
Meu primeiro mundo
É bonito.
Cheio de compreensão
Auxilio,
Beleza.
Meu segundo mundo
É competição
Dificuldades
Tristeza.
Pensei que pudesse
Transformar
Meu segundo
Mundo em
Meu primeiro
Mundo.
Hoje, porém,
Vejo que
Eu estou
Fora de
Qualquer
Mundo.
Várias palavras é um resumo de pensamentos que circulam com mais intensidade em minha mente. É um processo, algumas vezes rápido, outros mais vagarosos, mas independente dessa velocidade, tais pensamentos sempre serão verbalizados. Esse é o espaço da transformação, idéias em palavras





Autor – Muhsin Al- Ramli
Tradução – Fátima Pacheco
Não Libertem o Iraque de mim
Esta tinta derramado em sua imprensa
É o sangue do meu país.
Esta inundação de luz nas telas
É o brilho nos olhos das crianças de Basorá.
Esse que esta soluçando nas trevas do seu exílio
Sou eu;
Órfão depois de terem matado os meus pais: Tigre e Eufrates;
Viúvo depois de terem crucificado a companheira de minha alma: Iraque
Ah ... por ti, minha terra: crucificada entre as regiões.
Ai ... de vocês, senhores da guerra
Me escutem:
Não para a festa dos exércitos no telhado da minha casa.
Não ao carrasco que tenham plantado ou que irão plantar.
Não a sua liberdade de bombardear sobre as cabeças da minha gente
Não Libertem o Iraque de mim e nem eu dele.
Eu sou o Iraque.
Minha ervas são as letras e sei o que quero.
Deixe-me eu, a minha Rabeca e sua ausência.
Voltem para os seus filmes por trás do oceano.
Permitam-me que o que resta
dos minaretes, os mausoléus dos meus antepassados,
os túmulos da minha família ...
E bebam copos de petróleo até que vocês fiquem saciados.
Roubando o mel de enxofre e areia do deserto.
Leve seus clientes, com vocês.
Levem ao ditador com todas as partes de vocês que tenham comprado com o meu sangue.
Levem o que quiserem e marchem,
deixa-me só
abatido com os sonhos da minha irmã,
com a queima das palmeiras, nas margens da Mesopotâmia,
com os ossos do meu pai
Com o Chá e lanche.
Deixe-me só
com as canções tristes do Sul,
com a dança decepada do norte
e com o pavão real de Yasidíes.
Deixe-me só
Curando as feridas da minha terra Iraque
Apenas ...
Como Maria ...
Só com a minha solidão ...
Oh meu país: o crucificado entre as regiões.
Know how para animar a sua ressurreição.
Vocês saberão como se renasce de suas cinzas.
Vocês se esqueceram que ele é o criador da Phoenix?
Oh, inferno, para vocês chefes militares
Escutem-me:
Não assustem as nuvem em Bagdá com suas aeronaves.
Não semeiem soldados em nosso jardim.
Não tirem o cafetã de minha mãe.
Não. Não grite para libertar o Iraque de mim ou eu dele.
Eu sou o Iraque.
As aldeias têm florescido de meu abrigo, e sei o que quero.
Deixa-me eu, a minha família e o seu esquecimento.
Eu e os outros
Eu tenho um jasmim
E o macaco, uma camisa de seda
Tenho um copo de água para mim
E para a América, barris de petróleo
Eu tenho uma mãe
e um vizinho com jasmim na sua janela
E para você, bancos, torres e invejosos
Eu tenho asma e um cigarro
E vocês cobram impostos para o meu ar.
ESTÁTUAS
As estátuas estão no meio de fontes
E nós, no meio das cidades
no meio do mundo
Bem, se as estátuas são os nossos brinquedos
Brinquedos de quem somos nós?
E o que jogariam as estátuas
na nossa ausência?
E que fariam se nós andássemos
após desligar os jatos das fontes?
Após a chuva
Após a Chuva:
Sóis nas nuvens e córregos,
amêndoa doce e avelã,
dedos melados e pão quente.
Após a Chuva:
Minha mãe, meus irmãos
E a nossa casa de barro,
nossas pombas brancas.
Após a Chuva:
Arcos coloridos de paz,
sem braços, sem um presidente.
Após a chuva,
... depois da chuva.
Aniversário
O meu país é um bolo
E os mísseis são as velas
Os celebrantes são muitos
E o meu sangue é servido em copos
A casa é minha
E a minha família assassinada
Mas será que esta é a festa de aniversário de quem,
Caso você já tenha me matado
antes do meu nascimento?
A única mulher
Sou incapaz de confiscar seu relaxamento
Seus seios giram
para o outro lado.
Você é minha cúmplice em criticar este mundo e
você é feroz,
por isso eu tenho medo de te amar.
Não vou procurar o seu amor
apesar de que o meu amor te busca
e vou perguntar até o dia da minha morte:
Quem é você?
Estou com medo do seu amor,
Não vou procurar o seu amor
apesar de que o meu amor te busca,
mesmo que você seja aquela que eu amo.

A Beleza tem muitas formas. Ela é encontrada em qualquer lugar e se manifesta por imagens, sons, palavras, versos. A poesia é um dos traços do mundo árabe, prova disso pode ser constatado através da arte Muhsin Al-Ramli. Nascido no Iraque em 1967. Ele mora na Espanha desde 1995. Tem Doutorado em filosofia, filologia espanhol pela Universidade Autônoma de Madrid 2003, o tema de sua tese: Os traços da cultura islâmica em Don Quixote. É Tradutor espanhol de vários clássicos para o árabe. Das suas obras publicadas: Presente do próximo século (notícias) 1995. Em busca de um Coração Vivo (Teatro) 1997. Deixa distante do Tigre (notícias) 1998. Espalhando migalhas (Romance) 1999 Prêmio Arkansas (EUA) 2002 até a versão em Inglês: (Espalhando Migalhas). As felizes noites do bombardeio (de Narração) 2003. Somos todos viúvos das Respostas (Poesia) 2005. Dedos de dátiles -Título Original (Novela) 2008. Co-editor da revista cultural ALWAH. Atualmente é professor da Universidade Saint Louis, Madri.
Apesar das atribulações vividas pelo povo Iraquiano, Muhsin Al-Ramli encontrou na poesia a sua forma de protesto. Com versos que demonstram a sensibilidade da alma humana, ele transita pelo mundo ocidental levando a cultura árabe, através dos idiomas Espanhol e Inglês. Irei traduzindo futuramente, alguns dos seus poemas para o português. A beleza esta em todo lugar, principalmente nas palavras de Muhsin Al-Ramli.
A tristeza
É uma árvore espinhosa
que cresce no coração.
Cresce,
...cresce
e cresce,
até que ela cai
sua única fruta;
um cadáver apodrecendo
... isso é você.
NO a LIBERAR IRAK de MÍ
Esta tinta derramada en vuestra prensa
es la sangre de mi país.
Esta luz diluviada de vuestras pantallas
es el brillo de los ojos en los niños de Basora.
Éste que está sollozando en la oscuridad de su exilio
soy yo;
huérfano después de que hayáis matado a mis padres: Tigris y Eufrates;
Viudo después de que hubierais crucificado la pareja de mi alma: Irak
Oh... por ti, tierra mía: crucificada de entre las regiones.
Ay... de vosotros, señores de la guerra
Escuchadme:
No a la fiesta de los ejércitos en el tejado de mi casa.
No al verdugo que habéis plantado o al que vais a plantear.
No a vuestra libertad caída sobre las cabezas de mi gente en bombas
No a liberar Irak de mí o a mí de él.
Yo soy Irak.
Mis hierbas son las letras y sé lo que quiero.
Dejadme a mí mismo, a mi rabel y a vuestra ausencia.
Volved a vuestras películas detrás del océano.
Dejad para mí lo que queda
de los minaretes, de los mausoleos de mis ancestros,
de las tumbas de mi familia, ...
Y bebed de las copas del petróleo hasta que os saciéis.
Robad la miel del azufre y la arena del desierto.
Llevad con vosotros vuestros clientes.
Llevaos al dictador con cada parte de vosotros que ha comprado con mi sangre.
Llevad lo que queráis y marchad,
dejadme sólo
con lo derribado de los sueños de mi hermana,
con el incendio de las palmeras en las orillas de Mesopotamia,
con los huesos de mi padre
y el té de la merienda.
Dejadme sólo
con las canciones tristes del sur,
con la danza degollada del norte
y con el pavo real de los Yasidíes.
Dejadme sólo
curando las heridas de mi tierra Irak
Sólo...
igual que María...
sólo con mi solitario...
Mi país: el crucificado de entre las regiones.
Sabré cómo animar su resurrección.
Sabrá cómo renacer de su ceniza.
¿Acaso habéis olvidado que él es el creador del Fénix?
Ay, un infierno, para vosotros señores de la guerra
Escuchadme:
No asustéis a las nubes de Bagdad con vuestros aviones.
No sembréis soldados en nuestro jardín.
No quitéis la chilaba a mi madre.
No. Grito no a liberar Irak de mí o a mí de él.
Yo soy Irak.
Las aldeas han florecido de mi abrigo, y sé lo que quiero.
Dejadme a mí mismo, a mi familia y a vuestro olvido.

