sexta-feira, agosto 13, 2010

Justiça surpreende e aplica pena leve a estupradores em SC

Me surpreendeu a matéria publicada hoje no Jornal Correio do Povo, 13.08.2010 sobre o caso de dois jovens de Santa Catarina, de classe média alta, que estupraram uma menina e como punição, tiveram penas muito leves . O estupro é o pior crime que um homem pode praticar contra uma mulher. As penas para estupradores deveriam ser imensas porque a vítima será atormentada até a morte pelas imagens do estupro. Acho que nesse caso a justiça não foi imparcial. Um dos jovens é filho de um delegado de polícia e o outro faz parte da familia RBS, a maior rede de comunicação do sul do Brasil. Abaixo reproduzo o texto na íntegra de sua publicação.


"A Justiça de Santa Catarina surpreendeu nesta quinta, ao determinar pena alternativa para os dois adolescentes acusados de estupro de uma menina de 13 anos, em Florianópolis. A decisão foi tomada em uma audiência de apresentação dos menores, ocorrida pela manhã na Vara da Infância e da Juventude, na capital catarinense, para qual não houve comunicação para a família da vítima. Conforme decisão da juíza Maria de Lurdes Simas Porto Vieira, os adolescentes terão de prestar serviços comunitários por seis meses e passarão, no mesmo período, por liberdade assistida com acompanhamento psicológico.

O fato ocorreu no mês de maio, quando a menina sofreu abuso sexual por parte de um adolescente de 16 anos, filho de um diretor de uma empresa de comunicação local, e por outro jovem, também com 16 anos, filho de um delegado de polícia. O advogado da família da vítima, Francisco Ferreira, reclamou da forma como ocorreu a decisão. “O Poder Judiciário de Santa Catarina tem uma cultura reconhecida de decidir em defesa da sociedade. Nesse caso, a sentença da juíza foi a antítese desta postura”, afirmou.

A inconformidade do advogado se deve, ter sido proferida numa audiência na qual somente os acusados e seus defensores estarem presentes. “Eu ainda buscava através de recurso o direito de ver o processo e tinha prazo até a sexta-feira”, disse. Para o advogado, a decisão veio privilegiar a RBS. “Foi tomada numa manhã, quando nunca os atos no Fórum ocorrem neste horário”, afirmou. O advogado esperava que os estupradores fossem condenados com sentença de semi-liberdade ou internação. Pela gravidade do fato, segundo ele, um ato infracional de violência de estupro é crime que merece uma pena mais dura. “A defesa desta jovem também foi violentada”, disse. 

Para advogado de defesa dos adolescentes, Marcos Silveira, a decisão da Justiça foi tomada depois de um consenso entre a juíza, os representantes do Ministério Público e a defesa. “Já esperávamos este tipo de pena, que tem sido muito aplicada em vários pontos do Brasil”, justificou o advogado. Segundo Marcos Silveira, a decisão é adequada ao processo, uma vez que não há nos autos qualquer indicação de que tenha havido violência no episódio. "

Fonte: Correio do Povo

domingo, agosto 01, 2010

Editorial da Folha de São Paulo sobre o caso Bruno.

Tenho acompanhado pela mídia a desastrosa investigação sobre o caso Bruno. Vejo o clamor popular conduzido pelas luzes da imprensa, o ego da policia e a "revolta do povo". Isso tudo sem falar na cara de "dor" de seu pai, que diga-se de passagem esta sendo condenado por estupro. Um pai que nem sabia da filha, uma mãe que a abandonou. Mas tudo bem, familia é familia. Até agora pouco consegui compreender do que o delegado Edson Moreira falou e explicou. Houve momentos da investigação que ele afirmou com tanta veêmencia que Elisa estava morta que pensei que esse homem é capaz de ver o passado - Delegado Espírita, quem sabe. Hoje, a folha de São Paulo publicou um editorial que retrata exatamente o que aconteceu. O ego da policia, mais propiamente dos delegados que conduziram o caso, como o senhor Edson Moreira (também sendo investigado por crimes), podem levar a absolvição do Bruno.

Merece reflexão o editorial de hoje do Jornal Folha de São Paulo que publico a seguir, em face do crime imputado ao goleiro Bruno.

“Entregue à Justiça nesta semana, o inquérito para apurar os responsáveis pelo desaparecimento e possível homicídio de Eliza Samudio teve condução desastrosa.
Na busca pelos holofotes da imprensa, e pressionadas pelo clamor popular que cerca o caso, as autoridades policiais cometeram sucessivos e indesculpáveis erros.
É certo que a polícia tem de realizar a atividade persecutória, mas o Estado democrático de Direito impõe limites à sua atuação.
O direito de acesso aos autos do inquérito, por exemplo, foi por muito tempo vetado ao advogado de defesa do goleiro Bruno, o principal suspeito, em flagrante descumprimento à jurisprudência do país e às orientações do Supremo Tribunal Federal sobre o tema.
Desse modo, foi correta a estratégia da defesa de evitar que o goleiro e outros suspeitos falassem durante os interrogatórios.
O caso demonstra erros comuns ao trabalho policial: em vez de investigar, opta-se por condenar sumariamente e em público aqueles que são alvo do inquérito, mesmo que tais declarações encontrem base frágil em provas concretas.
Além disso, o excesso de protagonismo das autoridades responsáveis pela investigação termina por ser prejudicial à própria sociedade, pois os erros cometidos podem gerar a nulidade de todo o processo. Embora aparentemente saciem o desejo popular de condenação dos envolvidos no crime, as autoridades acabam favorecendo a impunidade -especialmente em um caso que precisa ser decidido de forma bastante técnica, já que até agora não foi encontrado o corpo da desaparecida.
Mesmo que caiba à Justiça definir se os investigados são realmente culpados, provas materiais bem produzidas e testemunhos sólidos, com contradições dirimidas, serão essenciais para um julgamento adequado.
Teriam mais sucesso as autoridades policiais caso se concentrassem em prestar este auxílio indispensável ao Judiciário em vez de tentar substituí-lo em deploráveis espetáculos midiáticos”.

http://joseluizalmeida.com/2010/08/01/editorial-da-folha-de-sao-paulo/



quinta-feira, julho 01, 2010

Ficha Limpa, Ficha Suja.

O projeto de iniciativa popular,a lei da Ficha Limpa, sofre sua primeira derrota. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, acaba de suspender a aplicação da lei da Ficha Limpa para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).
Candidato à reeleição, o senador foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Piauí por conduta lesiva ao patrimônio público. Pela lei, não poderia concorrer porque foi condenado por um colegiado. Heráclito recorreu ao Supremo Tribunal Federal e ainda aguarda o julgamento do recurso. A ação começou a ser julgada em novembro do ano passado pela 2ª Turma, mas foi interrompida por pedido de vista do ministro Cezar Peluso.
Gilmar Mendes justificou a suspensão da Ficha Limpa com o argumento de que o recurso não poderá ser julgado antes do prazo de registro das candidaturas. A próxima sessão da 2ª Turma será em agosto.Esse foi apenas o primeiro caso. Tenho certeza que muitos mais ocorrerão. É muito difícil confiar na ética e nos princípios políticos de pessoas que resolveram transformar seus projetos políticos em vantagens pessoais.

sábado, junho 26, 2010

Nasce escola de integração latino-americana

Fonte: O Globo - 20/06/10

Nasce escola de integração latino-americana

Nova universidade federal, em Foz do Iguaçu, terá foco na formação de humanistas com visão integrada e inovadora

Paula Dias


Buscar o fortalecimento das relações entre estudantes sul-americanos e valorizar o diálogo intercultural como metodologia de ação. Essa é uma das propostas da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), instituição bilíngue, criada pelo governo brasileiro, que destinará metade das vagas a estudantes e docentes da América Latina.

Com a meta de reunir dez mil alunos e 500 professores até 2015, a universidade - que fica em Foz do Iguaçu, no Paraná - vai oferecer, a partir de agosto, seis cursos de graduação, com 50 vagas cada, e três de pós, ainda sem número de vagas definido.

Desde agosto passado, a Unila funciona em caráter experimental.


Idealizada pelo Ministério da Educação, a instituição apostará em cursos inovadores, que fogem do padrão vigente nas faculdades brasileiras.


Além de as aulas serem ministradas em português e espanhol, o currículo e a metodologia de ensino serão focados em temas que refletem a realidade do processo de internacionalização do Brasil rumo a países como Argentina, Chile, Paraguai, México e Uruguai.


- Nós não teremos cursos tradicionais de direito, engenharia e medicina, por exemplo, mas sim programas com uma perspectiva inter e transdisciplinar, voltada a questões que contribuam para a integração latino-americana - afirma o reitor Hélgio Trindade.


A própria nomenclatura dos cursos de pós-graduação lato sensu que serão oferecidos pela universidade, nesta etapa inicial, já confirma este propósito: "Literatura latino-americana", "Tecnologias para o desenvolvimento social sustentável" e "Pensamento social da América Latina".


Segundo Trindade, a partir de 2011, a Unila começará a organizar cursos de especialização stricto sensu (mestrados e doutorados), em parceria com outras instituições de ensino do Hemisfério Sul.


- Nossa metodologia, tanto na graduação quanto na pós, será baseada em institutos de pesquisa, inovação e desenvolvimento científico sobre diferentes assuntos, que substituem a estrutura tradicional, formada por departamentos - diz o reitor.


Além do Instituto Mercosul de Estudos Avançados (Imea) - que já está em funcionamento -, a Unila terá em breve outros centros interdisciplinares, como os de Cultura e Comunicação; Ciências da Vida, das Águas e do Meio ambiente; de Infraestrutura, Tecnologia e Desenvolvimento e de Economia, Sociedade e Relações Internacionais.


- O Brasil está vivendo um momento de internacionalização que vai além do conhecimento técnico.


As empresas não querem só especialistas, mas sim humanistas com uma visão integrada, inovadora e abrangente - diz Trindade, acrescentando que o objetivo da universidade não é apenas preparar o profissional para o mercado ou complementar sua graduação. - Queremos formar jovens com competências extras a qualquer profissão, capazes de fazer diferença nesse cenário.


http://www.mundovestibular.com.br/articles/8716/1/Unila-Uma-universidade-internacional/Paacutegina1.html


http://oglobo.globo.com/economia/boachance/mat/2010/06/22/nasce-escola-de-integracao-latino-americana-916952973.asp

sábado, junho 19, 2010

Lula Não Entende De Nada


Por Pedro Lima*

Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores.
E que também não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.
Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos (14 universidades públicas e estendeu mais de 40 campi), e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade (meio milhão de bolsa para pobres em escolas particulares).
Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares (valores de janeiro de 2010), e não quebrou a previdência como queria FHC.
Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG – Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.
Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis (maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta).
Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8 (criou o G-20).
Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.
Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos) uma mulher no cargo de primeira ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora.
Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.
Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir. Hoje o PAC é um amortecedor da crise.
Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre (como também na linha branca de eletrodomésticos) .
Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual (o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...).
Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com George Bush -notada até pela imprensa americana – e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.
Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador… é amigo do tal John Sweeny (presidente da AFL-CIO - American Federation Labor-Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...) e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam, lá, nos “States”.
Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa é autor da maior mudança geopolítica das Américas na história.
Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.
Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.
Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.
Lula, que não entende nada de nada… é bem melhor que todos os outros!!!…

*Pedro Lima Economista e professor de economia da UFRJ

segunda-feira, junho 14, 2010

Caso Ford, a manipulação ideológica da direita

texto escrito pelo jornalista Juremir Machado da Silva em seu blog do jornal Correio do Povo em 04.06.2010

"Tem dias em que a ficha cai.
Chega de conversa fiada.
Basta de falsa objetividade.
Que se abra o jogo.
Que se ford.
Vamos ao problema.
A reabertura do caso Ford, com a condenação da montadora a devolver o dinheiro gaúcho que pegou adiantado, não usou e não entregou, dá o que pensar.
Foi a maior manipulação ideológica do Rio Grande do Sul moderno. Uma guerra sem quartel e estratégica.
Não uma guerra ideológica da esquerda contra a Ford.
Uma guerra ideológica da direita contra o governo Olívio Dutra. Um pretexto para atingir o petismo.
Uma vingança contra a chamada arrogância do PT.
Se a Ford não tivesse ido embora, talvez a direita tivesse lhe pedido para fazer isso, pois nunca uma ruptura de contrato foi tão benéfica e providencial para a propaganda ideológica da direita gaúcha.
A Ford queria mundos e fundos.
Antônio Britto estava disposto a dar tudo.
Olívio Dutra teve a coragem de ponderar.
O antipetismo gaúcho é tão visceral, tão xiita, tão fanático e fundamentalista, que precisava de um motivo para se vingar dessa pedra no sapato. Encontrou. O PT incomodava demais. Havia desbancado os tradicionais donos do poder.
Nada mais inadmissível. Um verdadeiro pecado mortal. Tinha de ser punido por essa ousadia.
Certamente houve erros na condução da negociação com a Ford.
O PT cometeu erros ao longo da sua curta trajetória. A lista é longa das suas babadas.
Olívio Dutra também errou.
A Ford cometeu mais erros ainda. Na época, tinha um presidente medíocre e arrogante que não sabia e não queria negociar. Representava a poderosa Ford e pretendia impor no grito todos os seus desejos.
Queria tudo: isenção de impostos, adiantamentos, infraestrutura, mamão com açúcar, privilégios sem fim.
Uma multinacional não aceita ser tratada como qualquer empresa. Quem abre uma empresa, paga impostos. Salvo de for uma montadora messiânica. Ao cair fora, a Ford aplicou um cambalacho de vigarista barato.
Partiu com a grana dos gaúchos.
A mídia amiga da direita deitou e rolou. Convenceu os convencidos de que a Ford havia sido expulsa. Afetou a consciência dos mais simples e dos mais ideológicos. Deliciou-se dando as cartas e jogando de mão.
Falava sozinha. Foi a época de ouro do conservadorismo na mídia gaúcha.
Tudo tem um preço: o da Ford era alto demais.
A manipulação ideológica em torno do caso Ford continua rendendo. É o hit mais tocado pela direita.
Ainda toca o coração dos incautos.
Dizem que os petistas são xiitas, radicais e ultrapassados. Muitos, claro, são. Mas nem todos.
Desconheço gente mais xiita do que os da tribo dos antipetistas. É um fundamentalismo rasteiro, primário, rastaquera, carregado de ódio e de simplificações, do tipo petista come criancinha e vomita heresias.
Eu não sou petista. Não tenho partido. Nunca terei.
Tenho é paciência para levar anos analisando certos fatos.
Tem muita gente que deveria pedir desculpas a Olívio Dutra. Gente que, se o PT estivesse no governo gaúcho agora, nem ficaria a favor da devolução do dinheiro pela Ford. Essa montadora é cara-de-pau.
Desenterrei tudo sobre o caso Ford. Estudei o dossiê como quem se prepara para uma tese. Mergulhei na história. Não hesito em afirmar: a saída da Ford foi um motivo para esculhambar o petismo. Continua sendo.
Só há coisa a repetir: queremos nosso dinheiro.
O resto é conversa para reacionário dormir feliz.
Postado por Juremir Machado da Silva - 04/06/2010 10:18 - Atualizado em 04/06/2010 10:25"

sexta-feira, maio 21, 2010

O isolamento dos Estados Unidos

Texto postado por Juremir Machado no jornal Correio do Povo, 21 de maio de 2010.

"Quem tem pressa come cru.
É melhor do que não comer. Mas tem preço.
Quando Luiz Inácio disse que a crise financeira de 2008 chegaria ao Brasil como uma marolinha, foi ridicularizado.
Estava certo.
Agora, depois de mediação do rolo dos iranianos com os Estados Unidos, foi motivo de chacota ao dizer que os americanos ficariam isolados.
Não estava totalmente errado.
O jornal “Herald Tribune” estampou a seguinte manchete: “Ao ignorar o acordo com o Irã, Obama se afunda em mais um fracasso”.
Roger Cohen, autor do texto do HT, bateu forte: “Os americanos veem os iranianos como ‘evasivos, falsos, fanáticos, violentos e incompreensíveis’. Os iranianos, por sua vez, veem os americanos como ‘beligerantes, hipócritas, ateus, imorais, materialistas, calculistas’, sem mencionar provocadores e exploradores”.
Na mosca.
O Brasil e a Turquia fizeram o que era necessário. Os Estados Unidos e seus principais aliados, mortos de inveja e feridos nos seus interesses, esnobaram o acordo. O Herald Tribune dá no fígado dos que torceram o nariz para a ação conjunta de Brasil e Turquia: “Como se fosse necessária mais uma ilustração da relação de desconfiança, esta acaba de ser fornecida pelo acordo do Brasil e Turquia sobre o urânio pouco enriquecido do Irã, a reação rabugenta dos EUA e a aparente determinação dos Grandes Poderes, liderados pelo governo Obama, de se afundar mais no fracasso”.
O articulista puxa as orelhas da arrogante Hillary Clinton por querer liquidar com muitas rapidez os “esforços sinceros” de Brasília e Ancara em resolver problemas de grande interesse mundial.
A sentença do jornal americano é esta: fatos são fatos.
Brasil e Turquia consolidaram o acordo proposto pelos Estados Unidos em outubro de 2009. Qual foi a recompensa americana: desdenhar o pacto e defender novo sanções contra o Irã. Conclusão do HT: “No ano passado, na ONU, Obama pediu uma nova era de responsabilidade compartilhada. ‘Juntos, precisamos construir novas coalizões que superem nossas divisões’, declarou. Turquia e Brasil responderam – e foram esnobados. Obama fez suas próprias palavras iluminadas parecerem vazias”. Deu? Ou querem mais? Os franceses acharam a intervenção brasileira no caso do urânio iraniano ingênua, mas, segundo o jornal “Le Monde”, foram cautelosos nas críticas por uma razão bem simples: não atrapalhar a venda dos caças Rafale ao Brasil. Cinismo e grana.
Nada como ler direto na fonte, o jornal “Le Monde”: “Na sequência diplomática, rápida e cheia de reviravoltas, que acaba de acontecer em torno da questão nuclear iraniana, a França se esforçou para poupar o Brasil de uma forma surpreendente, a fim de preservar os interesses comerciais e a ‘parceria estratégica’ com o gigante da América Latina. questão da venda do caça Rafale para o Brasil parece ter contado bastante nessa abordagem”. São esses países e lideres que pretendem dar lições ao mundo? Luiz Inácio está deitando e rolando. Os Estados Unidos só não estão isolados por terem como comprar uma considerável gama de potências aliadas.
Um terceiro jornal, o espanhol "El Pais", encheu a bola de Luiz Inácio: "Essa atitude corresponde a uma política internacional de cunho realista, que é conduzida sobretudo pelos interesses do Brasil como potência americana com vocação global. É uma aposta que compete diretamente com os europeus, cuja nutrida presença nas instituições internacionais, além de acentuar sua cacofonia e sua capacidade divisora, não faz mais que salientar a antiguidade de uma arquitetura internacional que se mantém quase intacta desde que terminou a última guerra mundial, há 65 anos.
Lula sempre desenvolveu uma grande atividade internacional. Mas este ano de 2010, o último de sua presidência, registrou um salto qualitativo, marcado por dois deslocamentos ao exterior que indicam como sondas a profundidade da vocação do Brasil. O primeiro o levou em março passado ao Oriente Médio, região geográfica que jamais havia ocupado um presidente brasileiro. O segundo o levou agora a Teerã e lhe proporcionou o raro privilégio de se encontrar com o guia supremo da revolução, o aiatolá Ali Khamenei, algo que só está ao alcance de uma lista muito restrita de mandatários estrangeiros. Com sua imagem de bonomia proletária e seu enorme prestígio, Lula está atuando como um foguete propulsor do Brasil na nova etapa geopolítica multipolar. Está bem claro que como parte de seu legado político quer deixar o Brasil situado o mais alto possível no cenário internacional, e especialmente bem colocado em suas apostas institucionais".
Chora, direita.
O iletrado está escrevendo história."

domingo, maio 09, 2010

Brizola Neto e Veja

Antropólogos contra mentiras da Veja
sexta-feira, 7 maio, 2010 às 18:21

Gomes e Viveiros de Castro acusam Veja de inventar declarações
Uma vez um amigo meu jornalista me disse que na Veja as matérias e o que elas devem dizer são pensadas na redação e que os repórteres têm que ir à rua para corroborá-las, mesmo que os fatos as contradigam. Achei que isso seria demais, quase uma versão jornalística do arroubo de Jarbas Passarinho ao aprovar o AI-5, quando disse “às favas os escrúpulos”. Na Veja, vigoraria algo como “às favas os fatos”.
Depois, à medida que fui vendo como a revista criminalizava o movimento social e atacava indistintamente as forças mais progressistas da sociedade brasileira, percebi que o que tinha ouvido não estava muito longe da verdade. Esse fato me veio à mente agora quando tomo conhecimento de que dois conceituados antropólogos brasileiros estão acusando a Veja de inventar declarações deles para embasar a matéria “A farra da antropologia oportunista”, publicada na edição desta semana e na qual ataca a demarcação de terras indígenas e de quilombolas.
O ex-presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes, professor da Universidade Federal Fluminense, que trabalhou com Darcy Ribeiro, escreveu em seu blog que “mais uma vez a Veja traz em suas páginas matéria cheia de injúrias aos povos indígenas brasileiros”. A revista utilizou o que seria uma declaração de Mércio feita há quatro anos, o que foi repudiado pelo antropólogo.
“Denego-lhe o falso direito jornalístico de atribuir a mim uma frase impronunciada e um sentido desvirtuante daquilo que penso sobre a questão indígena brasileira”, disse Mércio sobre o jornalismo da Veja. O antropólogo afirmou que foi procurado pela revista, passou seus telefones, mas não foi ouvido.
A mesma matéria já tinha sido contestada por outro antropólogo, Eduardo Viveiros de Castro, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que acusou a revista de atribuir “mentirosamente” a ele uma frase publicada. “Gostaria de saber quando e a quem eu disse isso, uma vez que nunca tive qualquer espécie de contato com os responsáveis pela matéria; não pronunciei em qualquer ocasião, ou publiquei em qualquer veículo, reflexão tão grotesca, no conteúdo como na forma”, escreveu, em carta enviada à revista.
A Veja respondeu dizendo que fez contato com a assessoria de imprensa do Museu Nacional, que lhe teria recomendado ler um artigo do antropólogo, e que a frase publicada “espelha opinião escrita mais de uma vez em seu texto”.
Assim como Mércio, Viveiros de Castro confirma que foi procurado pela Veja, através da assessoria de imprensa do Museu Nacional, mas que evitou ser fonte da matéria. “Respondi que não pretendia sofrer qualquer espécie de contato com esses profissionais, visto que tenho a revista em baixíssima estima e péssima consideração.”
O episódio deixa em alerta as pessoas procuradas pela Veja. Assim como nos filmes policiais americanos, tudo o que elas disserem poderá depor contra elas.
Brizola Neto

sábado, maio 08, 2010

Dia das mães, um dia da minha mãe.

Minha mãe morreu com 50 anos, com uma vida marcada por doenças, falta de dinheiro, trabalho. De uma família pobre do interior fora criada por sua madrinha, uma mulher que adorava. Era costume aqui, no interior gaúcho que os padrinhos, quando tinham boas condições financeiras criassem seus afilhados menos afortunados. Sua madrinha era uma italiana e lhe ensinou a alegria de viver. Minha mãe era uma mulher negra, que mal sabia ler. Meu pai , um homem branco foi quem lhe ensinou um pouco do que sabia e depois ela se instruiu com outros professores. Seu maior sonho era ser professora. Era muito bonita, tinha charme. Meu pai se apaixonou a sim que a viu. A quarenta anos atrás não era comum negros e brancos se casarem porém com eles o caso foi diferente, se casaram e esta união durou até a morte da minha mãe. A minha vida era atormentada pelas constantes brigas entre os dois. Engraçado, agora depois que ambos se foram parece que tudo que acontecia não era de verdade. Eu aprendi a ler e escrever com quatro anos de idade e somente hoje estou escrevendo sobre minha mãe. Ela era honesta, trabalhadora, infantil, guerreira, delicada, feminina, bruxa, intuitiva, com uma energia de dar inveja mesmo com as doenças. Poderia ter sido feliz se fosse mais flexível. Como a maioria das pessoas, nós duas tínhamos muitos problemas. Eu me irritava com ela e ela comigo. Hoje vejo que na verdade éramos muito parecidas. Ela me ensinou a ser forte, a ter coragem, a não desistir dos meus sonhos a sempre acreditar na instrução. Ela me ensinou a ter valores e cultivar estes valores. Passei isso pra minha filha como um legado precioso. As vezes eu olho pra mim e vejo a minha mãe. Sinto falta dela. Sinto falta dela exigindo que eu me levantasse quando estava prestes a cair. Sinto falta da sua energia mesmo na doença. Sinto falta das oportunidades que perdi, das coisas que não disse e de sentimentos que não soube expressar. Agora, como mãe eu vejo os motivos das suas preocupações e a compreendo. Entendo todas as mães. Uma mãe não dura para sempre, elas se vão e nos deixam, não sós, mas com os ensinamentos que nos transmitiram uma vida inteira. As vezes leva tempo para que percebamos isso mas essa é a verdadeira herança da humanidade. O amor incondicional das mães resiste ao tempo, as desavenças, a morte. Mesmo depois de tudo sempre haverá aquele afeto que nos aquece nos Invernos da vida. Dia das mães, dia da minha mãe.

Mulheres que amam demais.

terça-feira, maio 04, 2010

ABSURDO - ABSURDO - Justiça condena Cpers a pagar indenização a netos de Yeda

A que ponto chegamos, não existe mais imparcialidade na justiça gaúcha - Um sindicato fazendo manifestação de forma legitima em frente a casa da governadora Yeda aqui no RS (casa que é uma extenção do espaço público) visto que ela mobiliou, decorou, comprou móveis para os netos, com o dinheiro público em nome do Governo do RS. No dia em que isso aconteceu, a senhora governadora ficou revoltada com a forma que seus netos, saindo para a escola( Escola Particular Leonardo Da Vinci) que não é uma escola pública e sucateada como são as escolas sob o governo dessa senhora, disse que o sindicato dos professores eram torturadores de crianças. Se não bastasse, a miséria que os professores ganham, hoje saiu a decisão da justiça gaúcha quanto as queixas desse senhora  - JUSTIÇA CONDENA CPERGS A PAGAR INDENIZAÇÃO AOS NETOS DE YEDA.
Aqui no RS, este governo, além de ser o pior dos últimos tempos é totalmente obscuro. As acusações do Ministério público  que mantém um processo contra a governadora, os desvios de verbas públicas, acusações de membros diretos do governo envolvidos em falcatruas, por exemplo - umas das auxiliares é amiga pessoal da governadora que havia ido para Brasília tentar acalmar os boatos e hoje Walna Menezes esta de volta lépida e faceira..
Eu escrevo essa linha muito indignada com a justiça gaúcha. Recentemente a Governadora esta arrumando a vida tendo o governo do estado nas mãos, terá dinheiro através de uma aposentadoria vitalícia para o resto da vida, sendo que se ela vier a falecer, a aposentadoria passa a sua família, decorou sua casa, viaja bastante, colocou a sua filha como Secretaria de governo e de quebra consegue indenização para os netos. Essas crianças foram afetadas, ficaram traumatizadas? E as milhares de outras crianças que não tem o pão de cada dia, que seus pais são desempregados, que suas escolas são sucateadas, que seus professores são mal pagos. Estas crianças também deveriam receber indenização - POVO DO RIO GRANDE DO SUL, VAMOS NOS UNIR E PROCESSAR OS GOVERNOS POR TODAS AS MAZELAS QUE PASSAMOS, O EXEMPLO ACABOU DE SER DADO PELA SENHORA YEDA, GOVERNADORA DO RS e ai vamos ver o que fará a imparcial justiça gaúcha. 

 

Quem é Eduardo Galeano?

"Biografia
Galeano nasceu em 3 de setembro de 1940 em Montevidéu em uma família católica de classe média de ascendência europeia. Na infância, Galeano tinha o sonho de se tornar um jogador de futebol; esse desejo é retratado em algumas de suas obras, como O futebol de sol a sombra (1995). Na adolescência, Galeano trabalhou em empregos nada usuais, como pintor de letreiros, mensageiro, datilógrafo e caixa de banco. Aos 14, vendeu sua primeira charge política para o jornal El Sol, do Partido Socialista.
Galeano iniciou sua carreira jornalística no início da década de 1960 como editor do Marcha, influente jornal semanal que tinha como contribuidores Mario Vargas Llosa e Mario Benedetti. Foi também editor do diário Época e editor-chefe do jornal universitário por dois anos. Em 1971 escreveu sua obra-prima As Veias Abertas da América Latina.
Em 1973, com o golpe militar do Uruguai, Galeano é preso e mais tarde forçado a se exilar na Argentina, onde lançou Crisis, uma revista sobre cultura. Em 1976, com o sangrento golpe militar liderado pelo general Jorge Videla, tem seu nome colocado na lista dos esquadrões de morte e, temendo por sua vida, exila-se na Espanha, onde deu início à trilogia Memória do Fogo. Em 1985, com a redemocratização de seu país, Galeano retornou a Montevidéu, onde vive ate hoje.
Em princípios de 2007 Galeano caiu seriamente doente, mas recuperou-se, após uma bem-sucedida cirurgia em Montevidéu.

Obras

A obra mais conhecida de Galeano é, sem dúvida, As Veias Abertas da América Latina. Nela, analisa a História da América Latina como um todo desde o período colonial até a contemporaneidade, argumentando contra o que considera como exploração econômica e política do povo latino-americano primeiro pela Europa e depois pelos Estados Unidos da América. O livro tornou-se um clássico entre os membros da esquerda latino-americana.
Memória do Fogo é uma trilogia da História das Américas. Os personagens são figuras históricas: generais, artistas, revolucionários, operários, conquistadores e conquistados, que são retratados em pequenos episódios que refletem o período colonial do continente. Começa com os mitos dos povos pré-colombianosdécada de 1980. Na obra, Galeano destaca não apenas a opressão colonial, mas também atos individuais e coletivos de resistência. A obra foi aclamada pela crítica literária e Galeano foi comparado a John Dos Passos e Gabriel García Márquez. Ronald Wright, do suplemento literário do The Times, escreveu que "os grandes escritores dissolveram gêneros antigos e encontraram novos. Esta trilogia de um dos mais ousados e talentosos da América Latina é impossível de classificar". e termina no início da
O Livro dos Abraços é uma coleção de histórias curtas e muitas vezes líricas, apresentando as visões de Galeano em relação a temas diversos como emoções, arte, política e valores. A obra também oferece uma crítica mordaz à sociedade capitalista moderna, com o autor defendendo aquilo que acredita ser uma mentalidade ideal à sociedade. Para Jay Parini, do suplemento literário do The New York Times, é talvez a obra mais ousada do autor.
Como ávido fã de futebol, Galeano escreveu O futebol ao sol e à sombra, que revisa a trajetória histórica do jogo. O autor o compara com uma performance teatral e com a guerra; critica sua aliança profana com corporações globais ao mesmo tempo em que ataca intelectuais de esquerda que rejeitam o jogo e seu apelo às massas por motivos ideológicos.
Em seu livro mais recente, Espelhos, o autor tem o intuito de recontar episódios que a história oficial camuflou. Galeano se define como um escritor que remexe no lixão da história mundial.[1]
Apesar da clara inspiração e relevância histórica de suas obras, Galeano nega o caráter meramente histórico destas, comentando que é "um autor obcecado com a lembrança, com a lembrança do passado da América e, sobretudo, da América Latina, uma terra intimamente condenada à amnésia".
Além de livros, Galeano também escreve artigos para publicações estadunidenses de esquerda como The Progressive, New Internationalist, Monthly Review e The Nation.

Visão política

Uma das citações mais memoráveis de Galeano é "as pessoas estavam na cadeia para que os preços pudessem ser livres", se referindo ao regime militar (1973-1985) de seu país.
Para celebrar a vitória de Tabaré Vázquez e da Frente Ampla nas eleições de 2004, - a primeira eleição de um governo de esquerda na história uruguaia -, Galeano escreveu um artigo intitulado "Onde as pessoas votaram contra o medo", no qual afirma que a população de seu país finalmente usou o "bom senso" para parar de ser "traída" pelos partidos Colorado e Nacional.
Em 2006, Galeano se juntou a outras artistas renomados como Gabriel García Márquez, Mario Benedetti, Ernesto Sábato, Thiago de Mello e Pablo Milanés na assinatura da Proclamação de Independência de Porto Rico do Congresso Latino Americano e Caribenho.
Em uma entrevista ao jornal Zero Hora, disse o seguinte sobre a vitória de Barack Obama nas eleições de 2008: "Agora, ele entra na Casa Branca, que será a sua casa. Tomara que não esqueça que a Casa Branca foi construída por escravos negros. Chegou a hora dos Estados Unidos se libertarem da sua pesada herança racista".[1]

Eduardo Galeano

Honras

Em 2005, Eduardo Galeano aceitou o convite para integrar o comitê consultivo da Telesur, uma emissora de televisão pan-latino-americana com sede em Caracas, na Venezuela. Em julho de 2008, Galeano foi agraciado com o primeiro título de Cidadão Ilustre do Mercosul.[2]

Livros

  • Los días siguientes (1963)
  • China (1964)
  • Guatemala (1967)
  • Reportagens (1967)
  • Los fantasmas del día del léon y otros relatos (1967)
  • Su majestad el fútbol (1968)
  • As veias abertas da América Latina (1971)(P)
  • Siete imágenes de Bolivia (1971)
  • Violencía y enajenación (1971)
  • Crónicas latinoamericanas (1972)
  • Vagamundo (1973)(P)
  • La cancion de nosotros (1975)
  • Conversaciones con Raimón (1977)
  • Días y noches de amor y de guerra (1978)(P)
  • La piedra arde (1980)
  • Voces de nuestro tiempo (1981)
  • Memória do fogo - trilogia - (1982-1986)(P)
  • Aventuras de los jóvenes dioses (1984)
  • Ventana sobre Sandino (1985)
  • Contraseña (1985)
  • El descubrimiento de América que todavía no fue y otros escritos (1986)
  • El tigre azul y otros artículos (1988)
  • Entrevistas y artículos (1962-1987) (1988)
  • O Livro dos Abraços (1989)(P)
  • Nós Dizemos Não (1989)
  • América Latina para entenderte mejor (1990)
  • Palabras: antología personal (1990)
  • An Uncertain Grace com Fred Ritchin, fotos de Sebastião Salgado (1990)
  • Ser como ellos y otros artículos (1992)
  • Amares (1993)
  • Las palabas andantes (1993)(P)
  • úselo y tírelo (1994)
  • O futebol ao sol e à sombra (1995)(P)
  • Mulheres (1997) (P)
  • Patas arriba: la escuela del mundo al revés (1998)(P)
  • Bocas del Tiempo (2004)(P)
  • O Teatro do Bem e do Mal (2002)(P)
  • Espelhos - uma quase história universal (2008)(P)
(P) Também editados em portugues."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Galeano

EDUARDO GALEANO

domingo, maio 02, 2010

Beleza é fundamental.

Há dois anos eu vi uma cena que nunca me saiu da cabeça. Dois jovens caminhando pela av.Azenha, aqui em Porto Alegre. Ele, alto, atlético, negro, muito bonito. Mais parecia uma Deus Negro. Ela, baixa, gordinha, loira, eles estavam de mãos dadas. Em um determinado instante ela comentou algo com o jovem e este sorrindo respondeu a moça. Foi exatamente aí, no instante do sorriso a namorada é que eu jamais esqueci. Quando esse rapaz a olhou, em seus olhos poderíamos ler - "estou olhando para a mulher mais linda do mundo". Uma moça que no meu entendimento jamais seria capa de revista ou atriz famosa por seus dotes físicos. Penso sempre neste instante, algumas vezes me emociono, em outras sinto inveja.  O bom desse episódio é que me fez pensar, pensar em quanto a estética pode atrapalhar a vida de milhares de mulheres e homens. A imagem deturpada do espelho. Diariamente convivemos com a imagem projetada pala mídia, onde seremos amados se formos lindos, jovens, saudáveis, bem sucedidos. A indústria cultural bombardeia em todas as áreas do poder do ter. A insatisfação de não alcançarmos os padrões de beleza e comportamento gera um estresse muito grande, principalmente na juventude. Isso leva a depressão, as drogas e o pior de tudo, a baixa auto-estima. Mulheres morrendo em mesas de lipoaspiração, corpos deformados com implantes. Saúde debilitada. Felizmente todo esse processo em busca da perfeição para sermos amados esta em fase de questionamento. Por exemplo, as capas de revistas - mulheres e homens lindos cujo acabamento é o photoshop. Pode parecer divertido mas a própria industria do consumo esta cansada de mentiras. Hoje eu li que muitas modelos estão se negando a aparecer em fotos onde haja .retoques por computador. As pessoas que se submetem a tantos transtornos visando a beleza ideal como forma de serem aceitas em uma sociedade decadente, são sem sombra de dúvida os seres mais sofredores do planeta. É maravilhoso quando nos sentimos bonitas, jovens, vibrantes. Digo jovem não me referindo a idade cronológica mas sim ao nosso bem estar interior. As pessoas mascaram suas necessidades. A necessidade de todo ser humano é o afeto, carinho, amor. O resto que vier é  a Consequência  da nossa visão interior. Essa beleza que vem de dentro é fundamental para uma vida plena, sem ela, não somos nada.

quinta-feira, abril 29, 2010

A utopia de ser jornalista de esquerda, free-lance, no Brasil.

Jornalista free-lance e de esquerda, o que significa isso? Uma confissão de desemprego. Hoje cheguei ao meu limite. Sempre fui e sou a favor do diploma de jornalista, sempre acreditei na missão da comunicação para um mundo melhor mas hoje me deparo com o desemprego e a possibilidade de ter que me voltar a uma profissão mais lucrativa. Lucro é algo que sempre me deprime, fui alfabetizadora, participei de projetos cujo salário mais parecia ajuda de custos e no entanto eu trabalhei arduamente, sábados, domingos e feriados. Amo causas sociais, me dedico, me entrego. Poderia ter tentado um emprego de jornalista nos partidos políticos, mais ai vem a estúpida ética, ética que convive comigo e faz parte de mim, não sei viver sem ela - se sou uma jornalista vinculada a algum partido político perco a minha capacidade de crítica, tenho medo de comprometer a minha ética (já falei sobre isso). Aprendi Espanhol e estudo inglês, criei blogs, comecei a escrever para vários sites. A repercussão profissional foi e é maravilhosa, convites para escrever mais, participação em livros, contatos com profissionais qualificados mas o pão na mesa esta cada vez mais difícil. Sou formada pela Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre, uma universidade particular pela qual além do enorme pagamento mensal, aprendi a ter ética. Aprendi que um jornalista deveria informar ao público com imparcialidade, me ensinou a ter horror a manipulação e descobrir as bases da manipulação da notícia.  Hoje eu sei o que fazem os grandes conglomerados dos meios de comunicação de massa. Aprendi isso na universidade e lendo Humberto EcoPedrinho Guareschi e a Escola de Frankfurt. Decidi assim não fazer parte do esquema e vejo agora que minha auto-critica não tem tido muito sucesso com as contas de final de mês. Optei por assessoria a estudantes de mestrado e doutorado, revisão de dissertações e  teses. (Isso depois de ter conhecido o trabalho de dentro dos meios de comunicação.) Um trabalho interessante mas acontece uma coisa muito curiosa, comemos um ou dois meses e nos outros meses fazemos dietas. Talvez agora tenha que fazer o que centenas de brasileiros fazem, esquecer as utopias e tentar uma vaga como funcionário público.

Lula é a pessoa mais influente do mundo, segundo a revista Times.

Todos os anos a revista americana Times publica uma lista, as 100 pessoas mais influentes do mundo. Esse ano, a lista é encabeçada por Luis Inácio Lula da Silva. Aparecem também na listagem, Barack Obama, Bill Clinton e Lady GaGa, entre outros. "Lula é um autêntico filho da classe trabalhadora latinoamericana, é uma vez  esteve preso por liderar uma greve", assegurou o cineasta Michael Moore, que foi a pessoa responsável por elaborar o perfil de líder brasileiro para a revista em que destaca os êxitos de Lula para levar seu país ao primeiro mundo. Realmente essa notícia me deixou feliz porque cala a boca de quem o chamava de Analfabeto, de quem maliciosamente e com desdém insistia que ele não poderia ser presidente do Brasil por não saber fazer a correta concordância verbal ou nominal.Vivemos em um grande país onde há muito que fazer, agora mesmo existe a discussão do reajuste dos aposentados, a usina de Monte Belo. Estamos em um ano eleitoral e de análise sobre o contexto do Brasil nesse momento. Internamente há muitas críricas sobre a administração de Lula porém os avanços que ouve no país são inegáveis.O presidente contrariando muitos que apostavam que seu governo seria um fracasso, tem tido sucesso em praticamente todas as suas ações, mas tem tido muito mais que êxito em duas áreas muito importantes: As pessoas mais humildes e uma parte significativa dos empresários. Os primeiros foram contemplados com programas sociais jamais empreendidos em toda a história do Brasil, programas como o Bolsa Família, o Prouni, entre muitos outros. Os segundos foram comquistados pela manutenção da política econômica do ex presidente Fernando Henrique Cardoso e também por ter expandido os contatos e as viagens com o exterior, elevando significativamente a nossa balança comercial. O reconhecimento internacional de Lula representa o reconhecimento pelas melhorias do Brasil. O ano passado, um artigo escrito pelo líder Espanhol Zapatero,El hombre que asombra el mundo, dava a direção do prestigio de Lula e do Brasil frente a comunidade internacional. Lula apoia o presidente Cháve, que se afirma como socialismo e anti-imperialista, não nega e demonstra de forma muito forte vínculo com a esquerda, não só brasileira mas mundial, aqui mesmo na América Latina, foi contundente seu trabalho pela união no Mercosul e apoio aos países da Alba. Acredito que a melhor foma de influenciar as pessoas e povos é mostrando um trabalho sério, com competência. Quanto a concordância verbal e nominal, o não fazer uso correto pode ser trabalhado através de corretivos ortográficos. A real importância de um reconhecimento internacional é levar as pessoas, comunidades a reconstruir também suas vidas, suas casas, suas ruas, suas cidades e seu país. Exigir seus direitos e saber contribuir com suas obrigações.

quarta-feira, abril 28, 2010

Reunião entre os presentes Lula e Cháves da Venezuela.

Acontece nessa quarta-feira em Brasília a reunião entre o presidente Lula e o presidente da Venezuela Hugo Chávez. Antes da reunião com os ministros, ouve uma conversa particular entre os presidentes.Na pauta da reunião esta a crise energética na Venezuela e  também 20 acordos econômicos de cooperação técnica, entre eles uma parceria com a Embrapa para projetos de irrigação e plantação de hortaliças, mas os detalhes dessas negociações só serão divulgados na quarta-feira a tarde em uma declaração à imprensa.
 

segunda-feira, abril 26, 2010

Entrevista Dilma no Brasil Urgente_parte 1.mp4

Entrevista Dilma no Brasil Urgente_parte 2

Entrevista Dilma no Brasil Urgente_parte 3.mp4

Entrevista Dilma no Brasil Urgente_parte 4.mp4

Entrevista Dilma no Brasil Urgente_parte 5.mp4

Entrevista Dilma no Brasil Urgente_parte 6.mp4

Entrevista Dilma no Brasil Urgente_parte 7.mp4

Entrevista Dilma no Brasil Urgente_parte 8.mp4

Entrevista Dilma no Brasil Urgente_parte 9.mp4

Entrevista Dilma no Brasil Urgente_parte 10.mp4

Entrevista Dilma no Brasil Urgente_parte 11.mp4

Entrevista Dilma no Brasil Urgente_parte 12.mp4

terça-feira, abril 20, 2010

JUÍZA É PUNIDA POR MANTER GAROTA EM CELA MASCULINA

Conselho Nacional de Justiça aposentou compulsoriamente a magistrada

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu nesta terça a juíza Clarice Maria de Andrade, que manteve uma adolescente presa em cela masculina durante 26 dias no Pará, em 2007. O CNJ decidiu aposentar compulsoriamente a magistrada por ter se omitido em relação à prisão da menor. A jovem, presa por tentativa de furto, foi torturada e estuprada no período em que esteve na delegacia de polícia de Abaetetuba. Ela dividiu a cela com cerca de 30 homens.

Segundo o órgão, a juíza sabia da inexistência de separação entre homens e mulheres assim como das péssimas condições de higiene na delegacia. Além disso, após a divulgação sobre o caso na mídia, a magistrada teria falsificado um documento de transferência da adolescente para "tentar encobrir sua omissão".

Apesar da aposentadoria compulsória ser a pena máxima no âmbito administrativo, o CNJ encaminhou uma cópia dos autos ao Ministério Público do Pará para que seja verificada a possibilidade de proposição de uma ação civil pública. Caso isso ocorra, a magistrada poderá perder o cargo ou ter sua aposentadoria cassada.


Fonte: AE

segunda-feira, abril 19, 2010

QUAL É O PROBLEMA EM PORTO ALEGRE?

Recém empossado o prefeito José Fortunati foi obrigado a dar explicações sobre duas falhas de órgãos da prefeitura de Porto Alegre que resultaram em mortes de dois cidadãos. Uma delas é a eletrificação de uma parada de ônibus na Avenida João Pessoa, que matou o estudante Valtair Jardim de Oliveira, 21 anos, na terça-feira. A outra foi o recapeamento malfeito de um buraco numa avenida do bairro Tristeza, que provocou o tombo e a morte do motoqueiro Leonardo da Silva Delgado, 19 anos, na sexta.

Duas mortes que tiveram como causa principal o descaso da prefeitura de Porto Alegre. A má gestão da Prefeitura é fato visível, rua esburacada, enchentes, falta de sinalização em áreas de suma importância.

O atual prefeito José Fortunati esta tendo à triste missão de dar continuidade à administração Fogaça( que saiu para concorrer ao governo do Estado) Fogaça foi um prefeito reeleito com base em um trabalho que ele não realizou. A única coisa que fez foi manter o trabalho anteriormente realizado pela prefeitura do PT. A grande obra da gestão Fogaça serão os portais da cidade que é um embuste. Trocar de ônibus após um dia cansativo de trabalho é uma desgraça para o trabalhador. Alceu Collares também teve uma idéia semelhante, que foi uma desgraça.

A Samu é outro setor que deixa muito a desejar, foi relatado que no atendimento de Valtair Jardim de Oliveira por populares, enquanto se tentava fazer com que a ambulância do pronto socorro municipal viesse buscar a vítima, o médico plantonista dava instruções para que o rapaz fosse “beliscado”, para saber se estava vivo ou morto. Esse fato foi desastroso. A decisão de atender ou não uma vítima na capital esta partindo de médicos do pronto socorro.

Em Porto Alegre esta acontecendo uma má administração pública com órgãos deficientes, ex-prefeito envolvido em supostas irregularidades e as voltas com investigações judiciais. Sobre isso, foi publicado em matéria do dia 17 de abril de 2010, no jornal Zero - Hora – “Por determinação da Justiça Federal, o ex-prefeito José Fogaça (PMDB) teve os sigilos bancário e fiscal quebrados na investigação que apura irregularidades na prestação de serviços pelo Instituto Sollus à prefeitura de Porto Alegre. O caso tramita no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF) em função do foro privilegiado que Fogaça tinha na época em que o Ministério Público Federal (MPF) deu início às investigações.
Como Fogaça renunciou em março ao cargo de prefeito para concorrer ao governo do Estado, o TRF está analisando agora se ainda tem competência ou se o procedimento deve ser repassado à Justiça Federal de 1º grau. Fogaça prestou depoimento à Polícia Federal (PF) antes de deixar a prefeitura. Conforme a apuração do MPF, o esquema teria desviado R$ 9 milhões dos cofres do município. A suposta fraude segue sob investigação do MPF e da PF.
Zero Hora teve acesso ao relatório do MPF que embasou pedidos de busca e apreensão e também de quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados. A fim de sustentar seu pedido, o procurador da República Jorge Luiz Gasparini da Silva explicou que “a medida ora pleiteada é imprescindível para fins de delimitar responsabilidades e a ampla apuração dos fatos, inclusive para avaliar se o agir dos administradores municipais foi culposo ou doloso”. Os pedidos foram aceitos pela Justiça Federal em dezembro do ano passado.”

Agora resta saber se o atual prefeito José Fortunati vai conseguir até o final de seu mandato restabelecer a qualidade de serviços que havia em Porto Alegre ou se a explicação sobre os desmandos dos órgãos municipais continuará criando vitimas da impunidade pública.

sábado, março 27, 2010

O PODER ALÉM DA VIDA

Acredito que vivemos nesse planeta para evoluirmos. Sinto a mudança acontecendo e venho observando os sinais. Creio profundamente que podemos ser melhores, viver com amor, solidariedade, união e paz. Hoje recebi de um querido amigo um link de vídeos do Youtube, chama-se O PODER ALÉM DA VIDA. São lições de uma sabedoria que o homem sempre tentou não usufruir. Espero que de alguma forma, estas lições contidas nos vídeos fale diretamente com o melhor que cada um de nós tem dentro e sí mesmo.

DA FELICIDADE

Quantas vezes a gente,em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão,por toda parte,os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!

Mário Quintana


DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

Mário Quintana





O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.

Mário Quintana

sexta-feira, março 26, 2010

O BOLSA-FAMÍLIA NA EUROPA

Texto escrito pelo jornalista Juremir Machado em 23 de março de 2010 no Jornal Correio do Povo, em Porto Alegre.

"Dizem que bolsa-família é coisa de país atrasado. Concordo. Todo país europeu desenvolvido e com algum senso de responsabilidade social tem bolsa-família. Sem esse nome, claro. A Alemanha tem. A França tem. Os países escandinavos tem. Até a Inglaterra tem. Os europeus são dinossauros. Na França, o bolsa-família atende pelo nome de “aides sociales” (ajudas sociais). A França é totalmente insensível aos novos tempos. O seguro-desemprego francês pode durar até 36 meses. Depois disso, se a vida continua dura, o sujeito pode ter acesso ao RMI (renda mínima de inserção): 447 euros para uma pessoa só, 671 euros para quem tiver um filho. Quase 2 milhões 500 mil franceses recebem o RMI (nome válido até este ano). A partir dos 59 anos de idade, a pessoa pode receber o RMI sem sequer ter a obrigação de procurar trabalho. Não dá!

As famílias francesas recebem ajuda financeira conforme o número de filhos. O Estado ajuda a alugar apartamento e até a tirar férias. O sistema de saúde é universal e gratuito, inclusive os medicamentos. Que atraso! Um estudante estrangeiro em situação regular na França pode receber ajuda do Estado para ter onde morar. É muita mamata. Lembrete: o governo francês atual é, como eles dizem, de direita. Mas o Estado francês é republicano. A concepção de Estado dos europeus é muito esquisita: uma instituição para ajudar a todos e proteger os interesses da coletividade, devendo estimular a livre-iniciativa e dar condições de vida digna aos mais desfavorecidos. Agricultores recebem subsídios. Empresas ganham incentivos. A universidade é gratuita para todos os aprovados no BAC, o Enem deles. Há vagas para todos. Obviamente não há necessidade de cotas. Que loucura!
Existem instituições privadas de ensino, cujos salários dos professores são, em geral, pagos pelo Estado, pois se trata de um serviço de utilidade pública. Aí os nossos liberais adoram dizer: “E por isso que a França está quebrada”. Tive a impressão de que a crise mundial mostrou os Estados Unidos mais quebrados do que a França. Os mesmos liberais contradizem-se e afirmam: “A França é rica e pode se dar esse luxo...” É rica ou está quebrada? Quase 30% do PIB francês é distribuído em ajudas sociais. O modelo francês enfurece os capitalistas tupiniquins, leitores de revistas como a Veja, cujas páginas pingam ideologia. Visto que dá mau exemplo de proteção social, o Estado francês é chamado de anacrônico, ultrapassado, assistencialista e outros termos do mesmo quilate usados na guerra midiática. Está certo. Moderno é ajudar a turma dos camarotes e mandar a plebe se virar. Acontece que a plebe do Primeiro Mundo não aceita esse tipo de modernidade tão avançada.
É plebe rude. Se precisa, quebra tudo, mas não cede. Os ruralistas de lá são mestres em incendiar prefeituras quando falam em cortar-lhes os subsídios estatais. Nas cidades, a turma adora queimar uns carros para fazer valer seus direitos. Na Europa, pelo jeito, não se melhora o Estado piorando a sociedade. A França tem muito a aprender com o Brasil. Somos arcaicamente modernos. Numa pesquisa recente, a França tem a melhor qualidade de vida da Europa. Nada, claro, que possa nos superar."

Postado por Juremir Machado da Silva - 23/03/2010 11:58

CONSIDERAÇÕES

Estive pensando nos últimos dias o quanto sou grata por receber um bom número de vistas neste blog. Para estas visitas e seguidores devo algumas explicações e ai vão elas. Originalmente eu criei este blog para publicar minhas crônicas e poemas. No meio desse processo, percebi que tenho que ser autentica. No meu ponto de vista, um blog é um espaço onde temos que espelhar o que realmente somos. No meu caso, sou uma escritora em construção e uma jornalista por formação. Além disso, faz parte da minha personalidade um profundo censo crítico e nesta releitura entra a questão política. Fui militante política, peguei o final da ditadura, na minha adolescência comemorei a criação da CUT, Central Única dos Trabalhadores. Me filiei ao PT em 83( para desespero de meus pais). Sempre votei no Lula. Essa é a pessoa que sou. Disse anteriormente que sou crítica e realmente sou. Hoje percebo que o PT não será o responsável por uma mudança de paradigmas necessária para evolução estrutural que nosso país necessita. Isso ocorrerá com uma união de toda a esquerda. Em 2005 e 2006 veio a primeira grande tristeza com o partido que ajudei a fundar, que foi o "Mensalão", até hoje não explicado de forma convincente. Apesar de todas as coisas que falei anteriormente eu não sou socialista, nasci socialista mas hoje me afirmo politicamente como uma anarquista. O governo ideal pra mim será um desgoverno. Um lugar onde as pessoas tenham uma consciência social mais elevada, não porque levarão multas ou repreensões por parte de governantes mas sim porque terão a certeza de estar agindo certo. Agora, isso pode parecer uma utopia mas o mundo esta mudando, pouco a pouco o ser humano evolui mais e melhor. Em síntese, estou dizendo que neste blog sempre haverá poesia, cronicas, contos e muitas críticas a classe política em nosso país. As contradições de nossa sociedade é um prato cheio para qualquer jornalista e pra mim, isso não é diferente. Outra coisa que não posso esquecer de dizer, sou profundamente espiritual. Acredito que a Terra é a grande deusa, um organismo vivo. As minhas crenças são muitas, tenho certeza que tudo sempre esta em movimento e se mudarmos nosso pensamento poderemos mudar o mundo e transformá-lo em um lugar muito melhor para se viver. Essas são as considerações que eu gostaria de fazer.
Tenham um ótimo final de semana.