuntiva!
Ah, se fosse possível dizer para cada mulher que perdeu o seu amor que mesmo sofrendo assim, valeu a pena! Que a dor vai passar e com cicatrizes ela será melhor e mais bonita amanhã, amará melhor o seu amor, aquém redescobrirá sem hipnose e a quem valorizará ainda mais porque capaz de o sentir e viver sem cobrar, exigir ou sofrer.
Ah, se fosse possível nada lhe dizer e apenas oferecer o ombro para que no ninho dele se sinta protegida e segura, porque a mulher que perdeu seu amor é a criança em busca dos pais, da casa. É a menina fugindo do bicho-papão que existe e assusta, mas que some e se dissolve se há proteção sincera. Por uma estranha disposição do carinho humano, a mulher que perdeu o seu amor é sempre chamada por diminutivo ou pelo apelido carinhosos por quem a consola. Ela fica criança na ante-sala do amadurecer.
A mulher que perdeu o seu amor é , por fim, alguém que descobre seu erro e delírio para crescer no acerto doloroso de se saber incompleta e imperfeita, por isso mais mulher.
Ela era melhor e saiu perdendo. Piorou. Mas ficou pior para sair ganhando, logo, melhorou graças à piora, nessa eterna dialética do ser no sentido da integração. A mulher que perdeu o seu amor é o enigma encarnado.
A mulher que perdeu o seu amor traz, ademais, essa grande lição de vida: é capaz de contemplar o nunca mais, de frente e , ainda e uma vez, dizer-se, sonhando: pode ser.
E sempre pode. Tudo começa outra vez.
Para ficar com a própria verdade talvez seja necessário perder um amor que não corresponda a verdade profunda do ser.
Texto de Ártur da Távola"
domingo, dezembro 23, 2007
Paixão
De todos os sentimentos humanos, esse é o que mais mexe com os nossos sentidos. Dentre as paixões, a paixão romântica é a mais emocionante e também o que mais n
os dá oportunidade de crescer. Ela é uma faca de dois gumes. Podemos rapidamente ir do céu ao inferno. A paixão nos proporciona uma alegria sem igual e uma dor na mesma medida. Quando os efeitos passam é como se nunca tivesse acontecido, porém sempre terá aquele gostinho do que poderia ter sido. Não é o soldado comum que ganha à guerra, mas sim aquele que está apaixonado pelas idéias. Somente um apaixonado consegue derrubar todas as barreiras e ir à luta. A paixão faz isso, ela nubla a nossa racionalidade e acabamos fazendo coisas impensáveis em outras situações. Mas a paixão, na maioria das vezes é transitória, efêmera. Ouvi um diálogo em um filme em que o protagonista dizia que todo o dia se apaixonava pela mesma mulher. Essa seria a paixão ideal. Porém, as coisas nem sempre acontecem assim. Costumamos fazer com que o ser pelo qual nos apaixonamos seja o centro do universo. Nós somos a terra e o ser amado é o sol. Vivemos ao redor dele. Tudo é para fazê-lo feliz. Não temos mais vontades ou desejos, somos servos da paixão. Enfrentamos guerras, disputas, alegrias, desafios, sempre com a determinação de fazer o melhor para nosso bem amado. E nós, como ficamos? Por algum tempo somos pessoas imensamente felizes, mas com o passar do tempo percebemos que nem somos mais pessoas, somos seres que usaram as suas energias em prol de outra pessoa e assim nos sentimos vazios. Na paixão, mais do que em qualquer situação, temos que saber ouvir nosso coração. Do que se abdica por paixão, mas tarde haverá cobranças internas e profundas. A pessoa pela qual estamos apaixonadas é importante em nossa vida. Ela nós faz feliz, mas não é o centro do mundo. Não pode ser o sol em nossa vida porque essa pessoa também é um ser humano. Nós tendemos a dar um status de Deus ao ser apaixonado, mas ele não é Deus. Em qualquer situação ou circunstância, nós devemos ser o Deus de nosso universo, mais ninguém. Falo isso não de uma maneira prepotente ou egoísta, mas de uma forma respeitosa com nós mesmos. Quando tornamos outra pessoa responsável pela nossa vida, a angústia, o medo, a solidão poderão ser as conseqüências dessa escolha. Na maioria das vezes o ser amado fica sobrecarregado com o excesso e acaba fugindo. Em outras vezes existe desse primeiro passo apaixonado um reflexo saudável. Quantas vezes ficamos ao lado do telefone ou na frente do computador aguardando um telefonema, uma mensagem, que não chegam no tempo certo em que os esperávamos. Enquanto a espera perdura, tem um sol lá fora que realmente aquece e nutre a vida. Por mais difícil que possa parecer, fique apaixonado, é muito triste alguém que nunca ficou. Escreva poesias, veja filmes apaixonados, escute músicas que falem de amor, chore se for necessário, mas, acima de tudo lembre-se, ninguém é de ninguém. Somos seres individuais, com histórias de vidas diferentes, com idéias e modos distintos. Não sofra pelo inevitável, pois, o maravilhoso de uma paixão é poder transformá-la em amor.terça-feira, dezembro 18, 2007
Ano Novo Vida Nova
Todo final de ano, costumamos, de uma forma ou de outra analisar como foi a nossa vida. Esse ano de 2007 não é diferente. Sinto uma natureza ecológica mais atuante. Sinto as pessoas mais conscientes de seus valores, medos e receios. Eu pensava em um texto cujas palavras pudessem verbalizar todas as coisas que desejo para cada um dos milhares de humanos que habitam esse planeta. Meu desejo foi realizado – recebi esse texto e transmito a vocês. Eu desconheço o autor, no entanto, faço das suas palavras as minhas e espero do fundo do meu coração que o Natal seja maravilhoso e o início de 2008 seja melhor ainda. Que neste ano, todas as energias fortes e positivas da natureza se manifestem a cada um de nós.
“Apaixone-se definitivamente pelo SEU SONHO. O sonho de ninguém deve ser mais apaixonante que o seu.Apaixone-se pelo SEU TALENTO, mesmo que seu crítico insista para você escolher realizar outras coisas, mais "convenientes".Apaixone-se mais pela SUA VIAGEM do que pela chegada a seu destino, pois só a viajem é garantida.Apaixone-se pelo SEU CORPO, mesmo que ele esteja fora de forma, pois de "qualquer forma" ele é a única casa que você realmente possui.Apaixone-se pelas SUAS MEMÓRIAS mais deliciosas, ninguém pode tirá-las de dentro de você e elas são excelentes fontes de inspiração em momentos de dor.Apaixone-se PELAS BESTEIRAS SAUDÁVEIS que passam por sua mente entre um e outro momento de estresse, elas ajudam a sobreviver.Apaixone-se PELO SOL, ele é fiel, gratuito, absolutamente disponível e dá prazer.Apaixone-se primeiro POR ALGUÉM. Não espere alguém se apaixonar antes por você, só por garantia e segurança.Apaixone-se PELA DANÇA DA VIDA, que está sempre em movimento dentro da gente, mas que, por defesas nós teimamos em algemar.Apaixone-se mais PELO SIGNIFICADO DAS COISAS que você conquistar do que pelo seu valor material.Apaixone-se por SUAS IDÉIAS, mesmo que tenham dito que elas não serviam pra nada.Apaixone-se por SEUS PONTOS FORTES, mesmo que os pontos fracos insistam em ficar em alto relevo no seu cérebro.Apaixone-se PELA IDÉIA DE SER VERDADEIRAMENTE FELIZ. Felicidade encontra-se de sobra nas prateleiras de seus recursos interiores.Apaixone-se definitivamente POR VOCÊ!APAIXONE-SE RÁPIDO! O PODER DE DECISÃO SÓ PERTENCEA VOCÊ!”
sábado, dezembro 08, 2007
Solidão
Estava lendo a definição de solidão na Wikipédia – segundo essa imensa biblioteca virtual “A solidão é o estado de quem se acha ou se sente desacompanhado ou só. Ela é formada pela reclusão do indivíduo que não se adequa a sociedade e é expurgado”. Essa denominação é ampla e muitas, muitas vezes não se aplica ao sentimento que temos. Podemos ter uma imensa família nos sentirmos sós. Podemos ter um emprego de sonhos e nos sentirmos sós. Podemos ter um companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter e mesmo assim nos sentirmos sós. Nessa época de festas e de virada de ano, em alguns casos a solidão entre as pessoas fica tão terrível que muitas são levadas ao suicídio. Comentei com um amigo que o mês de dezembro, de acordo com estatísticas é o mês da depressão. Sabemos o que essas datas significam – algo esta terminando. Um novo futuro começa. Isso assusta, causa medo, principalmente quando percebemos que todos os artifícios utilizados para preencher nosso vazio interior foram inúteis. No momento de finalização percebemos que todos os subterfúgios que utilizamos durante o ano caem por terra ao final.
Porque isso acontece? Afinal tenho família, tenho amigos, tenho um amor, tenho um lugar pra viver e porque me sinto só? Família, amigos, relacionamentos afetivos, trabalhos são alguns dos recheios usados para preencher um vazio, para preencher um buraco imenso que nunca fica realmente cheio. Quando vemos que o emprego dos sonhos nem sempre vale a pena, quando sentimos que muitas vezes gostaríamos de ficar longe da nossa família e que o relacionamento não corresponde, o fantasma que julgavámos totalmente enterrado volta a nos atormentar. Temos carências, profundas e amargas. Carências que se não forem corretamente tratadas viram feridas enormes. O problema não é a família, nem amigos, nem trabalho e muito menos amor. O problema sou “eu” enquanto indivíduo. Não percebo que estou conectado a tudo nesse universo. Não posso jogar a responsabilidade de me sentir bem na família, nos amigos, no trabalho, no amor. Eu sou profundamente responsavel por mim mesma. Eu possuo uma tremenda responsabilidade de me fazer feliz. Não posso delegar essa tarefa a mais ninguém. Nasci só mas profundamente interligado a tudo o que vive e respira e também a tudo que é inanimado. Eu faço parte da natureza, não estou desconectado. Posso não me identificar com a forma que a sociedade me avalia mas faço parte de algo muito maior do que ela. Eu faço parte da natureza. A família não se limita a laços sanguineos, ela se estende a amigos, vizinhos. Em alguns casos encontramos mais apoio junto aos nossos amigos do que a nossa família. O trabalho pode ser maravilhoso se realmente nos sentimos produtivos, criativos e receptivos com as idéias que temos da vida. O amor – esse é algo muito delicado. Algumas pessoas pensam que ao encontrarem o amor dos seus sonhos a sua solidão estará acabada. Um engano que pode ser muito doloroso e cruel. O amor é compartilhar, ele é capaz de curar carências desde que consigamos aprender e crescer com ele. Quem quer curar carências não deve perder tempo buscando amor , mas sim procurar um terapêuta. Não é uma dominação de poder, nem um toma lá e da cá. É uma profunda relação de respeito. Eu penso que para curarmos a nossa solidão, não adianta irmos a um teatro lotado e nem buscar companhias. Temos que estaramos sós. Por mais paradoxal que isso possa parecer é justamente na solidão que devemos curá-la. Sentarmos quietos, e começar a tirar pra fora da nossa vida tudo o que tentamos preencher no vazio da nossa existência. Quando fizermos esse balanço, descobriremos o porque nos sentimos sós. E dessa forma poderemos exercer a função pela qual somos capazaes de cumprir – viemos a esse planeta com o único objetivo de sermos felizes. Não sós, não mal amados, não infelizes, não com situações carmicas. Quando assumimos o controle de nossas vidas somos capazes de sermos felizes. E para isso não necessitamos jogar nossas carência e nem tentar fazer jogos de afetos em carreiras para preencher o vazio de uma alma infinitamente feliz. Quando descobrimos tudo o que de bom temos, a solidão se dissolve, se transmuta. A natureza tem uma capacidade de se auto organizar e de se auto curar. Nós somos parte dessa natureza e adquirimos esse mesmo dom. Algumas vezes é necessário que nos dobremos como os bambús e em outros podemos ser fortes e orgulhosos como um carvalho. O que não podemos é ir contra a natureza – a solidão significa exatamente isso.