domingo, agosto 19, 2007

Dark Rain - Ficção ou uma realidade muito próxima de nós?



“A Terra está morrendo.


Eles já conheceram isto no ano 72. Quando esses "hippies" e essas "extravagâncias"
Começaram a manifestarem-se sobre a poluição do ar e do mar. Os cientistas da NASA, esses que trabalharam no oceano ártico e no Antártico já falavam entre si, em baixa voz, no dióxido de carbono e o aumento de calor dentro da atmosfera e o efeito estufa.
Então, homens anônimos de terno cinza, reunidos entre fumaça de charutos em clubes exclusivos de Londres e Washington, temendo a opinião pública, começaram a se perguntar se não teriam um problema.
Entregaram um relatório para os cientistas. Eles chamaram o Relatório de Éden e foi dedicado exclusivamente aos olhos do presidente do U.S, Para o primeiro ministro britânico e o presidente do EEC. E possivelmente, se fizesse falta, aos chefes de estado dos países do EEC.
Quando o relatório foi apresentado finalmente, disseram o que ninguém, exceto os cientistas esperavam. A poluição do ar e a contaminação da água Não seria um problema para a humanidade durante muito tempo. Porém em mudança o CO2 e o metano serão um problema mesmo, muito em breve, já que estavam transformando a atmosfera do planeta em uma estufa. Logo estaria muito quente. O Pólo norte se fundiria e com ele a Groenlândia. E isso não acontecerá lentamente.

À medida que fosse derretendo o gelo oceânico, as temperaturas ambientais iriam subir cada vez mais e o processo iria desestabilizar a camada de gelo que cobre a Groenlândia, enquanto iria desmoronando para o mar em avalanches com um peso equivalente a um trilhão de toneladas. Tudo aconteceria sem aviso, de forma repentina.
Haveria tsunamis gigantescos que arrasariam as costas do Atlântico e deste modo, o clima global mudaria de forma catastrófica, da noite para o dia. Tudo isso estava no conhecimento deles desde 1979.
Realmente, eles tinham um problema. A Terra estava morrendo. “

O texto acima faz parte de um livro lançado na Inglaterra, Dark Rain, de Conor Corderoy, pela editora Macmillan New Writing,(pode ser encontrado na Amazon.com). O autor faz uma análise das condições vividas pelo planeta e projeta em um futuro não muito distante, o desastre ambiental da Terra. Ao lermos um livro como o de Corderoy, que infelizmente, ainda não tem tradução para o idioma português, podemos pensar – mais um livro de ficção. Porém a ficção não esta nada longe da realidade. As notícias sobre o aquecimento global e os efeitos sobre a estrutura da terra são alarmantes. Recebemos diariamente informações através da mídia sobre os desastres ambientais que se alastram em todos os quatro campos do mundo. Recentemente houve um terremoto no Peru com mais de 200 mortes. Na própria Inglaterra, terra natal do autor, é possível detectar os avanços e as instabilidades do tempo através das inundações. O Clima esta mudando, a natureza tem dado a resposta ao homem pela forma como é tratada. O Protocolo de Kyoto não é respeitado. Países do primeiro mundo continuam pensando no lucro ao invés da prioridade principal – o direito a vida. Aqui no Brasil, temos o pulmão do mundo – A floresta amazônica – e essa floresta esta sendo desmatada dia-a-dia. Enquanto governos não promovem ações fundamentais para salvar o planeta ainda existem alternativas. O Livro de Conor Corderoy é uma obra de ficção, mas também de forma emocionante, trás a tona uma grande conspiração mas, também é um grande lerta. Alerta sobre o que ainda é possível fazer para salvar o que nos resta. Curiosamente, uma das ações mais controversas provém dos Estados Unidos da América. O Estado da Califórnia entrou com um processo contra os principais fabricantes de automóveis norte-americanos, europeus e japoneses que pode causar uma verdadeira revolução. O promotor-chefe Bill Lockyer afirma que essas empresas produziram milhões de veículos que contribuíram significativamente para o aquecimento global, o que vem danificando os recursos, a infra-estrutura e a saúde ambiental da Califórnia. Em contrapartida ele exige que as empresas indenizem o estado por danos já causados e também por prejuízos que venham a ocorrer no futuro em virtude de mudanças climáticas causadas pelo efeito estufa. Isso é um procedente jurídico. O livro Dark Rain trás a tona problemas que teimamos em esquecer, mas a obra, ao contrário de todas as previsões, também nos aponta a lembrança de que somos responsáveis pelas futuras gerações. Um ambiente limpo, seguro, cooperativo pode e deve ser nosso legado as futuras gerações. De nada adianta o lucro vir em primeiro lugar porque futuramente o dinheiro não irá salvar o planeta, mas sim a cooperação entre todos os povos da terra.

terça-feira, julho 31, 2007

Fantasmas Sociais

Fantasmas Sociais



Estava lendo sobre a atriz americana, Halle Barry que recebeu sua entrada na calçada da fama. Junto com toda a atenção da mídia, os holofotes e o pensamento de milhões de pessoas – ela é tão linda - murmurava-se que essa mulher tão bela, tão famosa e tão bem sucedida havia tentado o suicídio. Que fato estranho, alguém ser tão maravilhoso e, no entanto não querer mais viver. Somando-se a essa exclamação mútua – você deve estar pensando a mesma coisa – fiquei sabendo que uma amiga, com uma vida perfeita, com marido perfeito, quer a separação. Ela me disse – sou infeliz.
Paralelamente a isso, me vem o nome de um filme – O Espelho tem duas faces. Também me ocorrem outras inúmeras situações em que homens, mulheres, lindos e lindas, com sucesso, com glamour quiseram terminar com suas vidas das mais diversas maneiras. Talvez o grande inimigo de todos esses homens, mulheres, eu e você sejamos nós mesmos. Damos tanto valor à aparente superfície que tentamos moldá-la ao gosto do freguês. Por freguês podemos entender toda uma sociedade que nos acolhe e nos protege desde que sigamos suas regras pré-estabelecidas. Casais devem parecer perfeitos. Artistas devem parecer bem sucedidos. Devem estar alegres sempre, bonitos sempre, saudáveis sempre. Há, no entanto algo muito mais importante e valoroso do que os papeis representados para o público, sejam estes pequenos ou privados. O nosso verdadeiro eu interior. E quando lutamos contra a nossa verdadeira essência em prol da roupagem usada na área social, existe o sofrimento e a dor. Porque temos que vender uma imagem para o mundo do que somos lindos, bonitos, elegantes e maravilhosos. Porque temos que parecer alegre quando o que queríamos era somente estarmos sós. Porque vendemos tanto a imagem do dia-a-dia, que é uma máscara social e deixamos de usar nossa verdadeira roupa. Porque temos que ser bem sucedidos, aparentando dentro de moldes já arcaicos e corrompidos. Nós perpetuamos estruturas corrompidas. Vivemos junto com companheiros que não nos estimulam que não nos amam que competem diariamente conosco. Passamos uma imagem à sociedade de um casal feliz, nossos filhos futuramente agiram exatamente como nós e os filhos de seus filhos. Criamos gerações de frustrados. Vimos diariamente astros e estrelas maravilhosas, esbeltas, lindas, poderosas, completamente sós ou incapazes de manterem um relacionamento. Vivemos vidas de aparências. Temos medos de ouvir nosso verdadeiro interior, Temos medo de matar nosso pior inimigo, a superficialidade. Precisamos das aparências porque mascaram nossas vidas vazias. Somos seres carentes. Precisamos desesperadamente de amor e nessa busca constante nos esquecemos que o amor maior é justamente o que provém de nós mesmos. Porque temos que ter casamentos infelizes, carreiras estressantes, solidão. Porque precisamos pagar um preço tão alto em busca de uma imagem ideal se ao final essa imagem some e apodrece. Porque não buscamos a nossa verdadeira capacidade criativa. Precisamos realmente de tanto dinheiro para sobreviver? Precisamos ter sempre a roupa da moda? Precisamos gerar mais uma dinastia de infelizes à custa do papel social embutido em cada um de nós. E esses fatos não se aplicam somente aos perfeitos, aos lindos e famosos. Os também imperfeitos menos lindos e nada famosos fazem parte deste rol de atribulação humanitária. Tais pessoas vêem seu modelo de sucesso no insucesso interior de superfície social. Li certa vez que alguns meninos das favelas cariocas estavam roubando, matando porque desejavam os tênis de marca, as calças de griffes e assim por diante, como se ter tais acessórios os tornassem pessoas aceitas pela superfície aparente. Não existe certo e um errado, mas penso que em nada onde for colocada a hipocrisia de uma sociedade desgastada deva ser realmente considerado. Acho lindo e me emociono quando vejo dois idosos de mãos dadas, conversando, passeando. Sinto-me feliz quando vejo pessoas famosas colocando para fora situações onde tiveram que fazer um balanço das suas vidas. Sinto-me estimulada quando sei que amigos meus tiveram seus trabalhos reconhecidos. Mas também me sinto triste em perceber o quanto ainda nos apegamos a coisas efêmeras e o quanto somos levados de maneira brutal pelo desamor a nós mesmos. A vida é grandiosa, divina, seja para você um simples mortal ou para alguns dos nossos ídolos. Podemos torná-la especial e para isso teremos a profunda necessidade de combater o medo. O medo do não dar certo, o medo de dar certo, isso somente se tornará possível se ao invés de olhar a superfície aparente de um lago, ousar mergulhar nele e descobrir a pessoa linda que existe em cada um de nós.

quarta-feira, abril 04, 2007

Tudo tem um preço


Tudo tem um Preço

Na vida tudo tem um preço. Não existe nada, absolutamente nada que seja gratuito. Pagamos desde o alimento que consumimos as roupas que usamos e as atitudes que tomamos. Penso que talvez o custo maior a ser pago por nós, são justamente as atitudes e riscos que assumimos. Em muitas situações ficamos confusos, em outras, ficamos eufóricos e como resultado entre a confusão e a euforia poderá emergir um estado de profunda alegria ou de profunda tristeza. O ideal de tais eventos é o equilíbrio, mas este é um estado que requer sabedoria para ser compreendido. Não foram poucas às vezes em que julguei que conseguiria realizar determinada tarefa, construir determinado relacionamento, no entanto minhas tentativas foram infrutíferas. Eu possuía toda a vontade e todo desejo de realizar e de fazer coisas. Eu assumi uma atitude bastante positiva. Porém, meus desejos não foram concretizados. Por quê? Talvez porque eu pensasse enquanto Deus. Eu agi como se todas as coisas dependessem de mim e não é assim que acontece. Existe uma teia de fatos e eventos que independem da nossa vontade por mais que esta seja poderosa e forte. Sempre temos um preço a pagar. Esse preço pode ser traduzido por conhecimento, frustração, cautela, euforia, discernimento, sabedoria. Mas acima de tudo temos que compreender que o preço pago por nós terá o exato valor da busca de nossa liberdade. O que futuramente poderemos comprovar ser essa de uma riqueza inestimável.

terça-feira, março 13, 2007


Porque gritar?!!!Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?- Gritamos porque perdemos a calma. - disse um deles.- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? - Questionou novamente o pensador.- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça. - retrucou outro discípulo.E o mestre volta a perguntar:- Então não é possível falar-lhe em voz baixa? Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu-o. Então ele esclareceu:- Vocês sabem por que se grita com uma pessoa? O fato é que quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem.É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas. Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta."(Mahatma Gandhi)


Retorno


Sinto no ar a mudança das estações. Sinto a presença de mais um outono chegando. Os dias ainda são quentes, porém à noite trás aquele tão característico vento, indicando a chegada de um novo tempo.
A natureza é perfeita. A sua perfeição engloba todos os reinos, todas as formas de vida, todas as pessoas e todos os jeitos de viver. Incluo-me nesse modo de perfeição. O aprendizado dessa natureza requer muito trabalho. Muitas vezes somente com o erro é que podemos vislumbrar os acertos. Hoje estou presente e consciente de um novo tempo. Em tempo ainda confuso, mas existente. Hoje eu retorno ao meu lugar. As letras. Tenho sofrido algumas lições da vida que, num primeiro momento foi muito doloroso, mas em um segundo momento me mostrou o quanto eu posso ser forte. O quanto eu posso sair de meu estado depressivo (um estado profundamente caloroso), onde o que impera não são os nossos valores, mas sim as nossas penas. Hoje rompi com meu ego ao admitir que exista vida, e muita vida fora das limitações impostas a mim mesma. Hoje é um grande dia. Acordei saldando a natureza e agradecendo por ter concluído mais uma prova. Talvez outras provas venham. Quem ama e quem sente e quem é humano passará à vida se pondo a prova e a vida passará lhe provando, que tudo é possível. Não existem limites, existem medos, não existe tristeza que não possa ser transmutada. Sim, existe muita vida além das fronteiras, da minha, da sua e de qualquer depressão. Para perceber essa inexistência de barreiras basta levantarmos a cabeça e pararmos de olhar somente o nosso umbigo. Apesar de o umbigo ser poderoso. A vida além dele é muito melhor.

sábado, fevereiro 10, 2007

Luto


Eu quase que diariamente sou testemunha de toda a violência que assola o país. As autoridades deveriam nos dar mais proteção? Sim, é claro que sim. Mas, o que eu vou dizer pode ser contestado por muitos, mas todos nós somos responsáveis pela violência. Na medida em que damos valor ao ter e não ao ser entramos em confronto cada vez mais com a partícula divina de cada um. Os pais que trabalham de mais e não tem tempo para seus filhos, a busca obcessiva pelo conforto e toda a materialidade que diariamente tentamos almejar. O material é uma carcaça vazia, acaba, apodrece, termina. Quanto mais uma sociedade estiver envolvida na busca material mais a violência tomará conta. Eu, não me lembro bem, lí uma matéria sobre a morte de um garoto porque ele não quis entregar o tênis de griffe. O assassino, também um adolescente se transformou em assassino devido a um tênis - um tênis que acabaria, apodreceria mais cedo ou mais tarde. Acredito que a única solução, é a revisão consciente da nossa escala de valores. Enquanto isso, infelizmente mais e mais crianças serão mortas pelas nossas faltas. Eu lamento e não saberia o que dizer aos pais desse menino que morreu com muita dor, arrastado no Rio de Janeiro. Eu rezo, para que no futuro o homem perceba que o que realmente se leva dessa vida é o ser e não o ter.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

O sonho dos homens em tornarem-se Cristo.



“- tudo na minha vida sempre foi difícil, lutei muito pra conseguir isso. Essas palavras não são minhas. São de uma moça que estava me contando suas frustrações. – agora o pai do meu filho, não quer pagar a pensão. E eu mais uma vez tenho que arcar com tudo sozinha.
- Você já consultou um advogado?
- não, mas eu tenho medo que ele fique na cadeia e ai não pague nunca.
- Mas você acha justo arcar com tudo sozinha sem a participação dele.
- pois é como eu te falei tudo pra mim é difícil. Eu sou espírita e eu tinha sonhos que estava pisando em pedras o tempo todo e ai me explicaram que são as coisas que eu tenho que pagar.
- e você já pensou que não precisa ser assim, que nós viemos pra aprender e não para sofrer.
- há, eu não sei.
- no caso do pai do teu filho, procura os teus direitos. No Brasil um homem pode ser preso se não pagar pensão alimentícia.
- eu já falei isso pra ele, mas ele ri na minha cara.
- criatura, para de sofrer, temos o poder de criar a nossa realidade, o que tu imagina acontece.
-há Fátima não sei não. Eu fico preocupada. “Às vezes nem durmo direito.”
Esse diálogo eu tive com uma moça que trabalha como empregada doméstica em um dos apartamentos do prédio onde moro. Após essa conversa comecei a pensar, porque temos o hábito de sofrer. Porque carregamos tanta culpa. Pra que, por quê? A vida seria tão mais simples se cada um assumisse somente a sua responsabilidade e não a responsabilidade dos outros. No caso dessa moça, seu sofrimento advém de tentar carregar sozinha uma responsabilidade compartilhada. Gosto de vários pontos da doutrina espírita, mas acredito que assim como outros ensinamentos, é uma doutrina mal interpretada. Tais doutrinas são baseadas nos ensinamentos cristãos – mas sinto que as maiorias dos cristãos ficaram tão acostumadas a ver a imagem de Cristo na cruz, que se recusam a abrir seus ouvidos e olhos internos para ouvir e ver o que esse mestre realmente quis transmitir. Certa vez uma amiga, formada em psicologia, me falava que algumas pessoas encontram prazer na dor, pois quando a depressão atinge níveis muito profundos o próprio indivíduo busca no seu interior mecanismos de fuga. Como é difícil imaginarmos e até sentirmos que podemos conseguir uma vida plena não tendo como principal recurso o próprio sofrimento. Todas as pessoas têm problemas, sonhos, frustrações, mas o que nos diferenciam uns dos outros e a forma como lidamos com esses elementos. Os ensinamentos estão a nossa disposição, mas precisamos aceitá-los. Choramos por amores fracassados, perdas de empregos, falta de recursos, doenças, mortes, choramos e nos martirizamos por várias dessas situações. O choro pode ser uma terapia, mas pode também se transformar numa maldição. Tudo tem um término. Estamos nesse planeta para buscar um aprimoramento. Os ensinamentos estão a nossa disposição, mas o maior ensinamento de todos é aquele que nos ensina a aprender. O sofrimento é um acúmulo de fardo. Se tentarmos parar de levantar um fardo maior do que possamos carregar, poderemos aprender com o sofrimento. Poderemos ver as lições das situações vividas. Não temos que carregar a responsabilidade do outro. A sabedoria esta disponível. “Não voz inquieteis, pois pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal."

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Sucesso.


Eu sou uma pessoa profundamente apaixonada pelos grandes mistérios. A possibilidade de descobrir o que ninguém sabe me fascina. Hoje eu me peguei pensando em uma frase bíblica – A Fé remove montanhas. Comecei a imaginar o que Cristo realmente quis dizer com esse ensinamento. Então fui mais longe – surgiu bem na minha frente outra palavra – sucesso. Levei um tempo para entender a vinculação das duas coisas – a fé remove montanhas e sucesso. O que é ter sucesso. Em um mundo materialista como o nosso as pessoas poderiam dizer – é ter uma casa que vale milhões, ser casado com uma super modelo que jamais envelhecerá ou ser reconhecido e acolhido pelo público e pela crítica, seja qual público e qual crítica for. Mas será que ter sucesso e apenas apresentar provas da materialidade de um mundo amplamente globalizado. E aquele zelador humilde da escola, do prédio que sempre se apresenta com um sorriso e é casada com a Dona Maria, que esta acima do peso e os dois quando vistos juntos estão sempre de mãos dadas. Será que aquele zelador tem consciência do grande fracasso que ele é. Olhando bem, esse zelador tem uma aparência que transmite trabalho, paz. Ele e a Dona Maria estão sempre sorridentes. Mas é ai – parece que ele este sempre voltado para a família. Será que esse João ninguém casado com essa Dona Maria não é um sucesso. O que ele e ela sempre quiseram foi ter uma família, um trabalho simples, mas que mantivesse o sustento, que criassem os filhos – será que esse casal não é um grande sucesso? Tentando pegar os fragmentos desses vários pensamentos surge outro detalhe. Um documentário que assisti recentemente – The Secret. Mas afinal qual o grande segredo e porque a fé remove montanhas e por que o sucesso. O documentário fala de uma lei de atração. Segundo este – você atrai o que pensa. Ai olhando pela perspectiva bíblica – a fé remove montanhas, ou seja, o que você realmente deseja, um desejo que venha das profundezas da sua alma acaba acontecendo. Juntando tudo isso vem o sucesso. O que o zelador realmente quis na vida foi ter uma esposa, criar um lar. Ele conseguiu isso, ele teve fé que isso aconteceria e conseguiu isso. Ele é um sucesso. Olhando tudo isso de uma perspectiva limitada – podemos ver guerras, desastres, mortes, caos, e mais uma vez me vem às versões bíblicas. O Homem sábio constrói sua casa na pedra. Tenho uma teoria. No passado li algumas biografias de alguns homens que deixaram grandes ensinamentos para a humanidade, todos eles passaram sofrimentos e privações. A grande maioria deles teve uma origem humilde, mas esses homens tiveram a fé necessária para prosseguir. E quando falo em fé não me refiro apenas à questão da divindade externa, mas na nossa divindade interior. A prova maior que Deus existe é termos o poder de criar nossa própria realidade. Temos o poder de fazer nosso caminho por mais difícil e árduo que ele seja. Pode parecer apenas mais um pensamento perdido nesse mar de lama. Mas não é. Nessa dimensão o sucesso surge com toda força quando somos nós mesmos. Quando lutamos e trabalhamos para realizar os nossos sonhos, talvez aqueles sonhos de infância, perdidos em uma vida meio vazia. Aquele antigo e belo sonho de apenas ser feliz. Talvez resida nisso o The secret.

domingo, dezembro 24, 2006

Contratos Verbais na linguagem do amor


As decisões que assumimos ao longo de nosso percurso neste planeta nos dão à medida exata do nosso crescimento interior. Não são poucas as vezes que assumimos mais encargos do que poderíamos carregar. Compramos mais do que podemos pagar. Fazemos acordos que não podemos honrar. Essas dívidas vão se multiplicando pelo nosso caminho à medida que não percebemos o rastro que deixamos para trás. É muito comum quando criança dizer – mãe, pai, eu nunca vou deixar vocês. Crescemos e a primeira coisa que pensamos e ter nosso próprio espaço. Ao nosso primeiro namorado falamos – vou te amar a vida inteira. Amadurecemos um pouco mais e nos apaixonamos por outro. E assim vamos indo. Eu juro que nunca mais farei isso, aquilo, aquilo outro. Na primeira oportunidade tornamos a fazer. Eu observo que a alma humana possui uma incrível necessidade de repetir seus erros e reafirmá-los periodicamente. Os homens mentem. Mas na hora em que assumiam tais posturas, será que realmente mentiam ou a circunstância naquele momento os tornava verdadeiros. Se a intenção verbalizada era correta o que acontece então? Acredito que entra a conjuntura das circunstancias. Assim como somos formados por ciclos, nossas decisões e ações também são baseadas nos ciclos vividos. Somos efêmeros, conjunturais e limitados. Repetimos erros sempre com a esperança de que não se tornem erros. No entanto para compreendermos a limitação das inúmeras vivências é necessária a mais profunda maturidade. Uma maturidade que se adquire na velhice ou então com base em situações sofredoras. Todos esses questionamentos me ocorrem porque certa vez alguém me disse – não tem idéia de quanto significa para mim. Eu, frente a essa frase, me coloquei na mais absoluta situação de segurança. Acreditei profundamente nestas palavras. Mas no decorrer do tempo elas não se tornaram tão verdadeiras quanto o momento passado. Essa pessoa é mentirosa. Não. É um homem íntegro que naquele momento estava me falando do fundo de seu coração, mas passado essa situação entrou a conjuntura da relação. O que se faz. Se aceita. A nossa vida é, foi e será sempre formada por momentos. Na maioria das vezes, esses momentos duram pouco tempo. Acredito que a sabedoria consiste em viver muitos bons momentos durante uma vida. Aceitar que a vida se transmuta que os acordos se rompem que os erros podem se repetir. Isso faz parte do aprendizado, embora seja difícil e doloroso.

domingo, dezembro 17, 2006

O silêncio dos quase inocentes


Penso no silêncio. No silêncio constrangedor, no silêncio necessário, no silêncio aprendizado e na absoluta falta de som do universo, simplesmente silêncio. Às vezes o silêncio incomoda, outras vezes o silêncio nos trás paz e algumas vezes o silêncio nos ensina. Existe também o medo do silêncio. É o silêncio aterrador. O silêncio que nos oprime, o silêncio que nos mata. Mas afinal quando sentimos isso? Muitas vezes – principalmente quando esse silêncio de um jeito ou de outro mede o nosso desempenho. Quando esperamos por som ao invés de silêncio. Quando pensamos em barulho, de chuva após um dia muito quente, de risos, de crianças, de alegria, do vento, do mar e das nossas lembranças. Barulho de uma voz nos dizendo alguma coisa, qualquer coisa. Nada, no entanto é mais triste e melancólico do que sentir o silêncio das pessoas que amamos. Sentirmos o silêncio dos filhos quando os esperamos barulhentos e famintos. Sentir o silêncio dos amigos quando temos tanta coisa pra contar e o silêncio de quem ama quando o aguardávamos alegres e sorridentes. É difícil aceitar o silêncio de quem amamos quando temos tanta vontade de manifestar nosso carinho. O silêncio nesse caso funciona como uma couraça questionadora, o que eu fiz de errado? Será que eu disse algo que o magoou. Porque meus filhos estão tão calados, será que estão com problemas sérios e eu não havia percebido? Faz tanto tempo que não vejo essa amiga e ela quase não fala? Deve ser alguma coisa que eu fiz e disse na última vez que nos encontramos. Só pode ter algum tipo de problema comigo, porque ele, ela, eles, elas se calam quando eu o, os estou aguardando manifestando toda a sua alegria e felicidade através de um barulho, de um riso, de uma gargalhada, de um telefonema, de um som. Na realidade você, eu, ele nós, não fizemos nada errado ou até tenhamos feito, a tentativa de manifestar através do som algo que somente se manifesta no silêncio. Eu fico lembrando em todas as vezes que estava num profundo estado de silêncio, sem desejo algum de conversar com qualquer pessoa, mas os compromissos do dia-a-dia não permitiam que eu ficasse nessa imobilidade por muito tempo. Saia de casa silenciosa e chegava ao local determinado com um sorriso, conversando muito, porém quando voltava a casa manifestava o meu mutismo a minha mãe, meu pai ou a minha filha. Vocês já perceberam como é fácil ficar em silêncio na frente das pessoas que sabemos que nos amam profundamente – por quê? Talvez porque saibamos que somente quem nos ama realmente é capaz de aceitar o nosso silêncio e porque infelizmente também é mais fácil magoar quem amamos. Sabem por quê? Porque quem ama nos aceita de forma e do jeito que somos. Somente quem nos ama de verdade é capaz de entender o silêncio mesmo que machuque que questione que maltrata que preocupe. Talvez tenha nesse silêncio uma mensagem implícita – eu sei que você me ama por isso aceite meu silêncio porque com você sou capaz de compartilhá-lo.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

A Busca da Alma Gêmea


Há muitos e muitos anos atrás o homem possuía em si, o masculino e o feminino. Era uma época que a humanidade era constituída de gigantes. Esses gigantes começaram então a tomar gosto pelo poder e desafiaram os Deuses que indignados com tanta pretensão resolveram separar o masculino do feminino. O castigo aos humanos seria passar a vida inteira procurando a sua outra parte, procurando o seu complemento que o faria inteiro novamente. Essa lenda, eu li em algum lugar, mas ela esta presente no cotidiano de todas as pessoas. Como almejamos encontrar um companheiro que, se possível nos entenda até através da telepatia. Um companheiro que possua tantas semelhanças, que viveremos felizes para sempre. Será? É isso que representa a outra parte, é isso que representa a alma gêmea. Há uns meses atrás eu também pensava assim até encontrar a minha. Encontrei um homem que é muito muito parecido comigo. Até mesmo os seus desejos profundos de liberdade são tão idênticos aos meus. Seu histórico de vida também é muito semelhante ao meu. Um homem dos meus sonhos. É um caso de amor. Um caso antigo, que vem de épocas passadas. No entanto não estou vivendo um conto de fadas, mesmo tendo certeza absoluta que ele é a parte que faltava em mim. Mas tenho vivido momentos de profundas descobertas a respeito de mim mesmas, onde havia bloqueios, limitações, agora eu enxergo expansão, liberdade. Se antes de encontrá-lo eu pensava que para ser feliz, eu precisava de um companheiro, hoje não penso mais. Descobri que precisamos antes de tudo, aparar as arestas da nossa própria vida. Não precisamos de alguém que nos sustente, precisamos de alguém que nos ajude a descobrir os meios para tal. Não precisamos de alguém que nos defenda, precisamos de alguém que nos faça enxergar a nossa verdadeira força interior. Não precisamos de alguém em que possamos lançar nossa carência afetiva, mas sim de alguém que nos ajude a compreender o porquê de determinada situação. Precisamos de alguém que tenha paciência de nos acompanhar mesmo quando mostramos a nossa imaturidade, nossos conflitos e até mesmo nossos valores confusos. Pode parecer paradoxal, mas através da minha alma gêmea, eu estou descobrindo que não preciso de ninguém pra ser feliz. E ai reside o meu grande ganho. No momento em que eu sei que posso contar comigo mesma, que não é necessário nenhuma forma de dependência, os meus laços com a minha outra parte ficam mais fortalecidos. Talvez tenha começado a fazer sentido uma frase que de certa forma pra mim representava uma incógnita – O verdadeiro amor não nos prende, mas nos liberta. Essa liberdade vem quando percebemos que toda a insegurança é fruto do desamor e da carência, jamais do verdadeiro amor. O maravilhoso de tudo é a visão da nossa liberdade interior e a possibilidade infinita de sabermos que aconteça o que acontecer, esse ser encantado, que é a nossa alma gêmea, jamais, jamais nos abandonará, porque ele vive e sempre viverá dentro do nosso coração.

quinta-feira, novembro 30, 2006

E se fosse verdade....


Nesta terça-feira recebi um e-mail de um site, supostamente, de uma grande empresa de loterias internacionais. O texto do e-mail me informava que eu havia ganhado a quantia de 850 mil euros. No início não quis acreditar, mas depois a minha racionalidade deu lugar ao meu grande sonho. Pensei imediatamente em o que fazer com tanto dinheiro. Comprar um apartamento, pagar as contas pendentes (dando alegria aos meus credores), fazer uma lipo, estudar idiomas, garantir uma aposentadoria precoce. Ir para a Inglaterra atrás da minha outra parte. Mas à medida que eu pensava em todas as benfeitorias futuramente feitas por mim e para mim, sentia uma sensação de incomodo. Por quê? Talvez porque esse dinheiro representasse a realização de meus sonhos. Mas será que eu realmente deixei de realizar algum sonho por falta de dinheiro ou a falta de dinheiro funcionava apenas como uma justificativa para não seguir meus sonhos. Pensei em algo que eu nunca fui e algo que nunca fiz. Deveria se realmente quisesse algo, me planejar. Este planejamento talvez me levasse a realização dos meus sonhos, mas aqui entra uma questão, que acredito ser inerente a raça humana. Às vezes é mais fácil sonhar do que implementar os nossos sonhos. Às vezes é mais fácil ficar subordinada aquela velha frase – há, se eu tivesse dinheiro faria isso, ou faria aquilo? Será. Após sonhar e consequentemente me assustar com a possibilidade de realização dos meus sonhos, resolvi fazer uma pesquisa na internet e constatei como muitas outras pessoas, que era apenas mais uma fraude. Mas eu fico pensando, e se fosse verdade........

terça-feira, novembro 28, 2006


ORKUT- Comunicação é poder ou comunicação e poder?

Estava lendo alguns tópicos da comunidade PT oficial. Entre estes tópicos lí sobre patrocinadores que teriam privado a veja de bons patrocínios e principalmente o colunista Diego mainardi e o próximo alvo seria o programa de Ana Maria Braga. Como foi que a comunidade conseguiu isso? Indo diretamente atrás dos patrocinadores e deixando explicíto que inúmeras pessoas deixariam de comprar seus produtos ou foram próprios patrocinadores que após a inundação de e-mails tiveram o desprendimento de não patrocinar mais a Veja e Diego Mainardi? Seja qual for a realidade das razões expostas aqui(ou outras que não me ocorre no momento), uma coisa é certa. A força da comunicação tem poder. Costumavámos observar o poder atuante da comunicação sobre a opinião pública através dos veículos de comunicação, hoje estamos nos deparando com a força da comunicação sobre quem patrocina os veículos que costumam influênciar a opinião pública. Esse episódio merece e deve ser analizado. Estamos entrando e presenciando uma nova face da utilização do poder através da comunicação.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Para começar bem a semana - tenhamos um momento de reflexão.

Somos seus heróis

Jim Willis

Se você se preocupa em não ter feito diferença, já fez, pois só aqueles que não têm essa preocupação não fazem diferença. Se você se sente sobrecarregado, se o peso dos problemas é demais para suportar, lembre-se de que o fardo deve ser dividido e a força da união pode trazer muitas conquistas.
Se acha que a sociedade e o governo estão cegos, isso é apenas um lembrete de que precisamos mudar uma cabeça por vez, uma lei após a outra. Só com cooperação, e não isolamento, conseguimos mudanças.
Se pensa que não podemos salvar todos, e que diferença alguém pode fazer?, precisa conhecer a alegria daquele que é salvo. Lamente pelos que não podemos salvar, em louvor à sua existência. Não deixe que sua perda seja em vão.
Seja bom consigo mesmo, lembre-se de suas necessidades e as de sua família e amigos de todas as espécies. Se tudo der, o que sobrará para si mesmo, ou para eles?
Lute para ser feliz e saudável. Você é necessário. Alcançar equilíbrio na vida é uma luta eterna. Nós que ajudamos aqueles que não têm tudo de que precisam devemos estar entre os mais gratos pelo que têm.
Tenha orgulho de suas conquistas, não de suas opiniões. A qualidade do seu empenho é mais importante que a quantidade. Perdoe seus próprios defeitos - às vezes importar-se é suficiente. Todos podem fazer alguma coisa, só cabe a você fazer aquilo que pode. Uma palavra de carinho e um toque suave podem mudar uma vida.
Se a raiva cresce em você, porque as pessoas são o problema, lembre-se de sua humanidade e de que as pessoas são também a solução. Concentre-se em necessidades específicas, preste atenção nos indivíduoseles formam o todo. Enxergue além do que não pode ser amado, do que não é atraente, do impuro e do ferido veja que essas almas merecem tanto quanto qualquer outra. Ajude-as a se curar. Os olhos são as janelas dessas almas e espelhos da nossa sinceridade.
Todas as espécies, todos os seres compartilham a Terra em uma corrente de vida. Preocupe-se mais com o que nos faz semelhantes do que com o que nos separa. Políticas, leis e regulamentos não são infalíveis. Aplique-as com ponderação, interprete-as com sabedoria. Nenhuma decisão baseada somente em dinheiro pode ser a certa. Ouça o coração. Às vezes, temos de fazer aquilo de que mais temos medo.
Seja sincero consigo mesmo e com suas crenças. Familiares podem abandoná-lo, amigos podem desapontá-lo, estranhos vão ridicularizá-lo. As pessoas se afastam do que não entendem. Ajude-as a entender - bondosa, suave e delicadamente.
Aqueles que não respeitam toda forma de vida são dignos de pena. Muitas vezes, o malfeitor precisa tanto de ajuda quanto suas vítimas. Perdoe, e então ensine dando exemplo. Eduque a si mesmo ou não pode esperar ensinar outros. Nenhuma ação baseada em ódio pode estar certa e a raiva sufoca a sabedoria.
A sua pode ser uma voz que clama no deserto, faça dela uma voz a ser respeitada. Ouça mais do que fala, seja cortês e confiável. Aprenda a pedir ajuda. Nunca abra mão da verdade. Saiba que é preciso ser muito forte para chorar E que aprendemos com cada derrota.
Toda Criação celebra aquilo que mais lhe convém. As Crianças são nossa esperança - cuide delas. A Natureza é nosso legado - proteja-a. Os Animais são nossos irmãos - aprenda com eles.
As recompensas não serão materiais, mas serão significativas, e a coragem das convicções pode sobreviver a tudo. Somos barquinhos à deriva em um mar bravio, mas algum dia a maré vai nos levar a um porto seguro. Não importa quão negras as nuvens, ou profunda a dor do coração partido - nunca esqueça: Somos seus heróis.

Copyright 2001 by Jim Willis. Todos os direitos reservados. Tradução: Daniela Travaglini

sábado, novembro 25, 2006

Mil maneiras de perder o homem errado e uma maneira de achar o homem certo.

Estava pensando no grande desejo de toda mulher em achar o homem da sua vida. Um homem perfeito de acordo com o perfil dessa mulher. Algumas resolvem apostar nessa busca como o objetivo de suas vidas. Dessa forma tornam-se verdadeiras experts em relacionamentos. Ao conhecerem o futuro candidato, elas conseguem avaliar o caráter desse futuro eleito imediatamente. Se for um homem esportivo, elas começam a se dedicar aos esportes, se é um homem caseiro, elas começam a buscar conhecimentos sobre a arte do lar. Enfim em qualquer situação existe a possibilidade dessa mulher se enquadrar ao perfil desejado desse homem em questão no momento. Eu, certa vez me apaixonei por um rapaz que era desportista. Adorava montanhas, natureza, ciclismo. E em um mês muito quente, fomos acampar em um cânion e para chegar até lá caminhei 15 kilometros – quase morri. ( Somente para esclarecimentos, sou apaixonada pelo mar, porém sou completamente urbana. Adoro ver o dia raiar não por acordar cedo mas sim por ainda não ter ido dormir). A maioria dessas mulheres que tentam adaptar seu próprio perfil ao homem desejado vê depois de algum tempo seus relacionamentos naufragados. Choram, lamentam, entram em depressão. – O que eu fiz de errado. Eu fui companheira, amante, amiga. Porque não deu certo. Simples, ao invés de pensar em si mesmo como um ser humano que merece ser feliz e ter a vida compartilhada, que era o que realmente queria. Tentando agradar o outro, ela se desagradou e o “outro” percebeu. Todo relacionamento tem que ser compartilhado – se o outro tem uma visão de mundo que difere da companheira, ela ou ela não precisam abandonar sua visão pessoal, mas sim ampliar e perceber também a forma como o “outro” vê o mundo. Nós vivemos num mundo material e isso vale também para as relações afetivas – não é a toa que as cirurgias plásticas estão tanto em alta. (não que eu também não queira fazer). Porém invertemos a forma como avaliamos essa relação, é uma relação que deve vir do coração e não da razão. Jamais poderemos tentar um relacionamento com base no que dizem nossas amigas, nossa família, nossos amigos, nossas revistas, nossa TV, nosso saldo bancário. Nós temos que ter uma relação com base no coração, na nossa intuição. Acredito que ninguém deveria mudar a sua concepção interior por um relacionamento. Eu diria que as mulheres e homens seriam mais felizes sendo verdadeiros. A pessoa certa será aquela que poderá perceber que debaixo de todo verniz conjuntural, esta uma pessoa que é capaz de amar, ampla e profundamente.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Um breve momento de espiritualidade para iniciar bem essa quinta-feira.


Prece Árabe

Deus, não consintas que eu seja
o carrasco que sangra as ovelhas,
nem uma ovelha nas mãos dos algozes.

Ajuda-me a dizer sempre a verdade
na presença dos fortes, e jamais dizer mentiras
para ganhar os aplausos dos fracos.

Meu Deus! Se me deres a fortuna,
não me tires a felicidade;
se me deres a força, não me tires a sensatez;
se me for dado prosperar,
não permita que eu perca a modéstia,
conservando apenas a alegria da dignidade.

Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas,
para não enxergar a traição dos adversários,
nem acusá-los com maior severidade do que
a mim mesmo.

Não me deixes ser atingido pela ilusão da
glória, quando bem sucedido e nem desesperado
quando sentir insucesso.

Lembra-me que a experiência de um fracasso
poderá proporcionar um progresso maior.

Ó Deus! Faze-me sentir que o perdão é maior
índice da força, e que a vingança é prova de
fraqueza.

Se me tirares a fortuna, deixa-me a esperança.
se me faltar a beleza da saúde, conforta-me
com a graça da fé.

E quando me ferir a ingratidão e a
incompreensão dos meus semelhantes, cria em
minha alma a força da desculpa e do perdão.

E finalmente Senhor, se eu Te esquecer,
Te rogo mesmo assim,
nunca Te esqueças de mim!

(Traduzido do Árabe por Seme Draibe)

sexta-feira, novembro 17, 2006


Strip tease


Existem muitas coisas, fatos e situações consideradas, ao longo do percurso de uma vida, como sendo realmente difíceis de serem enfrentadas. Entre todas as situações que mais geram dificuldades estão às relações humanas, sejam relações de trabalho, relações familiares e relações amorosas. São as amorosas, no meu ponto de vista, o lugar onde residam os maiores questionamentos enfrentadas pelo ser humano. A visão que desejo apresentar é a visão feminina, até pela minha própria condição de mulher. Eu observo como as mulheres costumam realizar uma forma de strip tease quando buscam novas relações. Elas se aproximam, algumas vezes fazendo verdadeiras loucuras, do homem que desejam das mais variadas formas. Mesmo que algumas mulheres já tenham tido vários relacionamento, quando se apaixonam voltam a ser “virgem”. Esquecem os relacionamentos que não deram certo, ficam esperançosas pelo novo. Essas mulheres algumas vezes foram muito magoadas, porém quando se evidenciam uma nova relação, elas simplesmente renascem. Talvez a lenda da Fênix devesse ser aplicada à mulher que esta encontrando uma nova paixão. Eu penso nas qualidades femininas e observo o quanto às mulheres se tornam belas quando o amor entra em suas vidas. Não importa se elas são gordas, magras, altas, baixas, morenas, negras, loiras e por ai afora. Não importa que tipo de físico elas tenham, elas simplesmente são tocadas pela mão de uma Deusa e renascem. Eu penso mais, penso que um homem que consiga deixar uma mulher linda é um verdadeiro homem, e será mais verdadeiro ainda se perceber a beleza dessa mulher. A mulher apaixonada realiza o tipo mais difícil e verdadeiro de strip tease – ela se desnuda da possibilidade de fracasso, ela esquece dos relacionamentos antigos, ela se abre para uma nova vida. Eu acredito que nós, mulheres não tenhamos a compreensão do quanto podemos ser belas e acredito também que não tenhamos a noção das inúmeras vezes que tenhamos feito um strip tease sem medo e nem pudor de nos mostrarmos como realmente somos....

quinta-feira, novembro 09, 2006

A Descoberta do Novo – Uma bela reflexão de Artur da Távola.


“Para ficar com a própria verdade talvez seja necessário perder um amor que não corresponda à verdade profunda do ser.
Só quem é capaz de enfrentar a solidão adquire a coragem do ser. Se é possível enfrentar a solidão(ainda que como uma indesejável companheira), então adquire-se o direito de ser. Ser é adequar a vida às próprias características. Adequar a vida às próprias características é libertar-se através da verdade interior. Libertar-se através da verdade interior é alcançar a coragem de ser.
As vezes precisamos de um abalo violento para perceber a existência, em nós, de partes adormecidas ou amortecidas por uma situação dolorosa ou depressiva; ou por hábitos e repetições de uma vida inteira.
O Novo emerge de dentro das dores e instantes de felicidade vêm morar com a depressão, como os brotos verdes visíveis nos campos e morros incendiados em seguida à queimada, proclamando vida, e existência de renovação, eternamente. Sentimentos e impulsos não dependem dos freios que as regras, leis, a conveniência lhes colocam. Podemos e devemos, até, aceitar tais freios, como normas de conduta equilibradora. O que não podemos é negar a existência de tais sentimentos e impulsos como próprios do ser humano e repletos de um valor específico que corre paralelo aos valores anteriormente aceitos por nós.
A vida não pára. O novo se impõe, inelutavelmente. Quando estamos doentes de depressão (ou de repetição) emitimos vibrações negativas e antigas diante de situações sempre novas. Aplicamos fórmulas e sentimentos já conhecidos ao que deveria ser aceito como surpresa, acaso, renovação permanente. Se soubermos perceber a dosagem exata de renovação e surpresa necessárias à adubagem de nossas repetições, ecos e velharias, então saberemos viver: então venceremos as depressões. Novo demais embriaga. Novo de menos esclerosa. O novo é inevitável: nós é que não percebemos.
Temos instâncias guardadas e dormentes, que independem dos sentimentos dominantes no momento. Se algum forte abalo, algum acordar repentino (e até meio violento) movimenta essas instâncias, ai descobrimos a nossa infinita possibilidade de riqueza, sempre guardada, indescoberta e subdesenvolvida em função de nossa tendência de só querer viver e amar como o que já somos e já sabemos.”
Um estudo de caso

Grande reportagem na Folha de S.Paulo da última quarta-feira (1) abriu com a revelação de que, “dois dias após a reeleição” de Lula, o PT divulgou “discretamente” no seu site o programa do presidente para “democratizar os meios de comunicação”(1). Já começou com duas mentirinhas. O programa estava no site do PT desde o sábado, véspera da eleição. E com grande destaque. Por que essas duas mentirinhas? E por que abrir a reportagem com informações que, mesmo verdadeiras, seriam acessórias? Posso aventar duas hipóteses. Primeiro, para reapresentar, como se fosse novidade, algo já noticiado. O mesmo repórter deu essa mesma “notícia” dois meses antes. Segundo, para passar a idéia de que o PT sonegou do eleitor uma informação que era essencial para ele decidir o voto, só a revelando depois da reeleição. Uma espécie de estelionato eleitoral. Quase em seguida, outra mentirinha. A reportagem diz que ficou de fora da versão final do programa a exigência para que outorgas e renovações de concessões de rádio e televisão passem pelo crivo de ´conselhos populares´, expressão colocada entre aspas para que não fique nenhuma dúvida. Mas o programa do PT nunca usou essa expressão, nem mesmo no texto prévio submetido à aprovação política do comitê de campanha. Foi o jornalista quem a inventou, na sua primeira reportagem em agosto.Mais adiante, uma série de pequenas supressões altera o sentido da proposta do PT de apoio à imprensa escrita independente.O programa propõe “incentivos legais e econômicos visando ao barateamento dos custos de produção e distribuição, que permitiriam a diminuição do preço de venda, para aumentar o número de leitores no país”. O repórter omitiu a expressão “valorização da mídia impressa” do início da frase, omitiu os mecanismos propostos (barateamento de custos e de distribuição) e o objetivo geral de “aumentar o número de leitores”. E ainda acrescentou que esses jornais e revistas teriam apoio de bancos públicos e agências de fomento, proposta que está em outro lugar, bem diferente do programa, quando se discute a necessidade de dar prioridade na economia brasileira à indústria de produção de bens simbólicos, apenas reforçando o que já é uma postura desses bancos de dessas agências de fomento de priorizar a produção regional e a democratização desde muito antes do governo Lula (2). O resultado desse conjunto de pequenas omissões e deslocamentos foi inverter o sentido de que se trata de uma política pública de aplicação universal e com o objetivo democratizante para o seu oposto: de que o PT pretende usar bancos públicos para favorecer certos jornais e revistas. A diferença fica clara neste parágrafo da proposta, que o repórter também omitiu: “ As iniciativas aqui propostas podem ser aplicadas para os meios privados, públicos e estatais, sempre tomando como diretriz norteadora que o surgimento do maior número possível de produtores deve atender à democratização do acesso da sociedade aos meios de comunicação”.Pequenos erros e omissões fazem parte de toda narrativa jornalística. São inerentes ao ato de informar rapidamente. Se forem erros graves, devem ser corrigidos de imediato. Nesta história do programa setorial do PT de Comunicação e Democracia, o importante é o processo todo pelo qual uma proposta bastante ampla, detalhada, que tem o objetivo de descobrir caminhos democráticos de tornar mais plural e acessível a informação no Brasil, foi deformada pelos próprios jornalistas e tratada como uma proposta autoritária e tentativa de controle dos meios de comunicação.O primeiro ato desse processo que consegui localizar partiu da própria Folha em furo de reportagem em 28/08/06(3). A matéria teve enorme repercussão, sendo reproduzida em dezenas de sites que tratam de mídia. Tornou-se a referência desse tema na grande imprensa. Essa reportagem já fazia o deslocamento que associa estritamente à mídia impressa a proposta do PT de fomento por agências e bancos públicos ao conjunto da indústria de produção de bens simbólicos para a democratização e regionalização da produção (4). E mais: no último parágrafo, introduzia a palavra maldita que marcaria todo o tratamento da questão, inclusive por jornalistas ilustres e mais experientes, e que não constava da proposta: “A população terá ´participação´ no processo de renovação e outorga das concessões da rádio e TV por meio de conselhos populares.”Foi uma colagem de conceitos diferentes. O PT propõe um modelo de participação popular parecido ao SUS, com base em conferências municipais, estaduais e uma conferência nacional, como já está sendo feito pelo movimento ambientalista, entre outros. Dessas conferências nascem conselhos. Exatamente como ocorre no SUS, cujos conselhos participam na definição de políticas da saúde. Depois de propor as conferências, logo em seguida o texto fala: “Criação de mecanismos e espaços institucionais (como conselhos) para a participação popular na elaboração, acompanhamento e fiscalização de políticas públicas .” O repórter fez uma clonagem: juntou o “popular” de “participação popular” (título desse capítulo do Programa) com a palavra conselho (que está relacionada às conferências, podendo ser, portanto, conselhos municipais, estaduais, etc).No dia seguinte (5), um repórter do Estadão em Brasília foi atrás do prejuízo provocado pelo furo da Folha e cozinhou as mesmas informações, aproveitando para mais uma forçada de barra: o que na proposta original era “participação popular no processo de definição de políticas públicas” virou “conselhos populares com o poder de decidir sobre outorgas”. Ou seja, “participação” no processo virou “poder de decisão”. E também acrescentou outra mentirinha: “esse modelo foi pensado pelo então Secretário de Comunicação de governo, Luiz Gushiken, logo depois da posse, mas foi abandonado por Lula”. O que Gushiken propôs foi uma política pública vinculando programas de patrocínio de entidades do governo a compromissos de inclusão social. Essa proposta, como se sabe, gerou atritos como Ministério da Cultura e foi abandonada do ponto de vista formal, apesar de seus princípios estarem sendo cada vez mais adotados de modo voluntário por essas entidades e até pelo setor privado.Três dias depois, o tema foi abordado por outro jornalista do Estadão (6), que já começou forçando outra barra. Diz que o autor do programa é Fábio Koleski, “um dos principais assessores de Dulci, ministro que é o único sobrevivente do chamado núcleo duro”. Nem Koleski é um dos principais assessores de Dulci e nem Dulci tinha qualquer coisa a ver com a proposta. Koleski explicou que apenas sistematizou as propostas oriundas de grupos de trabalho do PT e que Dulci não tinha nada com isso. O jornalista simplesmente desclassificou suas explicações. Elas não se encaixavam em alguma teoria sua.Mas Fábio falava a pura verdade. Tanto a referência a Gushiken como esta ao Dulci eram incorretas. Por que foram inventadas? Talvez para forçar uma vinculação das propostas ao governo. Sei que foram inventadas porque eu fui o autor de parte das propostas e nem estava mais no governo; a responsabilidade política pelo grupo de trabalho para comunicação era de Valter Pomar, que não estava no governo; seu âmbito era o do comitê de campanha e não o governo; suas divergências eram entre diferentes tendências do partido e não entre grupos de governo. No mesmo dia, um importante colunista do Estadão (7), talvez sem saber que as informações distorciam fortemente os fatos, elogiou a reportagem de seu jornal no Observatório da Imprensa, ironicamente um espaço dedicado à crítica da mídia e sua auto-reflexão . Nesse processo, a expressão que nunca existiu – “conselhos populares” – ganha uma dimensão maior e vira “assembléias populares para revisão de concessões de rádio e TV”. É o PT propondo o regime dos soviets ou algo parecido.Moral da história. A proposta, que é bem abrangente e, em algumas áreas, bem detalhada, e em outras, trata de questões de grande atualidade, como a modelagem da TV digital, nunca foi publicada pela grande imprensa na íntegra, ou mesmo resumidamente. Apenas usaram alguns pedaços de frases, tirando-os do seu contexto. Eliminaram detalhes significativos, inventaram expressões que não existem. Com que propósito? Se fosse para debatê-la, criticá-la a sério, não seriam necessários esses truques. Desconfio que a proposta vai ter o mesmo tratamento dado pela grande imprensa à da criação do CFJ (Conselho Federal de Jornalismo) e da Ancinav (Agência Nacional do Audiovisual). Ou seja, será desqualificada a priori, para que seu mérito não seja discutido. E ainda dizem que é o PT que tem DNA autoritário. Pode ser que tenha, mas não é sua exclusividade.(1) A reportagem, de Fábio Zanini, ganhou título de página inteira: “Plano do PT quer ´desconcentrar ´a mídia”.(2) Tanto a União como Estados, municípios, grandes empresas e bancos estatais possuem há décadas leis de incentivo à produção independente de bens simbólicos.(3) Fabio Zanini. "PT propõe recadastramento de concessões da rádio e TV"- Folha On Line.(4) “...Quanto à mídia impressa. O governo definiria um plano de incentivos econômicos – com apoio inclusive de bancos públicos e agências de fomento...”(5) João Domingos. "Texto deve omitir `democratização da mídia'". O Estado de S.Paulo, 29/08/06.(6) Paulo Moreira Leite. "Texto sobre controle da mídia é criação de assessor de Dulci". O Estado de S. Paulo, 01/09/06.(7) Luiz Weiss. "De onde vem o plano do PT para a mídia". Observatório da Imprensa, Ano 11. 01/09/2006.

Bernardo Kucinski, jornalista e professor da Universidade de São Paulo, é editor-associado da Carta Maior. É autor, entre outros, de “A síndrome da antena parabólica: ética no jornalismo brasileiro” (1996) e “As Cartas Ácidas da campanha de Lula de 1998” (2000).

terça-feira, novembro 07, 2006

A Comunicação e realidade


Penso nas várias forma em que a comunicação atua e influencia a vida de todas as pessoas. Somos bombardeados com milhões de informações diariamente e nem sabemos, se na verdade estas informações são corretas ou não. Nós não sabemos mas aqueles que detém o poder filtraram estas informações antes de jogá-las ao mundo. Penso também em como se originou esse processo de construção das nossas realidades. Só para exemplificar, algumas informações sobre alguns países, temos como certezas. Essas certezas se atraduzem na forma como avaliamos determinado país sem no entanto, na maioria das vezes nunca estarmos lá. Todo um processo de construção é realizado em torno do dia-a-dia. Pedrinho Guaresqui fala que hoje comunicação é o quarto pode, será. Eu continuo pensando, talvez quem sabe, o primeiro e o mais letal dos poderes.